31 dezembro 2010

Feliz Ano Novo aos cubalenses

30 dezembro 2010

Resposta ao Eduardo Flórido - Noções reais

AO EDUARDO FLÓRIDO
"NOÇÕES IRREAIS - NATAL 2010"
Podes imaginar o que o bom do Canais, depois de ter lido pela 3ª vez consecutiva esta enorme palestra orquestrada pelo competentíssimo Sr. Eduardo A. Flórido, (não é troca de galhardetes), vai descalçar a bota para, em 1º lugar, agradecer imenso a parte do reconhecimento de eu ser o maior de todos os tempos como futebolista. Depois temos a 2ª parte que é a mais complicada. Bastar-me a mim mesmo para arranjar argumentos que possam sustentar esta tese que me envolve (eu nunca fui o maior), e vou tentar explicar-te a ti e aos nossos amigos Cubalenses essa farsa em q vivem os pseudo craques. Sabes q em "terra de cegos quem tem olho é rei", e a mim esse provérbio assenta-me bem. E agora vou contar-te e desmistificar só um bocadinho da minha vida, já q eu não escrevo, e nunca joguei futebol como um profissional, portanto n posso nem devo ser comparado a um craque, esses sim, os verdadeiros q nos conhecemos,Ronaldos & Cª ou como o Sr. Eduardo Flórido, q escreve como um sábio, sabe o q diz e depressa, escreve o q sente sem nunca se enganar, aceita desafios...segundo parece vai aceitar um (através deste blog), isto é um craque da escrita. Posso dizer-te que sou um "habitué" dos bons livros, portanto sei o que digo. Da maneira como escreves, és uma revelação, não estou a exagerar. Também não sei o teu grau de escolaridade e posso dizer que também não sei quem és, (profissionalmente), sei só q escreves e bem.
Tenho também lido crónicas do meu amigo Sampaio sobre o Cubal, e a opinião geral é de que ele poderia fazer mais qualquer coisinha porque tem jeito para isto. Para começar e cumprindo aquilo a que me propus aqui alinhavar, posso afirmar que no tempo das velhas glórias do Cubal, (isto é só p/ as gerações mais recentes), passaram por lá grandes futebolistas ainda no tempo da bola "quadrada", como por exemplo o tio do Cristina, jogador do Recreativo que conheceste, o grande Chapeleiro q poucos conheceram e passou pelo Cubal fugazmente, os guarda-redes Palma do CFB e o Coelho, enfim e outros tantos. E agora para tua desilusão, foram tão bons jogadores ou melhor ainda, para falar por ex.do Lemos, o Cristina, o Porto, o Fernandes, etc., enfim todos eles grandes craques do Cubal. Eu sei q ganhei muito com esta geração de jogadores de " luxo " do meu tempo e por aí fiquei entre os melhores, mas n o melhor. Eu comecei a dar os meus primeiros toques no Portugal de Benguela como iniciado, aos noves anos e fui p/ o Cubal em 1958 com 12 anos, salvo erro, onde fiz o meu primeiro jogo já pelos Seniores do Ferrovia com 13 anos, contra Caimbambo, a quem o Cubal ganhava sempre por mais de cinco. No dia da minha estreia sob a visão do treinador Caetano, mais um Ferroviário, joguei sózinho contra onze do lado contrário e só vencemos por 1-0 com o golo por acaso marcado por mim, depois de ter passado por muitos da defesa contrária, aí foi um delírio, porque diziam que tinha nascido um craque e no Domingo seguinte lá estava o dobro ou o triplo das pessoas num jogo contra o Marco de Canaveses que ganhámos por 4-0, com três golos do Canais. Nesse jogo joguei pouco, mas marquei muitos golos, só. Enfim, assim nasceu um mito, mas não passou disso. Infelizmente nesse tempo nem botas tínhamos para jogar bom futebol, outros tempos, sem dúvida. Eu pensava que o futebol era isto e a partir daqui fui fazendo exibições pouco convincentes, mas era sempre o melhor, segundo me diziam, lá está o q atrás eu dizia " na terra de cegos...". Na nossa Terra o desporto era mesmo isto, apareciam " craques " todos os dias e o futebol tinha uma função social. É certo q através do futebol de salão, fiz grandes exibições e aí acho q hoje mais novo teria futuro, mas o tempo não volta p/trás. A nível do futebol regional, ainda durante uns anitos consegui sobrepor-me, mas já em 1965, quando começaram os campeonatos oficiais do Distrital de Benguela, onde por acaso a n/equipa n tinha craques, levava-mos abadas de até 9-0, mas só nos dois primeiros anos, porque depois os cinco anos seguintes do Distrital foram nossos. Também jogámos a nível Provincial, onde fizemos as exibições possíveis contra equipas de maior gabarito...Independente de Porto Alexandre, com esta fomos eliminados em nossa casa por não conseguirmos vencê-los (2-2) e aqui acabou a carreira "internacional " do Recreativo do Cubal. Entretanto tinha entrado para o Banco, cujo oficio como Bancário contrariou sempre a minha vontade em continuar a dar o pontapé na bola como eu gostava. Não vou dizer q não tive momentos de glória, mas não passaram de lugares comuns, como tantos outros na minha carreira. No entanto o meu nome ficou sempre associado aos melhores futebolistas, mas pouco mais do que isso. Como vês, caro Amigo, assim se resume a vida de um craque (pseudo-craque). 
Para a próxima não me atribuas nomes q eu não mereço, temos de ser humildes.

