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da dtªpara a esqª : Vanda Alves, Marinela Valadas, Isa Valadas, Auzenda Silva, ??, Peixoto, Milito Peixoto, ??? |
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Na retaguarda : quem identifica, quem ? |
"Momentos que o tempo não apaga, gravados na alma de quem os viveu. Revive a história do Cubal através de fotografias e memórias partilhadas. Junta-te a nós nesta viagem ao passado!" Remete para: cubal.ruca@gmail.com Nota: Respeito pelas memórias: Se alguém da foto, ou familiar, preferir a remoção, por favor, entre em contato. Preservar a história e o respeito pelas memórias é o meu compromisso. Ruca
Estas fotografias, gentilmente cedidas por Fernanda Valadas, transportam-nos para um tempo em que o Cubal era um ponto de ligação crucial para as famílias da região. Nas décadas de 40, 50 e 60, o avião conhecido como "barriga de jinguba" provavelmente um Dakota Douglas DC-3 ou um C-47 Skytrain (a versão militar do DC-3) e um outro aterrava no campo de aviação do Cubal, para transportar os alunos, filhos de fazendeiros e comerciantes abastados, que frequentavam o prestigiado colégio Paula Frassinetti, em Sá da Bandeira (atual Lubango).
Naquela época, Paula Frassinetti foi considerada o melhor colégio de Angola, um colégio de mães, e muitas famílias do Cubal e arredores optaram por internar seus filhos, em busca de uma educação de excelência. A aterragem do avião no Cubal era, portanto, um evento marcante, um momento de reencontro e de festa. O campo de aviação transformou-se num local de convívio, onde se celebraram os laços familiares e comunitários.
Imagem 1) CAMPO DE AVIAÇÃO DO CUBAL - Dado que a foto tirada em Angola nos anos 50, é possível que seja um Dornier Do 27 ou Dornier Do 28 , usado frequentemente em regiões africanas pela sua robustez e capacidade STOL (decolagem e pouso curtos). Outra possibilidade é o de Havilland DH.114 Heron , que também operou na África nessa época. Ajudem se souberem. Ruca
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Imagem 2) Toninho Valadas, Olga, Lisete, Chico, Anita e Nanda |
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Imagem 3) ajudem na legenda da imagem |
Entre as alunas podemos destacar a irmã da Fernanda, Olga Valadas, Amélia Guerra, e outros jovens como Fernanda Souza, Juca Queiroz (?) entre outros (recordem os nomes no comentários).
E nesta fotografia vemos os alunos já no internato de Paula Frassinetti, o ambiente escolar de um dos melhores colégios de Angola.
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Imagem 4) ajudem na legenda da imagem |
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Imagem 5) ajudem na legenda da imagem |
À parte:
Naquela época, a educação era uma prioridade para as famílias cubalenses. As meninas eram enviadas para o Colégio Paula Frassinetti, em Sá da Bandeira, enquanto os rapazes frequentavam o Liceu Alexandre Herculano, em Nova Lisboa (atual Huambo), um dos melhores liceus de Angola. Alguns jovens também optavam pelo Seminário de Luanda, que se equiparava aos melhores colégios do país. Vários jovens cubalenses, como Bibito Guerra, Celso Faria (filho), Toninho Valadas, Hamilton Ferreira e outros, estudaram nestas instituições como internos. Os cubalenses primavam por dar cultura aos seus filhos, naquele tempo.
Estas fotografias são um testemunho valioso da história do Cubal e de Angola, um retrato de um tempo em que a ligação entre as comunidades era feita por aviões que rasgavam os céus, transportando sonhos e esperanças.
Convidamos todos os cubalenses e amigos do Cubal a partilharem as suas memórias e a ajudarem-nos a identificar as pessoas presentes nas fotografias e a corrigir alguma imprecisão do texto ou completar o mesmo. Juntos, vamos construir um mosaico de recordações que nos permita preservar a história da nossa terra.
