09 dezembro 2010

Comentários da Lourdes Morais

Amigo
Saúde para todos são os meus votos mais sinceros. 
Ruca, eu não me quero tornar aborrecida e maçar todos com as minhas palavras. Mas tu sabes como eu sou. Quando a saudade me toca mais lá no fundo, não resisto e então escrevo, para poder desabafar toda a saudade do nosso Cubal e de todos os nossos amigos Cubalenses. Como é meu hábito não há um dia que eu não venha ao Cubal. Fico triste quando não há nada novo e ao mesmo tempo fico apreensiva, a pensar que os nossos amigos não estão com vontade de nos brindar com as suas notícias. Mas olha Ruca, adorei o que o teu tio Eduardo Flórido escreveu. Li e voltei a ler sempre com o mesmo entusiasmo. Isto é que é escrever. Ele com este dom para escrever, devia fazê-lo mais vezes, para nosso encanto. Nem tenho palavras para expressar o meu agradecimento por tudo o que escreveu. Não nego que as lágrimas correram cara abaixo. Mas isto também não é novidade em mim, pois tenho sempre a lágrima no canto do olho e quando leio coisas tão bonitas e que nos tocam tanto, mais facilmente choro. Olha Ruca, também adorei as notícias do nosso querido CANAIS, que há tantos anos não sei nada dele. Pena tenho de não ter o email dele, para lhe poder escrever. Vou tomar a liberdade de responder em nome da minha Fernanda. Sim, Canais a minha irmã Fernanda, que por sinal hoje faz anos, ainda está casada com o Vidazinha, que foi teu colega de futebol. Ela mora perto de Vila Real e eu moro perto de Monção. Que tempos aqueles em que éramos tão felizes naquela terra maravilhosa. Canais, espero que me escrevas, pois o meu email, está no Livro de Visitas, para podermos conversar mais um pouco.
Ruca, mais uma vez muito abrigada por nos dares estas alegrias. Nem imaginas o quanto estou feliz por saber do Canais. Só peço aos Cubalenses que continuem a colaborar e dar notícias. Também gostei das
fotos que a Helena Carvalho mandou. Publica, por favor.
Beijos para a Xana e teus pais. Abraço do Morais.
Para ti um grande, grande beijo da amiga
Lourdes

08 dezembro 2010

Momento de reflexão - 2010, por Eduardo Flórido

"Nada me é importante se sou julgado, por incultos e parasitas, corruptos de uma sociedade Auto Proclamada Mestra, se a realidade negativa for mais que evidente, de convicção sublimemente duvidosa, onde os autores façudos da pseudo_glória, são toda uma componente organizada, exemplificada no desfundamentado de uma vivência plenamente sã, com atitudes paupérrimamente descabidas, duvidosas, em relação à vivência exemplar de um qualquer honesto cidadão. Buscam (eles, os miseráveis) simplesmente o seu óptimo estar (psíquico e monetário), trilhando de uma forma irreparável, perpétua e continua os caminhos de um povo, bestializado, martirizado pela fome e patenteado em exemplos flagrantes, num aparecimento sem remissão de uma miserabilidade total, esperada e onde o caos se começa a instalar inquietante e permanentemente. Até quando será o suporte?..."
Momento de reflexão - 2010.
*Eduardo@ugusto.
(Reservados Direitos de Autor)

Tradição de Natal, família de Isa Valadas (Greatbatch)

Todos os Natais tenho por tradição convidar alguém que não tem ninguém para acarinhar ou ser acariciado;Faço-o mesmo que o(a) tenha conhecido a poucas horas ou dias.Faço-o, porque sei  que a quadra de Natal e sinonimo de amor,família e amigos!Ao recebe-los no seio da família,divido o amor que nos rodeia,partilho momentos preciosos com um ser que há muito perdeu ou ate nunca conheceu o sentido de família:Ao fazê-lo,sei que ajudo um único ser humano carente, que, por nunca lhe terem dado carinho se tornou seco:Ao fazê-lo,faço um amigo(a),quando o faço, dou um exemplo aos meus filhos que aprendem a dar a mão aos que mais necessitam, para que façam 'diferenca' neste mundo material, de concorrência, de amizades virtuais...Todos os anos alguém diferente se senta connosco a mesa,como mais um membro da família que connosco participa nos jogos e brincadeiras depois da ceia servida.Ao olhar para o rosto desse ser frágil e de olhar triste, vejo um brilho de alegria,um agradecimento em silencio e um sorriso que há muito não sorria...E tratado com carinho, atenções e muito mimo! Sei que não posso mudar o mundo, nem ter a mesa todos aqueles que precisam,mas ao receber pelo menos um amigo(a) que no mundo esta sozinho,sei que mudei uma vida,fiz num dia um(a) amigo(a) e dei exemplo aos meus filhos de que o amor não se vende, não se compra, não se cobra,o amor transmite-se com um gesto, até num sorriso. O Natal esta a porta e quando começamos a decorar a casa, os meus filhos pergunta: Mami, quem vem cear connosco, quem é que não tem família e precisa de carinho?
Eu sorrio, 'orgulhosa' pois a lição está aprendida e quando vou dormir, durmo um sono tranquilo e sinto-me bem comigo! Por isso eu sempre convido um ser sozinho e o trato com carinho!!!!