Um grande abraço para ti e tua Exma  Família, de quem me tenho esquecido, do teu pai Flórido, cunhado Raúl e irmãos por exemplo. 
Boas Festas e "Hasta la vista".
Do amigo CARLOS CANAIS.


------------------------------------------------------------------
O Carlos Canais, em resposta ao meu tio Eduardo Flórido, presenteia-nos com este testemunho histórico, de algumas facetas desconhecidas ou melhor, que o tempo fez esquecer à maioria dos cubalenses.
Obrigado ao Carlos Canais e ao Eduardo Flórido, por nos darem este prazer de revivermos "momentos cubalenses"
Podem continuar caros amigos e a esperança é que mais amigos se juntem a nós nestas histórias...
Abraço e Boas Festas.
Rui Gonçalves (Ruca)

27 dezembro 2010

Recreativo do Cubal- Uma Equipa de Estrelas

1
Treinador: Jacinto Marques, Mandinho, Canais e .....
Comentem identificando os restantes elementos.

Para a equipa de Estrelas - Recreativo Cubal,alguns nomes que me lembro:
G.R. Carrasqueira senão me engano,Tito,Telmo,será o Pompilio,?,Mendes,Tr.Jacinto Marques.
Será José Maria,Canais,Eusébio,Mandinho,será Cristina,?
A minha pequena colaboração.
Saudações Cubalenses.
Rui Bordalo de Carvalho



O Primeiro de pé á esquerda é o Enfº Duarte que era do CFB.
E o primeiro em baixo da esquerda é o Quim, não é o Zé Maria. O Zé Maria que me lembro era o falecido Pumumu (creio que é assim que se escreve)

Abraço a todos
Tomané

Classificação Geral do Girabola 73 e melhores marcadores



Mandinho
Recreativo do Cubal


Olá Cubalenses
Quem n conheceu o grande avançado do Rec.do Cubal de seu nome Mandinho. Não sei o nome próprio dele, por incrível q pareça, mas n interessa, pois foi mais um dos craques q passaram pelo Cubal e que me esqueci de anunciar na minha crónica enviada ao E. Flórido. Um dia (um Domingo por acaso) jogámos contra o Atlético da Tapadinha q estava em digressão por Angola em disputa da Taça de Portugal e esta lembrou-se de ir ao Cubal jogar com o Rec. a pedido do Valentim uma vez q o mesmo tinha o genro a jogar nesse clube (com tradição em Portugal)de seu apelido Leitão, um bom avançado centro, por acaso. O nosso amigo Mandinho fez o 3º golo do Cubal com um tiro à meia volta, quase sobre a linha de cabeceira, q os adversários correram até ele e cumprimentaram-no efusivamente, dizendo-lhe, "se este golo fosse visto na Metrópole (velho termo colonial), serias falado na radio e TV durante mais de 1 mês. Empatamos 3-3 depois de estarmos a perder na 1ª parte por 3-0.Esta equipa estava na 1ªdivisão.
Um abraço do amigo Canais

