26 abril 2008

HISTÓRIAS DO CUBAL

Há, já escritas por muitos de nós, 1050 páginas de histórias sobre o Cubal.
Já deram origem à publicação de nove volumes, que se quiserem podem ler no nosso site: www.cubal.no.sapo.pt
Se quiserem, estamos prontos e agradecidos, a receber histórias de todos vocês, o que certamente nos irá enriquecer.
Um abraço
Henrique

24 abril 2008

Cubalenses

Homenagem da família Narciso, aos meus pais Júlia e Raúl.

1. No casamento dos meus pais.
2. O meu pai Raúl (dtª na foto) na oficina Narciso
3. Idem, ao fundo
4.Idem à esqª
Vou ter de falar com o meu pai, para saber o nome dos restantes elementos.
5.Trabalho da Catarina, em homenagem aos meus pais.
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Catarina,
Como já tive oportunidade em dizer, agradeço-vos imenso a oportunidade que nos proporcionam ao partilhar estas fotos, que não conhecia, dos meus pais. Não calculas a emoção que foi para todos nós.
Muito obrigado
Ruca

23 abril 2008

Cubal 2006

1. Como cresceram as árvores!
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5. Cruzamento .
À esq. Estação CFB, à dtª Av. da Estação
Em frente: Camunda

Cubal 2006

1. A Gardénia, à dtª
2.
3.
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5.
Estas e outras imagens do "Cubal 2006" foram extraidas do filme cedido pelo Henrique.

22 abril 2008

20 abril 2008

Do Cubal a Lourenço Marques - Ano 1970

1. Em 1970, quando o Gil fez a "ponte da amizade" entre Cubal e Lourenço Marques, no seu automóvel Mazda. Uma bela aventura de certeza e que poucos tiveram o privilégio.

19 abril 2008

HISTÓRIAS DA VIDA DE UM RADIO-AMADOR / CR6SV

TODOS CONHECIAM O SR.FARIA, O PAI DA LÍGIA E SÓCIO DO ABEL E ALCINO, POR SINAL UM GRANDE AMIGO.
HAVIA JÁ ALGUM TEMPO QUE ELE ESTAVA DOENTE. O MÉDICO RECEITOU-LHE UM MEDICAMENTO DIFÍCIL DE CONSEGUIR EM ANGOLA E QUE TERIA DE SER ADMINISTRADO NAS 24 HORAS SEGUINTES.
QUANDO SURGE UMA NOTÍCIA DESTAS, A PRIMEIRA COISA A FAZER ERA RECORRER A UM RADIO AMADOR POR SER UM MEIO DE COMUNICAÇÃO SUPER RÁPIDO, COISA QUE NESSA ÉPOCA ERA MUITO DIFÍCIL DE SE CONSEGUIR.
SE A MEMÓRIA NÃO ME FALHA, CREIO QUE FOI O PRÓPRIO FARIA QUE FOI A MINHA CASA PEDINDO-ME PARA ATRAVÉS DO RÁDIO TENTAR CONSEGUIR ESSE MEDICAMENTO NA ÁFRICA DO SUL.
SÓ VOS DIGO QUE POUCAS HORAS DEPOIS, EU JÁ ESTAVA EM CONTACTO COM UM COLEGA SUL-AFRICANO QUE MOBILIZOU TODA A FAMÍLIA E APESAR DE TAMBÉM NA ÁFRICA DO SUL SER DIFÍCIL CONSEGUIR, O FAMOSO MEDICAMENTO FOI LOCALIZADO E CONSEGUIDO, IMAGINEM......NUM HOSPITAL MILITAR. O QUE SE PASSOU DEPOIS FOI UMA MOBILIZAÇÃO TOTAL DO LADO DE LÁ.O COLEGA ENTREGOU PESSOALMENTE O MEDICAMENTO A UM PILOTO SUL-AFRICANO. ESTE POR SUA VEZ ENTREGOU A UM COLEGA PORTUGUÊS E ESTE AO CHEGAR A LUANDA JÁ TINHA UM COLEGA NOSSO À ESPERA PARA RECEBER O MEDICAMENTO, QUE POR SUA VEZ O FEZ SEGUIR PARA O LOBITO ENTREGANDO-O AO PILOTO QUE FAZIA ESSA CARREIRA E FINALMENTE ESTE,CREIO QUE FOI O PRÓPRIO SR.FARIA QUE O RECEBEU PESSOALMENTE DAS MÃOS DO PILOTO.
PERGUNTOU-ME O SR.FARIA QUANTO DEVIA DO MEDICAMENTO E DO TRABALHO DE TODA ESTA GENTE . A RESPOSTA UNÂNIME: UM DIA TODOS JUNTOS IREMOS CELEBRAR AS SUAS MELHORAS.
INFELIZMENTE ISSO NÃO VEIO A ACONTECER.....O SR.FARIA DEIXOU-NOS PARA SEMPRE. PAZ À SUA ALMA.
António Morais
Abril2008
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O nosso amigo Morais, proporciona-nos belas e emocionantes histórias, que muito revelam o espírito de solidariedade e entreajuda que existia na Terra Amada.
Obrigado Morais por te lembrares destes epísódios, que são excelentes testemunhos da nossa passagem pelo Cubal/Angola. abraço e continua. Ruca