Ponto de encontro - Dinis Chaves - Luísa Chaves

8 de Dezembro de 2010 às 3:46
Assunto: contacto de um primo
Caros amigos,
Hoje confirmei, atraves do vosso blog e ao mostrar aos meus pais uma foto do eduardo dinis chaves, que ele é meu primo. aliás, foi uma emoção enorme porque, ao fim de 35 anos, a minha mae diz que ele tem a cara da prima Idalina - mãe do eduardo.
se fosse possível, gostava muito de ter o contacto dele.

por favor, digam-lhe que sou a filha mais velha do luis e da rosita da baía-farta.
o meu contacto, por esta via: luisa.chaves@gmail.com
muito obrigada
Luisa Chaves

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Olá Luisa,
Vou articular o V. encontro. Vai à tua cx de email.
Abraços
Ruca

Amigos no Cubal em 1967, por Helena Carvalho

Amigos - Cubal, ano 1967 - (nomes?)
 

Uma carta do Eduardo

Ao meu querido e doce berço, cidade do Cubal
Entre deambulações de pensamento, onde o meu esvoaça de modo único e ao som de um CD., de Barry White (Casablanca) deixo a minha imaginação espraiar-se ao som de uma refinadíssima música que embora já com alguns anitos continua a ser a recordação de uma infância deliciada pelo berço de inúmeras recordações gratificantes, algumas cintilantes, outras nem por isso, e embalo-me cada vez mais pela sonorização deste homem de voz esplendorosa, meio rouca, meio lúcida, mas de carisma único. Não posso evitar um sorriso infantil, na lembrança sempre oculta de quando, nos primeiros namoricos, deixávamo-nos embalar tb., pelo convite ao slow despreocupado da dança, mais com intenção de surpreender o nosso PAR do que, propriamente, nessa altura, estar a saborear momentos únicos que se desfizeram e nunca mais voltarão a ser vividos... embora pense, hoje claro, que perante muitas vivências passadas e com outra maturidade, que o encanto do momento era e será sempre impagável, pelo que restam de motivações por excelência, feitos à base de inocência intransmissível, mas que quer queiramos ou não, deixou as suas inconfundíveis marcas, neste homem que com outra frescura menos jovial, continua agradecido à lei da essência existencialista, por este lhe ter dado a oportunidade de ter podido viver uma época bela, anos 50/60/70, num belo e maravilhoso País, onde a liberdade imperava, no seu existencialismo mais profundo sem a preocupação do parecer, sentindo melhor o ser, onde ainda hoje, sem ser saudosista, mas com saudades, relembra com ternura a terra onde nasceu… a minha querida cidade do CUBAL/ANGOLA.
Ali, nesse teu interior, onde um dia acordei para a vida, passei a liberdade da despreocupação, sem nunca me ter cuidado com pensamentos que anos volvidos, continuo a ser assaltado, mas não com dúvidas, apenas e atenção, sem recalcamentos o que diga-se não deixa de ser importante, do que seria o futuro… A incógnita do hoje, na pergunta surpreendente, o que será o amanhã? Apenas divagações que valem o que valem, sem serem importantes acabam por serem sujeitas de uma qualquer cena, em que o predicado forçosamente será a acção de um qualquer complemento em que eu sou o directo, (ah! Português, o que fizeram de ti língua de Camões, acordos ortográficos? bah!!!) e onde por indirecto figurará forçosamente, alguém presente, passado ou futuro (?), de um qualquer advérbio de tempo, que ousará certamente aparecer, para dar continuidade a uma silhueta evidencialista , nunca proclamada, mas sempre torneada, lei da metafísica, como se duma metáfora se tratasse, coisas… Ali fui criado, crescendo em liberdade, numa família de 4 manos, irmã (JÚLIA) a menos nova, outro irmão (JOAQUIM MANUEL) um pouco mais velho do que eu, e o benjamim do reinado FLÓRIDO (ANTÓNIO), o mais novo, logo eu considerado o do meio, (e como no meio é que está a virtude, ai a felicidade do meu ego)… Lembro-me das minhas primeiras brincadeiras, das minhas primeiras asneiras, das minhas corridas de arco, das corridas de bicicletas, onde ganhava e perdia tudo que havia para vencer, dos meus primeiros namoros (ahahahaha, ao seis, sete anos),a