Recreativo do Cubal - 1 * Mambroa - 1






Jogo no Estádio Municipal do Cubal, perante grande assistência.
Sob a direcção da equipa luandense constituída por Pinto Fernandes, Ezequiel Pescada e Coelho Pires.
Saíram os encarnados, mas logo aos dois minutas, surgiu a primeira ocasião de golo. Eusébio, dentro da área dos visitantes podia ter marcado, mas perdeu por morosidade. Jogadas a desenrolarem-se ora num, ora noutro campo, e aos 10 minutos, Mandinho de longe, à meia volta, ia surpreendendo Travassos, muito adiantado na meia. Os encarnados, jogando a bola pelo solo, embaraçavam os locais, que ripostavam bem, até que aos 13 minutos, na sequência de um assédio dos visitantes, houve um remate perigoso à entrada da área cubalense, que levava «rótulo». José Duarte, em grande defesa, socou para a esquerda, onde Neto captou e colocou na zona perigosa, surgindo DUDU, de cabeça a anichar o esférico no «barbante». Não se entregaram os locais e logo a seguir, Eusébio, com Travassos fora do lance, atirou sobre a barra. Os encarnados jogavam rente ao solo e os locais, incompreensivelmente, levantavam a bola, favorecendo a defensiva contrária onde, Ralph, Lutucuta e Chico Lopes, «seguravam» de cabeça. O perigoso Eusébio, só esporadicamente levava a melhor, dada a elevada estatura dos defensores neo-lisboetas. Aos 28 minutos, bola no pelado, Eusébio isolado e Travassos, a mergulhar-lhe aos pés, em última instância. Em resposta, aos 31, Gregório bateu Tito e rematou rasteiro. José Duarte foi batido mas a base do poste, estava lá, evitando golo. A contenda animava, o Cubal carregava, e aos 38 minutos, Mandinho, isolou-se perguntou Travassos «para onde queria», colocou o esférico, mas o guardião atento, em golpe de rins foi "lá buscá-la".Logo a seguir, mais perigo. Travassos, saltou entre um cacho de jogadores, e rechaçou para canto. Calculou mal, e a bola foi à sua própria trave, ressaltando para o terreno e um pé milagroso, afastou o perigo. Aos 44 minutos, Eusébio, desperdiçou nova oportunidade. No recomeço, as duas equipas mostravam-se empenhadas em desfazer o cariz do jogo, mas, logo aos 3 minutos, Eusébio recebeu a bola na área encarnada, dominou-a magistralmente, -la passar por cima dum defesa e do próprio guarda-redes, foi «lá à frente», recuperá-la e empurrá-la para o fundo da baliza. Delírio ,nas bancadas e a enorme falange a incitar os jogadores. A equipa do Recreativo, subiu de velocidade e o Benfica visitante dispôs as suas pedras de maneira diferente, vendo-se uma barreira de seis jogadores no último reduto, três médios e um avançado em ponta de lança. Mesmo assim criavam perigo, obrigando aos 20 minutos, José Duarte a executar duas defesas de classe, seguidas. Carregavam os cubalenses, quase sempre dentro do campo dos visitantes, mas a barreira defensiva estava atenta e manteve-se impenetrável até ao fim. Aos 32 minutos, desceram os benfiquistas pela direita, José Duarte foi batido e sobre a linha de golo, Tito, afastou o esférico quando este a iria ultrapassar. O empate ajusta-se bem, mas a vitória dos locais pela tangente, não desilustraria nada.O trabalho do árbitro Pinto Fernandes, merece nota positiva.Boa colocação no terreno, sempre em cima dos lances, boa interpretação, autoridade; bem secundado pelos seus auxiliares.

Artigo extraído do semanário "A Palavra" de 15 de Junho de 1973

23 dezembro 2010

NOÇÕES REAIS - NATAL DE 2010 , por Eduardo A. Flórido

AO CARLOS CANAIS:

NOÇÕES REAIS - NATAL DE 2010

Tenho recebido, com uma certa frequência, dos mais variados e queridos amigos, quer pelo Blogue do Ruca, quer ainda pelo meu email, casos do meu grandessíssimo amigo Carona e sua querida esposa Cila, bem como do Abel Parente (outro grande amigo que se encontra no Congo, mais propriamente na Capital, daquele País Africano) e uma vez por outra, de determinados Cubalenses, caso do Ramitos (filho do Ramos das Panelas), que me tem de todo surpreendido pela determinação que querem que eu vá falando da nossa querida terra deixada em África, mas por direito próprio sempre vincada ao coração de cada um, de modo determinante. Falei com o meu bom, querido amigo Zé Paulista e sua querida esposa Aurora, onde durante bastante tempo vincamos toda a complementarização das saudades vivas, vividas, tidas e sentidas, daquele pedacinho de uma cidade onde há muitas luas atrás, fomos de modo pessoal, cada um feliz à sua maneira, num contexto de felicidade muito próprio e de recordações que abrangia e abrange todo o mundo ali vivente, ou mais importante ainda: passante. Não faltaram algumas histórias até lembradas pelo Zé, que até nisso foi um fartote de rir. Em breve, depois desta quadra, essencialmente dedicada à família, encontrar-me-ei pessoalmente com os mesmos, para uma matança de saudades, que já vai, há quase 40 anos.
Falei telefonicamente com a Lourdes Morais, a agradecer-lhe a ela e ao Morais pela simpatia que tiveram para com o meu bom e óptimo pai (98 anos).
O Cubal, por eleição era uma cidade altamente hospitaleira e fundamentalmente, agradecida a uma melhorização diária em que um dia destes, prometo desde já, nesta quadra natalícia, começar-vos a fazer reviver o passado, com cenas multi-facetadas e vividas em todos os campos, tendo eu como o sujeito principal, ou outros amigos, numa secção a combinar com o bloguista Ruca (meu querido sobrinho) o titulo a dar.
Só desta forma poderá haver continuidade...
No entanto, depois de ter deixado, algo escrito, sobre o ninho das recordações a nossa querida cidade, fui assaltado de um modo emocionante, dito com uma frontalidade tão tremendamente enorme, que não poderia de passar de lhe agradecer as palavras proferidas que simbolizaram em mim um silêncio tão profundo que muito honestamente, jamais poderia supor, que aquele que foi e ainda é, o meu maior ídolo de futebol, se pudesse lembrar de mim já que, embora poucos, ainda há uns anitos a separar-nos.