17 abril 2008

A IDADE DO FERRO NA TERRA DO GED

Dedico este texto ao meu colega de Liceu e de Faculdade: Luis Pais Pinto um gandense, já falecido, meu amigo e camarada, fundador do Museu Nacional de Arqueologia de Benguela. Tentou em vão fazer com que regressássemos, para prosseguirmos os estudos arqueológicos.
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Apeteceu-me deambular pela História dos povos da região do planalto da Ganda. Ali, entre as serranias do Epale, Hondio a leste o vale do Catumbela junto às comunas de Alto Catumbela e Babaera a Norte, a serra da Chimboa a Oeste e a bacia hidrográfica do Cubal da Hanha a Sul, a população espraia-se em pequenos quimbos. Enquadram-se no grupo dos Ovimbundo, e designam-se por M'Gandas. Como noutros Bantu, as comunidades distinguem-se umas das outras por se agruparem políticamente a uma linhagem, quer dizer, dizem-se pertencentes a um descendente de um soba, ou seja, pertencem a um mesmo soba como na antiga Europa.
As bibliotecas vivas ( os sekulos ) não sabem quantas gerações passaram desde que ali se instalaram ( os estudos mais refinados sobre a tradição oral, permitem chegar a cerca de 400 anos atrás ) pelo que a investigação sobre história local tenha que se rodear de uma série de técnicas para descodificar os sinais do tempo dados pela oralidade, posto que ele, o tempo, não tem o mesmo significado e duração, como entre nós. Por exemplo. quando falam "Ame onekulo sekulo Cahanla" ( eu sou neto do avô Cahanla ) não sabemos se o sujeito referido na frase é o seu avô, ou bisavô, tetravô, ou por aí fora... O tal Caála ou Cahanla pode ter morrido num período de tempo: 100, 200 ou 20 anos. Porém... todos eles dizem que o tal soba veio de outro sítio, sejam eles M'Gandas ou Bailundos ou Seles e se fixou com a sua gente ali.
Esta "amostra" de problemas metodológicos alongar-se-ia, o que não é o objectivo deste post.
Apenas quis dar uma ideia do que se nos depara quando pretendemos pesquisar qualquer facto, sem o recurso à arqueologia.


Localização das estações de Quitavava e Pumbala na carta militar


Regressando à origem da população nesta região, ( vejam na carta os lugares). O que os livros diziam ( há 30 e mais anos que não se publica nada de etnologia e arqueologia sobre esta região, penso eu, como dizem os angolanos "através" da guerra) os M'Gandas chegaram por altura do séc. XVII à região e que esta era ocupada pelos M'Dombes e pelos Vassekeles ( ou Mukankalas ).
Aqueles pressionados pelas invasões dos Jagas, segundo uns, pelos Portugueses comandados pelo governador Bento Banha Cardoso e os seus capitães do mato no início do séc. XVII (1611), fizeram deslocar os povos que habitavam o planalto da Quibala, da Cela para Sul, vindo a atravessar o rio Catumbela e instalando-se nas duas margens. Um grupo deslocou-se mais para o planalto abrigado da Ganda ( na minha opinião esta tese da pressão portuguesa, não parece ter muita ou nenhuma consistência porque não descobrimos nenhuma evidência cultural disso).
Os historiadores Childs, e Hauenstein por outro lado, evidenciam que dentro dos Ovimbundo, os M'Gandas e os Hanha chegaram ao Alto Catumbela, Babaera e por aí fora, no início do séc. XVII, vindos de nordeste, fixando-se os Hanha a sudoeste da Ganda ( Cubal da Hanha ) e os M'Ganda no local onde os conhecemos, embora nada nos digam se vieram do Leste ou do Norte.
Bem... não sabemos sem outros estudos, precisar a origem ( nem os próprios M'gandas sabem ) sem a arqueologia. Até lá é só: "diz-se que...". Ainda dentro deste estado de coisas, o pouco que a arqueologia nos pode dizer é o seguinte:



