09 março 2008

Miss Cubal 1973

Na continuação do tributo à Mulher, em especial à "Mulher Cubalense", digitalizei agora, uma reportagem do semanário "NOTÍCIA" de 17 de Março de 1973, sobre a eleição da Miss Cubal 1973. (Ruca)

Miss CUBAL JÁ FOI ELEITA
Passava das três da manhã quando os locutores começaram a habitual rábula do suspense. Quem seria Miss Cubal ?
Podia imaginar-se que o público já não tivesse paciência para mais. No fim de contas o espectáculo até começara mal, com duas horas de atraso. Tal lapso poderia tê-lo afec­tado. Surpreendentemente tudo cor­reu bem, depois. O público compreen­deu e aceitou como plausível que o avião de Moçamedes tivesse chegado a Benguela bastante depois da hora prevista; que as misses convidadas tivessem necessidade de jantar, an­tes de participar num espectáculo que se previa longo.

E foi-o.
A demora em nada ajudou as onze moças concorrentes. As peque­nas já arranjadas procuravam dis­farçar o nervosismo. Mais um jeito no cabelo, um retoque na maquiallage. Até que...
— Maria Luiza Correia Dias, es­tudante, 17 anos — anunciou o locutor. A primeira concorrente desfila­va. De hot-pants e botas altas. Soa­vam as primeiras palmas. Até ao final nunca o público se furtou a aca­rinhar as jovens. Uma a uma elas iam passando.
Das onze, dez eram estudantes e uma professora, o que levou João Se­queira a comentar: «Não sei o que será melhor — ensinar latim às miú­das ou aprender geografia com a professora!»
Com efeito, Anabela Espinha Costa com 19 anos é professora. A mais nova, Elizabete Prata Silveira Melo, de 15 anos, tal como as res­tantes, é estudante. Maria Fernanda Portela, de 19 anos, irmã de Lourdes Portela, a miss que ia passar o ceptro.
Depois da passagem em fato de banho e da actuação de João Sequei­ra (ele fez furor e foi logo convidado para voltar a actuar no Cubal) as candidatas desfilaram em trajo de noite. Foi o melhor momento da noi­te. Modelos felizes quase todos. Menos nervosas, mais afeitas à passarelle, as jovens ganhavam graciosi­dade.

Começava a parte mais melin­drosa.O júri ia pronunciar-se. Pri­meiro indicou o nome das três jo­vens, das quais sairia Miss Jovem.

Elizabete Prata Silveira Melo. Ema Nice Pais e Deolinda Soares de Oliveira. A última inscreveu-se dois dias antes da eleição e foi ela justa­mente a primeira a ser eleita.

Miss Jovem e Ema Nice Pais vol­tariam a ser chamadas, mas como finalistas; com elas Maria Fernanda Portela, Ofélia de Oliveira e Anabela Vaz Faustino.

As duas últimas foram as primei­ras a conhecer a sua sorte: Anabela, primeira Dama de Honor, Ofélia, a segunda Dama de Honor.

Finalmente, Maria Fernanda Por­tela foi chamada. Era ela a nova miss Cubal, recebia o ceptro da sua irmã. Desse modo, o papá Portela, que estivera renitente em autorizar a filha a concorrer, voltava a receber abraços e felicitações.



Aplausos. Mais chamadas ao pal­co. Riquita, Lurdes Pinto, Lurdes Portela. Mais aplausos, E o tempo a passar. E ninguém arrancava da sala. Foi uma festa bonita. Um ambien­te extraordinário. Para o ano vai haver mais. E há-de acontecer surpresa. O senhor Portela não tem mais filhas, julga­mos nós...




Texto transcrito por http://cubal-angola.blogspot.com/do semanário "Notícia"

2 comentários:

  1. As voltas que o mundo dá... e eu, uma ex-cubalense por adopção, trabalhava nessa altura no Notícia e ajudava, a partir de Luanda, na preparação dos concursos das misses regionais. Vejo nas fotografias a Riquita (Miss Angola e já então Miss Portugal) e o António Gonçalves (Chefe de Redação do Notícia), o representante da revista nos concursos regionais. Que saudades!!!

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  2. Olá Isabel Valadão,
    Obrigado pela participação ao completar o post com esta sua preciosa informação, identificando também o seu ex-colega António Gonçalves.
    Apareça sempre e participe naquilo que lhe for possível.
    um abraço
    Ruca

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Ruca