O meu querido Amigo CARLOS CANAIS adjectivou-me, de tantos qualificativos que, jamais poderia passar de deixar de lhe agradecer a sua amabilidade que, profundamente como homem, me tocaram de um modo que além de me ter arrepiado, conseguiu que algumas lágrimas me escorressem pela face.
De todo o coração, num leque totalmente aberto, penso ser apenas um mero escriba, que aprendeu, numa sinfónica orquestração, juntar palavras e pô-las a dançar para talhar a mente de quem as lê, em recordações apaixonantes, dum tempo que já foi tempo de ser nosso e que outros, sem a estima, o respeito, as recordações, deram cabo, dum todo que ainda por direito próprio nos pertence: CIDADE DO CUBAL-ANGOLA.
Dizer ao CANAIS, encontro-me completamente vazio para te agradecer AMIGO e deixei passar dias e dias, para sentir se a emocionalidade que me causaste passaria, mas, a verdade é dura de roer, a mesma sensação está e estará sempre presente, depois de ler o que escreveste, pois fizeste-me sentir, muito mais importante, como homem, como ser humano e essencialmente acima de tudo, o mais importante, de ter mais um amigo, com quem posso contar e tu pela tua parte de saberes, que a minha porta estará sempre aberta para te receber, num hábito jamais deixado e enraizado naquela bela cidade.

O QUE SEGUE ABAIXO, NA SUA TODA ESSÊNCIA, É APENAS UMA LEMBRANÇA DE UM AMIGO DESPREVENIDO, QUE TE ESCREVE EM HOMENAGEM PELO TUDO ADJECTIVADO, JUSTIFICANDO DESTA FORMA, A SUA LOUCA VONTADE DE ESCRITA, EMANCIPADO PELOS ADJECTIVOS, DE ALGUÉM QUE AINDA HOJE, E CONTINUO AFIRMÁ-LO PEREMPTÓRIAMENTE, TERIA SIDO CERTAMENTE UM DOS MAIORES JOGADORES DE FUTEBOL DE SEMPRE (E ATENÇÃO QUE ISTO NÃO SERÁ NUNCA UMA TROCA DE GALHARDETES), SE TIVESSES TIDO AS CONDIÇÕES QUE ESTES MENINOS DE VIDRO TÊM EM PORTUGAL E QUE SE PROCLAMAM JOGADORES DE FUTEBOL, MAS DEVERIAM TER CONHECIDO, UM TAL...

DE SEU NOME: CARLOS CANAIS.

CANAIS, AMIGO (e alguns outros):

VOU CONTAR-TE PORQUE ADORO ESCREVER...

• ESCREVO PARA DIZER AO MUNDO, QUE NÃO TENHO NADA A CONTAR DE VÁLIDO A NENHUMA PESSOA, EVITANDO ASSIM O CENÁRIO DE ECOS CHEIOS DE VAZIO... DE ECO-GRÁFICOS. ECOGRAFIA DE ALMAS: PALAVRAS, APENAS...