Foto: Serra do Hondio - Equipa de prospecção da UL - 1973. Foto Ana Sá Pinto


A região foi palco de grandes "macas" entre os clãs Ovimbundo (Huambos, Negolas de Caconda, Hanha, Balombos...) e entre estes e os Ganguelas, Jagas (os célebres Jagas de Caconda a Velha conhecidos dos portugueses) Nyanecas de Quilengues e da Huíla.
Porquê?... Essas guerras são provadas pela fortíssima necessidade de fortificar as povoações, ao ponto de permanecerem em zonas quase inacessíveis como a serra do Hondio (que eu tive, com os meus colegas, a oportunidade de visitar e verificar a complexidade das construções) e as cidadelas fortificadas da Quitavava (Pedreira) descoberta pelo Padre Rocha e a Pumbala (Pedra do Elefante). Essas construções e os objectos neles encontrados, provam um grau de tecnologia avançado idênticas às grandes construções da Zambia e Zimbabue.


Foto: A Quitavava ou Pedreira. Foto em www.cpires.com/alto_catumbela.html

A aldeia foi construída no plateau da montanha granítica e toda a sua extensão. (sem querer estar a dizer que os M'Gandas ou os seus antecessores tivessem vindo dali) e de uma forte organização social (não se governa mais de 1500 ou mais pessoas da Quitavava, se assegura a sua defesa e abastecimentos, sem uma elevada capacidade de administração).







Nas fotos: Escavações da cabana 1 e 2 da Quitavava. Equipa da UL. Julho de 1973. Foto de V.O. Jorge



Foto de artefactos. Ponta de seta em ferro e bordo cerâmico da Quitavava. fotos em www.cpires.com/alto_catumbela.html

A Quitavava e Pumbala, convêm esclarecer, são dois "inselberg" de granito (elevações que sobressaem do planalto como se fosse uma mama) com cerca de 100 metros no primeiro caso e no segundo uns 300 metros em relação ao solo, situados de cada lado do rio Catumbela. No topo foram construídas cerca de 500 cubatas em média no primeiro caso e nos locais de mais fácil acesso foram construídos alguns panos de muralha com pedra vã aparelhada que serviam de sustentação das terras e teriam provávelmente uma paliçada. No primeiro dos montes foi feito um trabalho de escavação de duas cabanas e foi feito o levantamento preliminar de outras, em toda a sua extensão. No segundo apenas uma prospecção com recolha de artefactos para contextualizar o estudo que a equipa a que pertencemos da Universidade de Luanda (Cursos de Letras do Lubango) realizou em Julho de 1973. Nela foram registados uma centena de alicerces de cubatas feitas em pedra, seguindo a mesma técnica do que na Quitavava.



Foto: Abrigo com pinturas rupestres da Serra do Hondio. Julho de 1973. Foto de Dr. V.O. Jorge

A serra do Hondio, quanto a mim o local de maior interesse arqueológico, pelo facto de possuír um abrigo granítico de grandes dimensões com pinturas rupestres semelhantes em importância às de Caninghiri, é igualmente um povoado fortificado absolutamente inédito, à espera de estudos de enormes proporções pela sua extensão.No Hondio, indicado pelo gandense Sr. Joaquim Ferreira Júnior que bem conhecia estes locais, os habitantes souberam construír vários níveis de muralha seguindo as cotas do terreno, formando socalcos suportados por pedra aparelhada. Foram também descobertas grandes quantidades de escória de ferro, resultante de fundição local.



