16 março 2008

UMA HISTÓRIA DAS ARÁBICAS

Em 1972 estava eu e a Lourdes a almoçar no bar do Recreativo do Cubal. Como a sopa estava um pouco demorada, resolvi acender um cigarro (hoje não o fazia porque tenho mais juízo) mas mal acabo de acender o cigarro aí vem a sopa e como a fome apertava deitei o cigarro pela janela virada para a rampa de entrada que estava nas minhas costas.
Passados poucos minutos escutamos uma risada infernal: O Ribas estava na outra parte do bar com um amigo da Ganda e este perguntou: Este é que é o Alexandrino?
Como a risada continuava levantei-me e fui ver o que se passava; e agora surge a parte engraçada da história:
O Cunha (já falecido, que trabalhou no Valentim) acabava de entrar, vinha a fumar um cigarro e trazia outro aceso na orelha como se tivesse sido colocado lá com todo o cuidado. O Ribas bem o avisava mas ele pensava que se tratava de uma brincadeira e só quando lhe cheirou a cabelo queimado é que ele deu uma sacudidela.
Mais tarde e a título de brincadeira a malta dizia: Cunha toma cuidado que vem aí o Morais!
É esta a história que se passou comigo e que eu gostaria ainda hoje de a repetir com o mesmo protagonista.....Infelizmente, isso não voltará a acontecer.

Valença,15 de Março de 2008 ,António Morais


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O Morais partilha esta deliciosa história, passada no Cubal.
Obrigado meu caro, por o fazeres. Continua e aparece sempre a este círculo de amigos.
Um abraço extensivo à Lourdes e Tito.
Ruca

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