• ESCREVO PORQUE ME DÁ UM GOZO FANTÁSTICO DE CONVIDAR O PORTUGUÊS, A NOSSA LÍNGUA MÃE, SEM ACORDOS ORTOGRÁFICOS E PODER BAILAR COMO SE TRATASSE DE UM TERNO E MERO TANGO, CHEIO DE SENSUALIDADE, ONDE POSSO TER A OPORTUNIDADE DE BRINCAR COM AS PALAVRAS, DA MESMA FORMA COMO EM MOMENTO ÚNICO, QUE PODE SER O DA NOSSA VIDA, ADORAMOS TER AQUELA SILHUETA FEMININA NOS NOSSOS BRAÇOS, SEM ELA SABER DE ONDE VEM O GOZO, SE POR ESTARMOS EM CONTACTO DIRECTO, OU PORQUE APRECIAMOS TODA A SENSUALIDADE EMANADA PELO SEU BELÍSSIMO CORPO, OU AINDA PELO FACTO DE ELA SER APENAS MULHER...

• ESCREVO PARA CONHECER-ME, PARA CONHECER AQUELES QUE NA REALIDADE SÃO MEUS AMIGOS (COMO O TEU CASO E DE ALGUNS OUTROS) E PARA QUE NUNCA, NA REALIDADE, NEM CHEGUE A CONHECER, AQUELES QUE TENTARAM PASSAR POR ESSE GRAU E FICARAM MUITO AQUÉM DE EXPECTATIVAS. NEM A CONHECEREM-ME, NEM A DAREM-SE CONHECIDOS...

• ESCREVO PARA LHE MOSTRAR A MINHA GRATIDÃO, POR ME TEREM JULGADO, SEM NUNCA ME TEREM OUVIDO...

• ESCREVO PARA NÃO PERDOAR E NEM ACEITAR, AMIGOS E NÃO AMIGOS, QUE TIVERAM ATITUDES, DE MENOS DIGNIDADE, A FAZEREM JUÍZOS DE VALOR, SEM NUNCA SE PREOCUPAREM COM A VERDADE...

• ESCREVO PERDOANDO, PORQUE SINTO QUE NÃO POSSO DEIXAR DE ESCREVER...

• ESCREVO PARA ESCRAVIZAR O SENTIDO DA VIDA, NA SUA OPONENTE CAMINHADA DE TÉRMINUS...

• ESCREVO PARA MATAR ALGUÉM DE QUEM NÃO GOSTO, LOGO NO FINAL DO PRIMEIRO CAPITULO...

• ESCREVO PARA MORRER NO PRINCIPIO DO CAPITULO SEGUINTE...

• ESCREVO PARA DAR CABO DE POLÍTICOS, LADRÕES DE ESPÉCIE, OUTORGADOS PARA TAL FINALIDADE, HOMENS SEM ESCRÚPULOS APENAS COM O DESEJO DE SATISFAÇÃO PESSOAL, NUMA DAS PIORES IRRACIONALIDADES DADAS PELA MESTRIA DO PODER...

• ESCREVO PELA DEMONSTRAÇÃO DO MEU DESALENTO, EM FACTOS QUE TODO UM POVO QUE DEIXOU DE SER NOBRE, PARA ESSE EFEITO ELEGE LADRÕES QUE NOS SACAM, SEM DÓ NEM PIEDADE, TODO UM PLANO DE VIVÊNCIA E DE PLENO SACRIFÍCIO...

• ESCREVO PARA SER HERÓI, NUMA GUERRA ONDE TODO O PODER, SUCUMBE À MINHA SEDE DE VINGANÇA, POR TERMOS SIDO ULTRAJADOS NO ULTRAMAR, NUMA DAS MAIORES VIOLAÇÕES DE SEMPRE, EM DIREITOS HUMANOS...

• ESCREVO, PERGUNTANDO, NÓS FILHOS DE ANGOLA, ALMA CUBALENSE, PORQUE É QUE AINDA HOJE SOMOS CONSIDERADOS RETORNADOS?...

• ESCREVO PORQUE ABOMINO, DE TODO, A PALAVRA RETORNADO...

• ESCREVO PORQUE DETESTO SER CONSIDERADO UM PORTUGUÊS DE SEGUNDA...

• ESCREVO PORQUE ME SINTO UM PRISIONEIRO DE GUERRA.

• ESCREVO PORQUE ME SINTO UM REFUGIADO POLITICO.

• ESCREVO PORQUE FELIZMENTE ESTA NÃO É MINHA PÁTRIA, MAS COMO O "DR. CHE GUEVARA", TAMBÉM EU DIGO, PÁTRIA É E SERÁ ONDE VIVO, "HASTA LA MUERTE"...

• ESCREVO PERGUNTANDO, PORQUE SERÁ QUE SE HOUVER NECESSIDADE, EU NÃO ME IMPORTAREI DE MORRER POR ALGO QUE NÃO É MEU, E MORREREI POR AQUI?...