Um Tributo ao Cubal:
Imagens e recordatório: Fernanda Valadas;
Texto: Ruca
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Vamos identificar: Em pé Em baixo (da esquina para dta) |
Estas imagens, preciosidades resgatadas do baú de memórias do Mandinho e da Ana Maria, transportam-nos diretamente para os vibrantes anos 70, a época dourada do Recreativo do Cubal. Cada fotografia é um testemunho da paixão que unia a comunidade cubalense em torno do seu clube.
Vemos aqui o Recreativo em formação, a garra dos jogadores, a emoção estampada nos rostos. Conseguimos quase ouvir os gritos de incentivo da bancada, a alegria contagiante que se espalhava pelo ar a cada golo, a cada vitória.
O Mandinho, craque de outros tempos, partilha connosco este tesouro, permitindo-nos reviver momentos de pura magia. Agradecemos profundamente ao Mandinho e à Ana Maria por este presente, por nos darem a oportunidade de recordar e celebrar a história do nosso Recreativo.
Que estas imagens inspirem as novas gerações a valorizar o legado do nosso clube, a honrar os heróis do passado e a construir um futuro ainda mais glorioso para o Recreativo do Cubal.
Apelo aos Cubalenses e Amigos do Cubal:
Convidamos todos os cubalenses e amigos do Cubal a juntarem-se a nós nesta viagem ao passado!
Juntos, vamos manter viva a chama da paixão pelo nosso clube, pelo nosso Cubal, terra amada!
Ruca
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Da esq para a direita: Em pé: em baixo: |
As imagens que a Ana Maria e o Mandinho nos enviaram são verdadeiros tesouros, cápsulas do tempo que nos transportam para a época de ouro do Recreativo do Cubal. Apesar da qualidade das fotografias, a emoção que delas emana é palpável, quase como se pudéssemos ouvir os ecos dos aplausos e os gritos de golo que enchiam o ar.
O Mandinho, com os seus golos magistrais, era um dos heróis daquela equipa, um símbolo da paixão e do talento que pulsavam no coração do Cubal. Mas ele não estava sozinho. Quem mais se recorda dos restantes jogadores e eq técnica que partilhavam o relvado com ele? Quem consegue identificar os rostos que, lado a lado, construíram a história do nosso clube?
Este é um convite à memória coletiva, um apelo aos cubalenses de todas as gerações para que nos ajudem a reconstituir este mosaico de recordações. Cada nome, cada rosto, cada história é uma peça fundamental para entendermos a grandeza do Recreativo do Cubal.
Naqueles tempos, o futebol era mais do que um jogo; era um elo que unia a comunidade, um motivo de orgulho e de celebração. O Recreativo do Cubal era a nossa bandeira, o reflexo da nossa identidade e da nossa força.
Que estas imagens e as memórias da Ana Maria e do Mandinho sirvam de inspiração para que possamos resgatar e preservar a história do nosso clube, para que as futuras gerações possam conhecer e valorizar o legado dos nossos heróis.
Juntos, vamos manter viva a chama do Recreativo do Cubal!
"Por mais de uma vez nas colunas deste jornal e de outros órgãos da Informação da Província, ventilámos a possibilidade do Cubal estar presente na vida Desportiva em que se integra.
O facto, de por várias vezes termos sido residentes da terceira cidade do Distrito de Benguela, tem-nos proporcionado a oportunidade de aquilatarmos do valor desportivo do Cubal. Portanto, foi com grata satisfação que lemos a notícia que este jornal publicou numa das suas últimas edições, de que o Clube Recreativo do Cubal ia participar com uma equipa sua, no campeonato distrital e até possivelmente no torneio de Abertura, que terá início no próximo domingo.
