26 fevereiro 2010

Homenagem aos homens elegantes que frequentavam o Clube Ferrovia do Cubal

Olá Ruca,
Gostaria de prestar mais uma pequena homenagem aos homens elegantes que frequentavam o Ferrovia, quer bailes, quer outras actividades de lazer.O meu pai, está entre eles, o do lacinho, do lado direito, de nome Alfredo Amaral Tavares. O Ferrovia proporcionava aos empregados do CFB, bailes maravilhosos a todas as famílias, que se vestiam adequadamente para a ocasião, nomeadamente aos fim-de-semana.Festejava-se na altura a camaradagem saudável, a alegria e a solidariedade. Era com se formassemos todos uma família. Recordo com saudade esses bailes maravilhosos, plenos de elegância e de alegria.
Maria Teresa Tavares Machado
Ps:Quem ajuda na identificação dos restantes amigos para além do Alfredo Tavares?

Teresa Machado, familiares e amigos.

1 - Céu Canais, Marília Moreira, Teresa Tavares e Mindinha (que procuro há anos)
Queria deixar aqui, um pedido, pois queria encontrar muito uma amiga, de nome Maria Ermelinda Carvalho, o falecido pai era o Factor Carvalho dos CFB, a mãe chamava-se Manuela, moraram em Benguela e em Nova Lisboa. Penso que ela era Assistente Social. Foi a minha primeira amiga e está na primeira foto à direita. Se puderes fazer algo por este pedido, ficar-te-ia eternamente grata.
Maria Teresa Tavares Machado

2 - Teresa Tavares com o pai (Alfredo Amaral Tavares) o avô e a Céu Canais

3 - Teresa com o avô Lourenço e a Céu

4 - A Teresinha com o seu querido pai
5 - Num casamento com o pai
6 - Festa de anos da Teresa com a Céu, Palmira e Olga
7 - Festa de Aniversário - baile no jardim com os amigos, a mãe e avó
8 - A Teresa dançando na festa de Aniversário com o Carlos Canais
Texto e imagens de Teresa Machado
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Olá Ruca,
Como prometi, aqui vão as fotos tiradas no Cubal, com os meus amigos, em festas do meu aniversário e na companhia especial do meu pai. Estas fotos representam a período doce das nossas infâncias, daquele tempo em que o sol nos doirava a pele e a alma. Não são fotos saudosistas, todas elas representam momentos de grande vivência interior, sobretudo, para mim. Foi nessa terra que eu aprendi e ser livre e a ser solidária. O meu pai chamava-se Alfredo Amaral Tavares e a minha mãe chama-se Clotilde Ribeiro dos Santos (Tavares). Eu sou Maria Teresa Santos Tavares, hoje Ribeiro Machado.
Um abraço para os amigos que reagem positivamente ao visionamento destas fotos, pois elas representam o nosso passado e o nosso presente.
Gostaria de acrescentar um poema de Alexandre O'Neill sobre o tema da amizade - " Amigo", mas se puderes acrescenta, pois é muito bonito,
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Amigo
Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».

«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
.
«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!

«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.

«Amigo» é a solidão derrotada!

«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!

Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'

19 fevereiro 2010

Isabela Valadas, familiares e amigos.

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Isabela em Agosto de 1966

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Cubal, 05/Maio/1971
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Isa
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Cubal 1967
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Precisa-se de legendas para estes belos testemunhos da família e amigos de Isabela Valadas

12 fevereiro 2010

Memórias

Ruca,espero esteja tudo bem ai nesse cantinho do mundo. Aqui vão alguns 'desabafos' desta saudosa Cubalense para o blog ...Estão um pouco 'ferrugentos' pois não escrevo aos anos!!!Foi preciso descobrir este blog para despertar as prosas adormecidas em mim. Aqui vão:
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É estranho como uma fotografia nos leva à hora e local exacto, despertando memórias adormecidas ou até esquecidas; Memórias doces, outras amargas, mas lindas... E, sem querer, sinto os meus olhos molhados e um nó na garganta que se liberta num soluço de dor! Como voa o tempo; O tempo voa, mas esta dor não passa; A recordação da minha infância sempre presente na minha memória. De tanto relembra-las em saudades se tornam e por sua vez a saudade em dor se transforma!Não vivo do passado, mas quando o presente se me depara friamente e doloroso, é no passado que me aconchego e geralmente 'renasço' armada com um escudo protectivo e invencível, pois o passado me diz que enquanto eu souber quem sou e de onde venho, jamais me sentirei derrotada e o futuro também um dia se tornara passado.
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Isabela Valadas