• ESCREVO PARA QUE O SANGUE JORRE NUMA RAIVA SURDA, CRUA E MUDA, PELOS MEUS DEDOS ABAIXO...

• ESCREVO PORQUE CONSIGO IR AO ALÉM BRINCAR EM TOM COLEGIAL, COM TODOS OS NOSSOS AMIGOS QUE PARTIRAM, E CONSIGO VOLTAR, PENSANDO NO DEFINITIVO, DEIXAR A ESCRITA, E ESTAR COM TODOS ELES À VOLTA DA LAREIRA, ESCUTANDO OS MENINOS DE LUANDA...

• ESCREVO PARA JULGAR O "AMOR", PENSANDO E AMANDO AS MULHERES MAIS BELAS DE TODO O MUNDO, SACANDO-LHE AS SUAS PAIXÕES E FAZENDO UM CONSTANTE ZAPPING, COM OS SEUS SENTIMENTOS...

• ESCREVO PORQUE A VIDA JÁ NADA ME DÁ DE NOVO E ABORRECE-ME CONSTANTEMENTE.

E SÓ MEDIANTE A ESCRITA, PODER-ME-EI CONSIDERAR LOUCO, FASCINANTEMENTE LOUCO, TER COMPORTAMENTOS DE UM ESQUIZOFRÉNICO DE ALTA PERIGOSIDADE, E SER POSTO NUMA SOLITÁRIA ONDE SENTIREI O HORROR DE VIVER COM O PESAR DE NÃO TER TIDO JAMAIS, ATITUDES DE HOMEM RACIONALISTA, VINGANDO-ME DAS MINHAS PRÓPRIAS VINGANÇAS, ONDE CERTAMENTE HÁ MUITO EU DEVERIA-ME TER TIDO IMPOSTO...

POSSO MATAR, QUEM QUERO, SEM NUNCA SER ASSASSINO. POSSO, NESTE BALÃO QUE É A ASA DA ESCRITA, ROMANCEAR, COM VIOLAÇÕES, SEQUESTROS, FALSIFICANDO QUALQUER IDENTIDADE, FAZENDO O PAPEL DE HERÓI OU DE VILÃO, DO PÉSSIMO OU DO MAGNIFICO, DE BOM OU DE MAU, SEM NUNCA ME TIRAREM DA PACATEZ DO MEU QUARTO, ONDE ESCREVO, ESTAS LINHAS...

• ESCREVO APENAS... PORQUE ME SINTO LIVRE, E NESTA LIBERDADE ESVOAÇO, SEM HAVER AMARRAS DE PENSAMENTO PURO OU FINGIDO, APENAS ONDE IMPERA, NUM CONTRA-SENSO PROFUNDAMENTE HUMANO, A LEI DA FINALIDADE EXISTENCIALISTA, FINALIDADE ESSA QUE ME DÁ CADA VEZ MAIS VONTADE DE VIVER, COM O APROXIMAR DO DIZER ADEUS.

• ESCREVO PORQUE ADORO DIZER O QUE PENSO E NINGUÉM, O CONSEGUE DESCORTINAR E À LUPA DE SENTIMENTOS, ESTA QUE ACABO DE TE JUSTIFICAR TEM CERTAMENTE (1.001) DIVERSIFICADAS INTERPRETAÇÕES...

• ESCREVO PARA RECORDAR COM SAUDADE, AS NOITES DA NOSSA BENDITA TERRA, (CUBAL, AIUÉ).

• ESCREVO PORQUE ADORO ESCREVER, E SENTIDAMENTE É BOM ESTAR A DIALOGAR COM UM AMIGO, ATRAVÉS DO DOM COM QUE DEUS NOS PRESENTEOU.

UM GRANDE ABRAÇO,
DO PUTO,
QUE SE FEZ HOMEM...