Do valor e possibilidade do Cubal, nunca duvidámos. Rapaziada esfuziante e que gosta da sua terra não lhe falta. Gente com capacidade para orientar o seu Desporto, também felizmente por lá existe. E não é só em futebol, que a cidade do Cubal pode estar presente nas provas do seu distrito. Também em outras modalidades o Cubal pode ter presença válida e valorosa, e daqui estamos a recordar uma equipa de basquetebol feminino, que começámos a germinar naquela cidade, e onde se estavam a revelar jogadoras de muito apreciável nível técnico. Podemos afirmar que moças como Fernanda Silva, Fernanda Valadas, Lília, Rosa e outras de que de momento não temos presente os seus nomes, seriam valores positivos do nosso basquetebol feminino, se lhes fosse dada oportunidade de competirem a sério, em provas oficiais.
Mas o assunto, agora não é basquetebol, mas sim futebol, o desporto das multidões. O Recreativo vai dar o arranque. A cidade do Cubal tem o dever de estar presente no campeonato do seu distrito e como tenacidade não falta às gentes cubalenses, por que não na prova máxima da Província?
Porém, faço daqui um pedido a todos os cubalenses. Nada de politiquices clubistas. Uma equipa, mas válida. Neste caso, que envergue a camisola do Recreativo, mas que para além de simples equipa de clube, seja a verdadeira representação de uma cidade, estuante de vida e de querer. Nada de dispersão de valores. O Recreativo deu o pontapé de saída. Que todos os cubalenses se juntem em volta da bandeira do mesmo. Se todos forem unidos e derem o seu contributo sincero, desde já podemos afirmar: temos equipa para largos voos.
Portanto, amigos do Cubal: corações ao alto e lembrem-se do velho ditado: «A união faz a força».
NOVAIS DA SILVA"
Hoje, 27 de fevereiro de 2025, o meu querido pai Raúl faria 91 anos. Partiu em abril de 2020, no meio da pandemia, sem a assistência que merecia, deixando em mim uma dor que não passa, uma ausência que não se apaga.
Nesta fotografia, vejo mais do que uma imagem: vejo o amor, a proteção e a força do meu herói. O homem que me acompanhou, que lutou por mim, que me ensinou o valor da vida e do amor incondicional.
Hoje, chove em Lisboa, tal como chovia no dia 6 de abril de 2020, quando o céu também chorava a sua partida. Mas, apesar da tristeza, guardo no coração as lembranças, o carinho e a certeza de que este amor nos une para sempre.
Feliz aniversário, meu pai. Continuas vivo em mim.
Rui Gonçalves (Ruca)
Uma imagem em particular destaca-se: uma jovem Muhanha com adornos intrincados nas tranças. Estes adornos não são apenas enfeites estéticos; são símbolos carregados de significado cultural, refletindo a identidade e a herança da tribo. Outra foto mostra um grupo de pessoas em pé, provavelmente durante uma reunião comunitária, com várias outras figuras ao fundo, vestindo diferentes tipos de roupas, incluindo chapéus e jaquetas.
Noutra imagem, vemos um grupo de pessoas, algumas sem camisa, num ambiente rural ou tribal, sugerindo um contexto cerimonial. A estrutura de palha ao fundo reforça o cenário de aldeia. Além disso, há uma fotografia de indivíduos de costas, vestidos com trajes tradicionais, incluindo cocares e saias em camadas, participando numa atividade comunitária.
Uma das fotos mais tocantes mostra um grupo de pessoas, algumas com coberturas para a cabeça e outras carregando itens nas costas, em um cenário natural. Este momento congelado no tempo é um vislumbre da vida diária e das interações sociais dentro da tribo.
António Valadas, com a sua paixão por história e geografia, conseguiu capturar estas nuances etnográficas com uma sensibilidade e compreensão raras, contribuindo imensamente para a documentação visual da cultura Muhanha. Infelizmente, a transição de Angola para Portugal trouxe consigo uma perda incalculável. Muitas das imagens capturadas por António Valadas foram destruídas pela chuva, privando-nos de um património cultural que seria inestimável. No entanto, as fotografias que sobreviveram, partilhadas generosamente pela filha Fernanda Valadas, continuam a servir como janelas preciosas para um passado culturalmente rico e diversificado.