Pumbala. Foto 1: vista do Inselberg Pumbala ("pedra do elefante"), à esquerda, com a serra da Chimboa ao fundo. Foto em www.cpires.com/alto_catumbela.html



Foto 2: Prospecção da UL em Julho de 1973. Vê-se em segundo plano os restos da muralha no rebordo do plateaux. Para terem uma ideia da altura, reparem na árvore em último plano no meio de um arimbo. Trata-se de um mutiate com cerca de 15 metros de altura. Foto de V.O. Jorge

Outra estação importante foi o abrigo 1 da Ganda (distante uns seis Kms, mas com uma diferença de cotas de cerca de 300 m) e foi o único local que mereceu três campanhas de escavações, (não completadas desde 1971 a 1973) e que revelou, entre outras coisas vários artefactos da Idade do Ferro, um forno (cremos que completo) de siderurgia de grandes proporções e que deve ter estado activo umas dezenas de anos, a avaliar pela quantidade de escórias.





Foto: Março de 1973. Abrigo 1 da Ganda. Escavações realizadas pela equipa coordenada pelo Dr. Vitor Oliveira Jorge, nosso Professor de Pré-História. No sentido longitudinal, vê-se a vala de sondagem realizada pelo Boaventura Santos, nosso colega, sob a direcção do Dr. Vitor Gonçalves, um ano antes. No sentido transversal a vala sondagem realizada por nós. Foto de V.O. Jorge

Este abrigo natural é um recôvado num soco granítico com uns 12 metros de boca e uns 3 de altura (em relação aos sedimentos actuais). Serviu de oficina de fundição e o nível onde se situava a calha por onde escoava o ferro derretido, ficava a cerca de um metro abaixo do nível actual. Este facto sem que haja datação pelo C14, permite arriscar que foi construído há mais de duzentos anos e seria contemporâneo, pela semelhança na cerâmica e noutros artefactos, das outras estações citadas.



Na foto: Início da desmontagem dos sectores W da vala Q1, Q2 e Q3. Foi no Q2, onde tebho o pé que se encontrou a 1m, a calha de vasamento do forno de fundição. No quadrado em primeiro plano, também a 1m foi encontrado um esqueleto (pés e pernas) humano. Vêm-se para além de mim a Ana e de costas a Olívia. Foto de V.O. Jorge

Voltando à problemática da História da terra. No local (1973 a 1975) não houve uma só pessoa da população dos mais velhos, que nos dissesse, que alguém lhes tinha contado, que havia aldeias no Hondio ou em cima das pedras da Babaera e Alto Catumbela. Isso parece indicar (até que possamos datar os vestígios que saíram das escavações, através da análise dos isótopos de carbono e termoluminescência) que, pelo menos as fortificações foram abandonadas há mais de cento e cinquenta anos.



Foto: Um algaraviz em barro refractário. Trata-se de uma peça que encaixa no forno e serve de ligação entre o fole e a câmara de fundição. Foto de V.O. Jorge


Os três locais onde se encontraram aldeias montadas em Inselbergs ou serras do vale da Ganda ou do planalto do Alto-Catumbela- Babaera já citados, situam-se numa rota usada pelas caravanas que faziam circular mercadorias do interior do Bié para Benguela e Catumbela, conhecida e explorada desde os primórdios do séc. XVII. Primeiro pelas caravanas de escravos, depois pelas caravanas de cera, do marfim e finalmente de borracha.



Planta do Abrigo 1 com a localização das valas de sondagem em Susana Jorge

Esse facto pode estar na origem dos ataques de exércitos de sobados do interior do Huambo, na tentativa de controlar o tráfego e em consequência da necessidade de defesa dos M'Gandas, daqueles, ou das incursões dos bandos armados pelos funantes, ou mesmo dos portugueses de Benguela (S. Filipe para não confundir com Porto Amboím). A verdade é que o facto de descobrirmos no alto da Pumbala (Pedra do Elefante) na Quitavava, no Hondio (menos) e no Abrigo1 da Ganda, quantidades substanciais de escória de ferro, algaravizes (tubos de argila refractária) e de fornos de fundição de ferro (neste caso no abrigo 1 da Ganda), que demonstram a grande capacidade logística de guerra dos povos aí instalados. Subir uns trezentos metros de altura por pedra lisa quase na vertical, carregando minério, água e alimentos para alimentar umas dezenas de famílias (no caso da Quitavava e Pumbala) só era possível com uma excelente capacidade de organização.
A ocupação do planalto pelos portugueses, só foi possível na segunda metade do séc. XX quando a população passou a considerar vantajoso os negócios ou o emprego na construção do Caminho de Ferro de Benguela e na plantação de eucaliptos para alimentar as locomotivas, já na década de vinte.