Eduardo A. Flórido

P.S. - um esplêndido Natal a toda a família cubalense e um 2011 excepcional

12 dezembro 2010

Missão Católica do Cubal

1

Caros amigos Cubalenses
Já tentei escrever este comentário,mas o meu PC,acha que não o devo fazer porque o q já escrevi antes,foi apagado por esta coisa velha. Vou tentar mais uma vez fazer umas considerações acerca da Missão Católica do Cubal.
Acho que a sua construção teve inicio em 1963 ou 1964,pois eu ainda era um rapazinho e passava por ali os melhores bocados dos meus tempos de menino.Naquele tempo a mata era muito fechada naquele local, pelo que era quase impossível ver a construção, quando no seu inicio. Por acaso quase assisti à colocação da primeira pedra, porque quando por ali passei um dia em mais um dos meus passeios verifiquei que havia por ali algum movimento extra e como curioso desloquei-me ao local e colocado perante o individuo que me surgiu ao caminho,pus de imediato a questão da ordem.Talvez fosse um Missionário, por se apresentar vestido a rigor e com sotaque estrangeiro disse-me que aquilo que estava a ver ia ser a futura Missão o Cubal. Agradeci muito à pessoa que me respondeu, mas saí do sitio um pouco aborrecido. Sim eu sabia que a partir daquele momento nunca mais poderia por ali passear com a minha escopeta "arma" na mão para dar uns tiritos às rolinhas.
Bem, acho que desvendado mais um segredo do nosso Cubal.
Um abraço para os amigos do Canais. 

Missão Católica do Cubal

1.
Missão - Cubal
2.
Missão do Cubal (início de construção)
com o famoso Fiat 600 do Chefe dos Correios Herculano Guerra

Missão Católica do Cubal

1.
2.
3.
4.

08 dezembro 2010

Amigos no Cubal em 1967, por Helena Carvalho

Amigos - Cubal, ano 1967 - (nomes?)
 