Estas imagens não são apenas registros visuais; são narrativas silenciosas que falam de um mundo de tradições, de histórias não contadas e de uma identidade coletiva que resistiu ao tempo e às adversidades. Cada fotografia é uma homenagem à resiliência e à beleza da tribo Muhanha, e ao olhar atento de António Valadas, cujo legado fotográfico continua a inspirar e a educar.
Nota do autor: caso seja verificado alguma incoerência histórica ou outra, no texto que publico, queiram por favor dar-me nota. Obrigado Ruca
Fotos: família Valadas
Pesquisa em várias fontes online e livros/ Texto: Ruca
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foto1 |
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Foto 2 |
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foto 3 |
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foto 4 |
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Estas imagens, partilhadas pela São Múrias, mostra uma confraternização no Cubal, provavelmente nos anos 60. Na foto, podemos ver o pai da São, Armando Vinhais, Viana e outros amigos desfrutando de um momento de celebração e amizade. Este registro é um testemunho valioso das tradições e da vida social daquela época.
Identifiquem os restantes e corrijam se algo incorreto.
Ruca
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Foto 1: Armando Vinhais, Viana e......? |
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Foto 2: Chefe Cardoso com esposa e filhos , alguns polícias e São Múrias |
Que incrível documento histórico! Parece ser uma imagem cheia de memórias e significados.
A fotografia partilhada por Fernanda Valadas é um verdadeiro tesouro do Cubal dos anos 40. Nela, observamos uma caçada que reúne o pai Valadas, com capacete e arma na mão, o jovem Toninho Valadas e a saudosa Olga Valadas. Este registo não é apenas um vislumbre de uma época passada, mas também um testemunho do espírito aventureiro e ecletismo dos cubalenses.
Este momento capturado nos anos 40/43 ou 44, além de eternizar a união familiar e a coragem dos caçadores, transporta-nos para um período em que o Cubal e os cubalenses viviam intensamente cada desafio. Embora alguns dos indivíduos na imagem permaneçam desconhecidos, é inegável que todos eles contribuíram para a rica tapeçaria histórica da nossa região.
Convido todos os visitantes e leitores do nosso blogue cubalense a participarem, ajudando-nos a identificar os intervenientes desta memorável caçada. Se alguém tiver informações adicionais, sua contribuição será de imenso valor para preservar e homenagear a memória dos campeões daquele tempo.
Ruca
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Pessoal, vamos lá identificar os campos! |
O Cubal, com a sua rica história e diversidade cultural, sempre se destacou pelo seu ecletismo, abrangendo desde o desporto até às artes e à educação. Esta imagem é um testemunho desse ecletismo, mostrando como o desporto unia a comunidade e celebrava o sucesso dos nossos jovens.
Agradecemos à Fernanda Valadas por partilhar esta memória preciosa e ao Júlio Gil Barros da Foto LIG por captar este momento histórico.
Convido todos os cubalenses a juntarem-se a nós na identificação dos campeões nesta fotografia e a partilharem as suas próprias memórias e histórias do Cubal. Juntos, podemos preservar e celebrar o nosso rico património cultural.
Visita o nosso blogue
Ruca
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Fernanda Valadas,Gaspar Almeida, Gilda Cid e Loca |
A fotografia captada por Gil da Foto Lig Cubal, juntamente com o recorte do jornal "O Comércio" de 26 de junho de 1966, oferece-nos um vislumbre fascinante do Cubal e de Angola num período crucial da sua história. A imagem centraliza-se no Concurso de Tiro de Guerra, um evento promovido pela Organização de Defesa Civil, onde Fernanda Valadas se destaca ao conquistar o 1º lugar na competição de tiro com pistola Walter. Ao seu lado, encontramos Gilda Cid (prima da Paula Xavier) e Locas, figuras que também fazem parte da memória coletiva do Cubal.