Conclusão: Os M'Gandas tal qual os conhecemos, das duas uma: ou são efectivamente anteriores à fundação de Benguela e permaneceram no local até à sua ocidentalização e "pacificação" no início do sec. XX, ou vieram depois de outro povo lá ter estado, que falta averiguar, (seriam os M'Dombes) que entretanto teve que migrar dali. Uma coisa parece ter aceitação de todos: os Hanha pelo seu modo de vida (com mais gado e vivendo mais à volta dele) são os mais antigos na bacia do Bonga, do Cubal da Hanha, mas não devem estar relacionados com as construções amuralhadas. Os M'Ganda vieram depois e devem tê-los submetido, implantando a sua cultura tradicional, mais ligada à agricultura de massambala e menos ao gado e salvo prova em contrário, seriam os habitantes de tais fortificações.
A finalizar: Muito há a fazer para estudar a região e neste caso, só com uma equipa envolvendo várias disciplinas desde a arqueologia até à linguística, como dizia o nosso professor Vitor Jorge há 34 anos atrás. Até lá...só bocas.

Bibliografia: Jorge, Vitor O. "Estudos Arqueológicos na Região da Ganda, Museu de Arqueologia dos Cursos de Letras da UL. Sá da Bandeira (Lubango) 1974.

Jorge, Susana O. "Vasos Cerâmicos do Abrigo 1 da Ganda. Guimarâes, 1976

www.cpires.com/alto_catumbela.html


Este texto foi publicado pelo meu amigo Sá Pinto. A necessidade de o formatar retirou-lhe o nome. É um texto extraordinário e ainda bem que decidiu partilhá-lo connosco.
Um abraço e mais uma vez obrigado.

14 abril 2008

Cubalenses - Família Narciso

1. Gincana .
Não podia faltar o Mazda. Lembro-me de uma frase célebre do Narciso, quando pretendia evidenciar a marca de automóveis que muito bem representava... dizia ele com o seu jeito comercial e bastante graça...
" as mulheres até arranham os maridos para terem um Mazda ".
Há frases célebres e que jamais esquecemos. Esta é uma delas. Ruca

2. Almoço de Ribatejanos

A Catarina Monteiro, neta do saudoso Eduardo Narciso, partilha connosco belas fotos sobre a família cubalense, como são exemplo estas duas. As restantes publicarei brevemente.
Em simultâneo envia-me um email, que pelo conteúdo e seu significado, peço à Catarina que me perdoe, mas vou partilhar com todos os nossos amigos.
"Amigo Ruca,
Finalmente as fotografias prometidas para o seu blog! Junto envio cinco montagens referentes à minha família e à família do Ruca. Paralelamente, envio também várias fotos que encontrei no baú das recordações.Pode escolher as que achar mais interessantes para inserir no seu fantástico blog...
Faço votos que estas fotos contribuam para relembrar o passado da Cidade do Cubal, bem como, dos Cubalenses que passaram por lá ou que por lá nasceram. Enfim, Terra de grandes emoções onde a alegria pairava e a verdadeira fraternidade se evidenciava... Presentemente minha avó, Maria Manuel Narciso, lembra-se desta Cidade com um carinho muito, muito especial onde a lágrima está sempre presente... Actualmente, viúva com oitenta e três anos de idade, permanece a verdadeira saudade desses tempos. O seu sonho, de um dia caminhar nesta terra, torna-se cada vez mais reduzido... Contudo, essas histórias reais do passado desse país Africano tornaram-se no testemunho da nova geração Narciso. O meu avô, Eduardo Marques Narciso, transmitiu-me muitas histórias reais e como neta dele, sonho um dia poder contemplar essa terra destruída mas, que é constituída por um baú de recordações...
Ruca, espero que este seu blog, um ponto de encontro virtual mundial, seja um local onde o passado e o presente se encontram. Espero que esta janela mundial nunca feche as portadas! Parabéns por esta sua iniciativa.
Cumprimentos à Família, Catarina Monteiro"