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13 junho 2013

26º Convívio cubalense  
07 de Julho 2013 -Parque do Luso

A pedido da Organização do Convívio dos cubalenses, encontra-se publicada a Circular sobre o próximo encontro.

Poderão ver aqui na "Diáspora cubalense" (clicar)

26º Convívio dos cubalenses - 07 de Julho 2013 - Parque do Luso

A pedido da Organização do Convívio dos cubalenses, aqui se publica a Circular sobre o próximo encontro:



Cubalenses, 


Mais uma vez se vai realizar o nosso convívio no Parque do Luso como habitualmente é no 1º Domingo de Julho.

                                Contamos  com  a  tua  presença
                                         Trás  mais  um  amigo
                                     Divulga  o  nosso  convívio


Sentimos que alguns Cubalenses que estão presentes aos nossos convívios pensam que deve haver alguém que suporta todas as despesas e por isso não acham necessário contribuir com qualquer importância para ajudar. Puro engano ! necessitamos da ajuda de todos porque só assim é possível continuarmos a realizar o  “ Convívio dos Cubalenses “.

A animação musical estará a cargo dos nossos amigos Hernâni e Zéza Cabral.

Chamamos à vossa atenção ao acesso ao parque: 
Dado às obras que estão a decorrer no parque, devem entrar na rua pela parte de baixo, rua essa que serve o pavilhão de desportos à direita e o engarrafamento das águas à esquerda. Este ano estamos um pouco condicionados ao espaço, mas segundo informa a Junta de Freguesia a área disponível será suficiente.

Tragam o vosso farnel. Se não desejarem levar farnel queiram fazer a reserva para o :
Restaurante LOURENÇO – Av. Emídio Navarro - Telefone 231 939 474 – Sr. Lourenço, pois o restaurante do Lago encontra-se encerrado para obras.

Importante :  O restaurante agradece a reserva dos almoços com 2 dias de antecedência.

Coordenadas/Local do encontro: ver aqui http://goo.gl/maps/7QAaB 

Nota:
A fim de reduzir despesas com correspondência agradecemos aos Cubalenses que possuam correio electrónico o favor de informarem para o email abaixo indicado, ou pessoalmente no dia do encontro.


                                                            Um grande abraço de amizade
                                                                 Os organizadores                                                                                         
                                                                                                                                                                                                 
       António  Maia : 231 949 717 / 964 960 834
     Amilcar Vinhais : 223 752 788 / 960 429 396
Varandas Monteiro : 224 836 437 / 966 854 487  
       Email varandas.isabel43@gmail.com

10 junho 2013

Recordar o Cubal, por Pedro Jorge.

Pedro Jorge no Cubal
Caro Ruca.

A minha mensagem de hoje é recordar, depois de 14 meses, passados no Alto do Cuíto no Leste, onde vivia um dia de cada vez, assim mandavam as regras da guerra.

Surgiram boas notícias, o Batalhão foi colocado no Lobito e a Companhia a que eu pertencia foi colocada em Benguela, sabíamos que era na Região Sul e que não havia guerra, só por isso já era uma boa nova.

No dia 31 de Janeiro de 1969, partia do Alto Cuíto para o sul mas não sabia que não ia para Benguela, só no Munhango quando entrámos no comboio é que nos disseram que o nosso Grupo ia ficar na cidade do Cubal, 200 km antes de Benguela e que devíamos considerar um prémio pelo nosso anterior desempenho.

Esta viagem demorou três dias, chegámos ao Cubal pelas 4 horas da manhã do dia 4 de Fevereiro. Para trás ficavam 14 meses de muito sacrifício e incerteza.

No dia 5, eram 8 horas da manhã já estava na rua, passeei por toda a cidade tinha saudades de tudo o que fosse civilização. Depressa ganhei conhecimento com várias pessoas e percebi que estava entre muito boa gente. Não me enganei, todos os dias ganhava amigos.

Voltei a reviver e a ter alegria, vieram os bailes de Carnaval, voltei a dançar agora como no Continente com uma diferença: muito mais alegria do que aqui, outra Juventude outra Mentalidade.

Vieram mais farras no Recreativo e no Ferrovia, mas não foi tudo rosas. A 30 de Agosto do mesmo ano dancei pela última vez no Cubal. Fomos chamados de novo para a zona de guerra, Léua, Luso, Buçaco, Henrique Carvalho etc., terminava a bela vida do Cubal. Para trás ficavam os amigos e uma terra que me marcou para sempre. Hoje graças à tua boa iniciativa, aqui estou a recordar e a testemunhar esses tempos, apesar de terem passado quase 40 anos, é possível reconhecer caras de muitas pessoas desse tempo através das fotografias que surgem no Blog.

Ruca por isso venho ao sítio todos os dias sempre na expectativa de encontrar mais. É bom relembrar o que foi bom.

Já é longa a minha mensagem, mais uma vez envio uma Saudação muito especial a toda a família Cubalense, e um abração ti com votos de que o Blog se mantenha por muito tempo.
Pedro Jorge
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Meu Caro Pedro Jorge,
Obrigado por partilhares este belo testemunho, relativo à tua passagem pelo Cubal.
Apesar dos poucos meses que por lá permaneceste, o teu texto é revelador de um forte sentimento por aquela Terra e suas Gentes.
Foi o que aconteceu a todos que lá nasceram ou passaram! E aí estamos em pé de igualdade...porque todos entendemos do que aqui, neste blog, se escreve ou presencia através dos documentos e testemunhos que vou pedindo sejam divulgados.
Um forte abraço
Ruca

Baile de fim de Ano no Cubal

Há fotos que não são apenas registos. São portas. Esta, enviada pelo saudoso Morais e guardada aqui desde 2013, abre-nos de novo o salão iluminado do Cubal numa noite de Réveillon. As mesas bem postas, as caras felizes, o brilho nas roupas e no olhar — tudo parece dizer que a vida cabia ali, inteira, sem pressa, entre amigos, música e gargalhadas.

Era o fim de um ano, e outro adivinhava-se à porta. Contavam-se histórias, faziam-se planos, dançava-se até tarde. Havia quem segurasse o copo com a serenidade de quem já tinha vivido muito, e quem apertasse o futuro com impaciência nos dedos jovens. No Cubal, a passagem de ano não era só festa. Era encontro, pertença, promessa.

Hoje olhamos para esta imagem não com saudade triste, mas com gratidão. Porque foi assim — simples, caloroso, humano. E porque continua a viver em cada memória que aqui se partilha, para que o tempo não leve o que nós guardamos com carinho.

Ruca

Lourdes e Morais com a Elisabeth Ribeiro e pais.
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