No entanto, esta fotografia não é apenas um registo de um evento local. É um documento histórico (obrigado Nanda!) que nos transporta para um tempo marcado por tensões políticas e sociais. Em 1966, Angola encontrava-se em plena Guerra Colonial, um conflito que opunha o regime português aos movimentos de libertação angolanos. O recorte do jornal "O Comércio" reflete essa realidade, com um artigo que denuncia a "tenebrosa ação destrutiva" da rádio comunista nas suas emissões para África. Este discurso, típico da época, revela a preocupação do regime português em controlar a informação e em combater a influência do comunismo, que era associado aos movimentos de libertação.
Neste contexto, o Concurso de Tiro de Guerra ganha um significado adicional. Não era apenas uma competição desportiva, mas também uma forma de mobilização e de preparação da população para a defesa do território. A Organização de Defesa Civil, responsável pelo evento, desempenhava um papel importante na organização da resistência contra os movimentos de libertação.
A presença de figuras femininas como Fernanda Valadas e Gilda Cid na fotografia também é digna de nota. Numa época em que o papel da mulher era frequentemente relegado ao espaço doméstico, a sua participação num evento público e associado à defesa do território demonstra a sua crescente importância na sociedade angolana.
Em suma, a fotografia e o recorte do jornal "O Comércio" são documentos históricos valiosos que nos permitem compreender melhor o Cubal e Angola em 1966. Eles revelam um tempo de mudança, marcado por tensões políticas e sociais, mas também pela participação ativa da população na construção do seu futuro.
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imagem 1) Da esquerda para a direita, em pé, estão: João Camilo, Mota Veiga, Lino e Brito. Agachados, da esquerda para a direita: Farinha, João Silva e Guei |
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Imagem 2) Pormenor de 2º plano quem são? Amílcar Vinhais(?) e.... (?) |
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Imagem 3 : Quem são ?___________- |
Nesta fotografia histórica, captada no recinto do Clube Desportivo Ferrovia do Cubal, imortaliza-se um momento especial da equipa do Instituto Liceal do Cubal. Em pé, da esquerda para a direita, vemos João Camilo, Mota Veiga, Lino e Brito. Agachados, Farinha, João Silva e Guei completam o grupo.
O ano de 1965 ficaria marcado por muitos desafios e conquistas, mas também por ares de mudança em Angola. No desporto, o espírito de equipa e a dedicação eram o motor que movia jovens atletas a defender com orgulho as cores do Instituto.
No fundo da imagem, observa-se a plateia atenta (pormenor nas imagens 2 e 3) , testemunha do fervor competitivo e da paixão pelo futebol de salão. Esta é mais do que uma simples fotografia; é um pedaço da história do Cubal e da juventude que viveu intensamente aqueles tempos.
Ruca
Esta fotografia, captada no Cubal em 1965, regista um momento solene de homenagem ao Alferes Vilela Brazão. À mesa, num ambiente formal, vemos figuras que marcaram aquele tempo, incluindo Alferes Baptista, Fernanda Valadas, o homenageado, Inspetor Marques Monteiro, Mário Fernandes e Chefe Cardoso.
A disposição elegante da mesa e a seriedade dos presentes refletem o respeito e reconhecimento pelo serviço prestado pelo homenageado. O Cubal, naquele período, era palco de encontros sociais e cerimónias como esta, onde laços de camaradagem e apreço eram celebrados.
Este recorte de jornal não é apenas um testemunho de um evento específico, mas também uma valiosa peça de memória da comunidade cubalense. Se alguém tiver recordações deste momento ou informações adicionais, partilhe nos comentários e ajuda-nos a reconstruir a história vivida!