minha primeira professora (Dª CARMELINDA) e assim andando não esquecendo o futebol, e tudo mais que havia para vencer, estava instalada a febre da competição, mas atenção essa dita teria tb., de chegar aos estudos caso contrário fechar-se-ia a torneira a tudo que era considerado diversão e as baterias seriam apenas apontadas à escolinha. Sei que vou parecer por aquilo que seguidamente irá para o ar, um fascista de eleição, não nada disso apenas me move um sentido de justiça que jamais abnegarei, frequento com orgulho a antiga Mocidade Portuguesa, em Angola, e sabia lá eu com 12/13 anos, o que seria o fascismo, socialismo, ou capitalismo, apenas definições de escola, (adulto depois fiz a diferenciação com conhecimentos pessoais e grandes leituras a que fui sujeito) já que de todo seria impensável falar-se em política, (muito menos precisávamos) numa ditadura que tb., atingia aquela antiga colónia portuguesa… Digo sem medos e receios apenas com verdade, senti-me importante, porque, e possivelmente pela diferença, mas que me senti importante lá isso foi verdade… E vencendo barreiras, criando situações, vivendo, acontece a dor… O EXÉRCITO. Aqui o inimaginável aparece e o menino Eduardo de repente transforma-se em homem: Amor e guerra, EM TODO O SENTIDO DA PALAVRA, palavra essa que essencialmente serve tb., e ainda, para ter encontrado soluções a muitos problemas que foram acontecendo, mas que felizmente nunca foi necessário recorrer ao extremo para salvar situações: o diálogo é a fonte mais bendita que DEUS nos prestou ao conceder-nos a Fala… Mas a noite está linda e eu não quero tocar-te com nada, apenas adoraria que ouvisses o que agora começa a tocar e que eu sem saber, ou talvez saiba (?) te dedico carinhosamente "I'm qualifield to satisfy you". És uma experiência que nunca me tinha acontecido, tu és uma história que eu não quero que fique por inventar (Vítor Espadinha), apenas pressinto em ti, a complementaridade com que tenho muito gosto de falar, e com quem me apetece estar, e pouco me recordo de ti, embora muito já se tenha adiantado, mas nas ausências sinto a permanência, o bafo o cheiro dessa terra molhada (saudades), o riso, fazes parte da minha integridade o que não deixa de ser fascinante, porque nem me dou ao cuidado de te imaginar agora, apenas te sinto nestas frias brisas que me sopram e me falam dos teus ricos e espontâneos perfumes terrestres, e essencialmente me trazem o teu pensamento ao encontro do meu "EU"… Interessante mas acredita, nada me tinha acontecido de algo parecido, desta, direi mesmo emocionalidade, há envolvências, mistérios, doces, cheiros e sabores, que me transportam à tua silhueta, e eu calo-me, porque quando chegas, em pensamento, com o teu manto, através do virtual, é como se algo que espero me tivesse invadido de repente, e dou-me ao luxo de devorar, numa primeira apreciação, tudo o quanto me dizes, mas depois calma, terna e sossegadamente diluo-me, no prazer da tua lembrança, deleitando-me na sublimidade da tua forma de expressão… És bálsamo docemente ardente, que quero, ainda a voltar sentir… Hoje, ao ler um livro, captei diversas intencionalidades, dum poema Japonês, extraí: HÁ DUAS COISAS QUE NÃO SE ALTERAM DESDE QUE O TEMPO É TEMPO: O CORRER DA ÁGUA E A MANEIRA DOCE E ESTRANHA DO AMOR. Duma antiga canção egípcia transcrevo: O MEU PENSAMENTO EM TI, ESTÁ MISTURADO COM O MEU PRÓPRIO SENTIDO DE SER… E para finalizar WILLIAM SHAKESPEARE: O AMOR NÃO VÊ COM OS OLHOS, MAS COM O ESPÍRITO… Continuo a minha viagem de lembranças, mas agora com os olhos marejados, lágrimas que teimam em não deixar de correr, pela maravilhosidade destes despertares adormecidos… Obrigado e até um dia destes, minha querida e doce terra amada…
EduardoAFlórido
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O Eduardo presenteia-nos com esta "carta de amor".
Quem fica indiferente e sem ciúmes por alguém ter assim uma amada ?
Abraço Tio Eduardo e obrigado pela participação.Vem mais vezes a esta comunidade de amigos!
Ruca