Uma carta do Eduardo

Ao meu querido e doce berço, cidade do Cubal
Entre deambulações de pensamento, onde o meu esvoaça de modo único e ao som de um CD., de Barry White (Casablanca) deixo a minha imaginação espraiar-se ao som de uma refinadíssima música que embora já com alguns anitos continua a ser a recordação de uma infância deliciada pelo berço de inúmeras recordações gratificantes, algumas cintilantes, outras nem por isso, e embalo-me cada vez mais pela sonorização deste homem de voz esplendorosa, meio rouca, meio lúcida, mas de carisma único. Não posso evitar um sorriso infantil, na lembrança sempre oculta de quando, nos primeiros namoricos, deixávamo-nos embalar tb., pelo convite ao slow despreocupado da dança, mais com intenção de surpreender o nosso PAR do que, propriamente, nessa altura, estar a saborear momentos únicos que se desfizeram e nunca mais voltarão a ser vividos... embora pense, hoje claro, que perante muitas vivências passadas e com outra maturidade, que o encanto do momento era e será sempre impagável, pelo que restam de motivações por excelência, feitos à base de inocência intransmissível, mas que quer queiramos ou não, deixou as suas inconfundíveis marcas, neste homem que com outra frescura menos jovial, continua agradecido à lei da essência existencialista, por este lhe ter dado a oportunidade de ter podido viver uma época bela, anos 50/60/70, num belo e maravilhoso País, onde a liberdade imperava, no seu existencialismo mais profundo sem a preocupação do parecer, sentindo melhor o ser, onde ainda hoje, sem ser saudosista, mas com saudades, relembra com ternura a terra onde nasceu… a minha querida cidade do CUBAL/ANGOLA.
Ali, nesse teu interior, onde um dia acordei para a vida, passei a liberdade da despreocupação, sem nunca me ter cuidado com pensamentos que anos volvidos, continuo a ser assaltado, mas não com dúvidas, apenas e atenção, sem recalcamentos o que diga-se não deixa de ser importante, do que seria o futuro… A incógnita do hoje, na pergunta surpreendente, o que será o amanhã? Apenas divagações que valem o que valem, sem serem importantes acabam por serem sujeitas de uma qualquer cena, em que o predicado forçosamente será a acção de um qualquer complemento em que eu sou o directo, (ah! Português, o que fizeram de ti língua de Camões, acordos ortográficos? bah!!!) e onde por indirecto figurará forçosamente, alguém presente, passado ou futuro (?), de um qualquer advérbio de tempo, que ousará certamente aparecer, para dar continuidade a uma silhueta evidencialista , nunca proclamada, mas sempre torneada, lei da metafísica, como se duma metáfora se tratasse, coisas… Ali fui criado, crescendo em liberdade, numa família de 4 manos, irmã (JÚLIA) a menos nova, outro irmão (JOAQUIM MANUEL) um pouco mais velho do que eu, e o benjamim do reinado FLÓRIDO (ANTÓNIO), o mais novo, logo eu considerado o do meio, (e como no meio é que está a virtude, ai a felicidade do meu ego)… Lembro-me das minhas primeiras brincadeiras, das minhas primeiras asneiras, das minhas corridas de arco, das corridas de bicicletas, onde ganhava e perdia tudo que havia para vencer, dos meus primeiros namoros (ahahahaha, ao seis, sete anos),a minha primeira professora (Dª CARMELINDA) e assim andando não esquecendo o futebol, e tudo mais que havia para vencer, estava instalada a febre da competição, mas atenção essa dita teria tb., de chegar aos estudos caso contrário fechar-se-ia a torneira a tudo que era considerado diversão e as baterias seriam apenas apontadas à escolinha. Sei que vou parecer por aquilo que seguidamente irá para o ar, um fascista de eleição, não nada disso apenas me move um sentido de justiça que jamais abnegarei, frequento com orgulho a antiga Mocidade Portuguesa, em Angola, e sabia lá eu com 12/13 anos, o que seria o fascismo, socialismo, ou capitalismo, apenas definições de escola, (adulto depois fiz a diferenciação com conhecimentos pessoais e grandes leituras a que fui sujeito) já que de todo seria impensável falar-se em política, (muito menos precisávamos) numa ditadura que tb., atingia aquela antiga colónia portuguesa… Digo sem medos e receios apenas com verdade, senti-me importante, porque, e possivelmente pela diferença, mas que me senti importante lá isso foi verdade… E vencendo barreiras, criando situações, vivendo, acontece a dor… O EXÉRCITO. Aqui o inimaginável aparece e o menino Eduardo de repente transforma-se em homem: Amor e guerra, EM TODO O SENTIDO DA PALAVRA, palavra essa que essencialmente serve tb., e ainda, para ter encontrado soluções a muitos problemas que foram acontecendo, mas que felizmente nunca foi necessário recorrer ao extremo para salvar situações: o diálogo é a fonte mais bendita que DEUS nos prestou ao conceder-nos a Fala… Mas a noite está linda e eu não quero tocar-te com nada, apenas adoraria que ouvisses o que agora começa a tocar e que eu sem saber, ou talvez saiba (?) te dedico carinhosamente "I'm qualifield to satisfy you". És uma experiência que nunca me tinha acontecido, tu és uma história que eu não quero que fique por inventar (Vítor Espadinha), apenas pressinto em ti, a complementaridade com que tenho muito gosto de falar, e com quem me apetece estar, e pouco me recordo de ti, embora muito já se tenha adiantado, mas nas ausências sinto a permanência, o bafo o cheiro dessa terra molhada (saudades), o riso, fazes parte da minha integridade o que não deixa de ser fascinante, porque nem me dou ao cuidado de te imaginar agora, apenas te sinto nestas frias brisas que me sopram e me falam dos teus ricos e espontâneos perfumes terrestres, e essencialmente me trazem o teu pensamento ao encontro do meu "EU"… Interessante mas acredita, nada me tinha acontecido de algo parecido, desta, direi mesmo emocionalidade, há envolvências, mistérios, doces, cheiros e sabores, que me transportam à tua silhueta, e eu calo-me, porque quando chegas, em pensamento, com o teu manto, através do virtual, é como se algo que espero me tivesse invadido de repente, e dou-me ao luxo de devorar, numa primeira apreciação, tudo o quanto me dizes, mas depois calma, terna e sossegadamente diluo-me, no prazer da tua lembrança, deleitando-me na sublimidade da tua forma de expressão… És bálsamo docemente ardente, que quero, ainda a voltar sentir… Hoje, ao ler um livro, captei diversas intencionalidades, dum poema Japonês, extraí: HÁ DUAS COISAS QUE NÃO SE ALTERAM DESDE QUE O TEMPO É TEMPO: O CORRER DA ÁGUA E A MANEIRA DOCE E ESTRANHA DO AMOR. Duma antiga canção egípcia transcrevo: O MEU PENSAMENTO EM TI, ESTÁ MISTURADO COM O MEU PRÓPRIO SENTIDO DE SER… E para finalizar WILLIAM SHAKESPEARE: O AMOR NÃO VÊ COM OS OLHOS, MAS COM O ESPÍRITO… Continuo a minha viagem de lembranças, mas agora com os olhos marejados, lágrimas que teimam em não deixar de correr, pela maravilhosidade destes despertares adormecidos… Obrigado e até um dia destes, minha querida e doce terra amada…
EduardoAFlórido
**********************************************
*
O Eduardo presenteia-nos com esta "carta de amor".
Quem fica indiferente e sem ciúmes por alguém ter assim uma amada ?
Abraço Tio Eduardo e obrigado pela participação.Vem mais vezes a esta comunidade de amigos!
Ruca

02 dezembro 2010

Cubalenses e eventos, por Luisa Espinola.

1
Alferes Barros, Meus Pais, e Eu (Luísa Espínola)

2
Cubal Teatro

3
Vamos identificar estes amigos

4
Quem ajuda na legendagem?

5
Idem