"O blog "CUBAL Angola - Terra amada!" é uma plataforma dedicada à preservação e partilha das memórias da cidade do Cubal, em Angola. Criado e mantido por Ruca (rui gonçalves), este espaço virtual tem como objetivo reunir fotografias, histórias e testemunhos dos tempos em que a comunidade vivia no Cubal, promovendo uma ligação entre antigos residentes e amigos da cidade.
Desde a sua criação, o blog tem sido um repositório valioso de conteúdos históricos e culturais. Entre as publicações destacam-se, entre outros conteúdos, eventos familiares, relatos de eventos desportivos, como partidas de futebol e basquetebol que marcaram a vida social da cidade. Além disso, são compartilhadas fotografias antigas que captam momentos significativos, como eventos sociais e culturais, proporcionando uma viagem visual ao passado do Cubal.
A iniciativa de Ruca foi reconhecida pela sua contribuição para a preservação da memória coletiva. Em dezembro de 2008, a revista "Exame Informática" analisou o blog, destacando a sua temática única e a riqueza de fotografias e imagens alusivas à comunidade portuguesa radicada no Cubal antes de 1975. Esta menção evidencia o impacto positivo do blog na comunidade e sua relevância como fonte de informação histórica.
Um dos aspectos mais notáveis do blog é o convite constante à participação dos leitores. Ruca encorajou os cubalenses e amigos do Cubal a enviarem suas memórias, fotografias e histórias, reforçando o sentido de comunidade e colaborando na construção deste arquivo digital. Esta abordagem participativa não só enriquece o conteúdo do blog, mas também fortalece os laços entre aqueles que possuem uma ligação afetiva com o Cubal.
Em suma, o blog "CUBAL Angola - Terra Amada!" desempenha um papel crucial na preservação das memórias e histórias da cidade do Cubal. A dedicação de Ruca em criar e manter este espaço, aliada à participação ativa da comunidade, garante que as recordações e emoções associadas a esta terra amada permaneçam vivas e acessíveis para as gerações futuras."
A minha gratidão a quem me remeteu esta análise e que não se identificou no email.
Ruca
Este recorte de jornal de 18 de Janeiro de 1965 transporta-nos para uma época em que o Clube Ferrovia do Cubal, com um espírito vibrante, promovia o desporto como pilar de desenvolvimento social. As equipas de futebol, voleibol, basquetebol, ténis de mesa e futebol de salão, treinavam com fervor, alimentando sonhos e unindo a comunidade. O artigo destaca não só os benefícios físicos do desporto, mas também o seu papel crucial na formação moral dos jovens.
Revive connosco este capítulo da história do Cubal, onde o desporto era sinónimo de esperança e progresso.
Algumas informações adicionais sobre o Clube Ferrovia do Cubal (por pesquisa)
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Equipa de basquetebol do Clube Desportivo Ferrovia do Cubal |
O entusiasmo do público, a dedicação dos atletas e dirigentes, e a paixão pelo desporto são evidentes nas palavras do jornalista. O Cubal revela-se um lugar onde o desporto era mais do que uma competição, era um catalisador de emoções, união e orgulho.
Que o desporto continue a ser a força motriz que impulsiona o Cubal para um futuro de glórias e prosperidade!
Ajuda-nos a manter viva a chama da história do Cubal!
Juntos, vamos construir um futuro ainda mais brilhante para o desporto e para o atual Cubal!
Obrigado
Ruca
A convite do Clube D. Ferrovia, do Cubal, deslocaram-se àquela vila no último fim de semana a equipa feminina de basquetebol do Sporting do Lobito e a de futebol de salão da Companhia Eléctrica (campeã corporativa), a fim de ali realizarem encontros com equipas da vila e de regiões vizinhas.
Na primeira jornada o Recreativo defrontou o Ferrovia tendo este vencido por 2-0, depois de uma partida animada em que qualquer dos grupos procurou chamar a si a supremacia do jogo. No encontro a seguir entre a CELB e a Cassequel (Chimboa) a primeira venceu por 10-3, resultado que patenteia bem a sua superioridade.
Domingo defrontaram-se primeiramente os vencidos de sábado - Cassequel-Recreativo - cabendo o triunfo aos rapazes da Chimboa por 6-5 e depois os vencedores CELB-Ferrovia. Novamente os lobitenses se impuseram de maneira clara, ganhando por 8-2, conquistando, assim, a taça em disputa.
Antes deste encontro disputou-se o jogo de basquetebol feminino entre as equipas do Sporting do Lobito e Ferrovia. O recinto estava bem guarnecido de público que tributou à equipa local, que fazia a sua estreia, calorosos aplausos - consagração justa às atletas e dirigentes que se esforçam por elevar o desporto da Vila.
Como é natural, a equipa leonina, mais "rodada", venceu mesmo sem ter realizado a exibição que está perfeita- mente ao seu alcance. A arbitragem, também terá contribuído para isso. Na turma estreante, salientou-se Fernanda Valadas, com alguns "apontamentos" que deixaram prever estar ali uma boa jogadora em embrião. O resultado foi favorável às sportinguistas por 28-6. Mas nada de desânimos Ferrovia! Há que continuar a trabalhar, sempre mais e melhor. Melhores resultados hão-de vir.
As representações desportivas foi depois oferecido um jantar, tendo os "capitães" da CELB e do Sporting recebido então as taças conquistadas.
Uma nota ainda sobre o simpático acolhimento dispensado às "caravanas" lobitenses, que regressaram verdadeiramente sensibilizadas.
F. M. B.
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Notícias de boa fonte dizem-nos que o Sporting Club do Lobito projecta organizar um torneio quadrangular de basquete feminino.
Esse torneio, integrado no programa comemorativo do seu 31.º aniversário, está previsto para os próximos dias 27 e 28 do corrente, nele tomando parte além da equipa leonina, Lusitano Sport Club e Club Ferrovia, do Cubal, que assim retribui a visita que o Sporting lhe fez no último fim de semana. A quarta equipa será, provavelmente, a do Catumbela.
O clube leonino continua, assim, a dispensar especial atenção ao basquete feminino e a contribuir para a sua valorização.
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Clube Desportivo Ferrovia do Cubal x Sporting Clube do Lobito |
O artigo de 16 de novembro de 1964 do Jornal o Comércio de Luanda transporta-nos para um Cubal vibrante e cheio de energia, onde o Clube Desportivo Ferrovia se destacava na promoção do desporto e na união da comunidade. É de salientar como, mesmo perante as dificuldades da época, o clube era capaz de mobilizar pessoas de todas as idades e origens em torno de eventos desportivos e sociais.
O torneio de futebol de cinco e a partida de basquetebol feminino são exemplos eloquentes de como o desporto era uma paixão local, capaz de reunir equipas de diferentes localidades, como o Grupo Desportivo da Chimboa, a Casa do Pessoal da Companhia Eléctrica Lobito-Benguela e o Sporting do Lobito. Estes eventos demonstram o alcance e o impacto positivo do clube na região, promovendo a competição saudável e o convívio entre os participantes.
Para além das competições, o artigo destaca a importância do "Conjunto Ferrovia" como símbolo da cultura e da animação no Cubal. A música e a dança eram elementos essenciais na vida da comunidade, proporcionando momentos de lazer e descontração após os eventos desportivos. O baile animado pelo conjunto, onde Fernanda Valadas foi eleita "Desportista do ano", é um exemplo de como o clube promovia a integração e a celebração entre os seus membros.
É crucial preservar e celebrar estes momentos, pois eles fazem parte da rica história do Cubal. O Clube Desportivo Ferrovia desempenhou um papel fundamental na construção da identidade local, incentivando a prática desportiva e promovendo eventos sociais que uniam a comunidade. Que este artigo sirva de inspiração para continuarem a construir um futuro promissor para o Cubal, sempre com o desporto, a cultura e a união como pilares.
Gostaria de convidar os leitores do nosso blogue a partilharem as suas próprias memórias e histórias sobre o Cubal. Se participaste em algum evento organizado pelo Clube Desportivo Ferrovia, Clube B Recreativo do Cubal ou se tens alguma lembrança especial sobre o "Conjunto Ferrovia", por favor, deixa um comentário abaixo. A tua contribuição é muito importante para enriquecer o património cultural da região e manter viva a chama da nossa história cubalense.
Ruca
Transcrição do Jornal "O Comércio" de Luanda
POR INICIATIVA DO CLUBE FERROVIA
O CUBAL ESTEVE DE NOVO EM FESTA
COM A REALIZAÇÃO DE VÁRIOS JOGOS
DE BASQUETEBOL FEMININO E DE FUTEBOL DE CINCO
LOBITO (Da nossa Delegação) — O Clube Desportivo Ferrovia do Cubal, apesar das inúmeras dificuldades que tem encontrado com a falta de técnicos para orientarem as suas equipas, organizou, nos dias 7 e 8, um interessante festival desportivo, com a participação das turmas do Grupo Desportivo da Chimboa e da Casa do Pessoal da Companhia Eléctrica Lobito-Benguela. Estas equipas e ainda as do clube organizador e do Clube Beneficente e Recreativo do Cubal, realizaram um torneio quadrangular de futebol de cinco, para disputa da Taça Ferroviários, que despertou o melhor entusiasmo entre a assistência.
Para apresentação da sua equipa de basquetebol, o Ferrovia convidou a turma do Sporting do Lobito, o que suscitou a natural curiosidade de todos os cubalenses.
No quadrangular de futebol de cinco, a vitória final pertenceu à equipa da Companhia Eléctrica que venceu, na primeira jornada, o G. D. Chimboa, por 10-3 e, no dia seguinte, o Ferrovia do Cubal por 8-2. Os vencedores mostraram, na verdade, possuírem o melhor conjunto, tanto técnica como tacticamente, sendo, por conseguinte, justa a vitória que conquistaram. O Ferrovia do Cubal, vencedor do Recreativo, por 2-0, classificou-se em segundo lugar, tendo o G. D. da Chimboa obtido a terceira posição, enquanto o Recreativo ficou no último posto.
No intervalo dos dois últimos jogos do «quadrangular», defrontaram-se as equipas de basquetebol feminino do Sporting Clube do Lobito e do Ferrovia.
As equipas apresentaram as seguintes formações:
SPORTING
Dalila, Conceição, Augusta, Maria Luísa, Rosa, Helena, Guilhermina, Graça, Etelvina e Maria Osório.
FERROVIA
Fernanda Valadas, Lilia Maria, Fernanda Silva, Celeste, Maria de Faro, Maria Teresa, Cidália Maria e Maria Gabi.
A partida foi disputada com entusiasmo, se bem que as visitantes demonstrassem superioridade em todos os capítulos do jogo. O Ferrovia do Cubal, que fez a sua estreia na modalidade, actuou com certa desorientação motivada pelo nervosismo que todos os seus elementos evidenciaram. Por esta razão, o resultado final foi 38-6, a favor das visitantes que, ao intervalo, já venciam por 20-2.
O resultado, no entanto, não conta, porquanto a derrota era de esperar e as basquetebolistas do Ferrovia estão na disposição de prosseguirem a sua preparação a fim de poderem fazer mais e melhor.
Após as competições, à noite, realizou-se um jantar oferecido pelo Ferrovia aos atletas e dirigentes dos clubes que colaboraram nesta jornada, que decorreu dentro do melhor espírito desportivo.
Seguiu-se um baile, no salão de festas, abrilhantado pelo já famoso «Conjunto Ferrovia», durante o qual a simpática Fernanda Valadas foi eleita «Desportista do ano», com 2.060 votos.
B.R.