Uma imagem em particular destaca-se: uma jovem Muhanha com adornos intrincados nas tranças. Estes adornos não são apenas enfeites estéticos; são símbolos carregados de significado cultural, refletindo a identidade e a herança da tribo. Outra foto mostra um grupo de pessoas em pé, provavelmente durante uma reunião comunitária, com várias outras figuras ao fundo, vestindo diferentes tipos de roupas, incluindo chapéus e jaquetas.
Noutra imagem, vemos um grupo de pessoas, algumas sem camisa, num ambiente rural ou tribal, sugerindo um contexto cerimonial. A estrutura de palha ao fundo reforça o cenário de aldeia. Além disso, há uma fotografia de indivíduos de costas, vestidos com trajes tradicionais, incluindo cocares e saias em camadas, participando numa atividade comunitária.
Uma das fotos mais tocantes mostra um grupo de pessoas, algumas com coberturas para a cabeça e outras carregando itens nas costas, em um cenário natural. Este momento congelado no tempo é um vislumbre da vida diária e das interações sociais dentro da tribo.
António Valadas, com a sua paixão por história e geografia, conseguiu capturar estas nuances etnográficas com uma sensibilidade e compreensão raras, contribuindo imensamente para a documentação visual da cultura Muhanha. Infelizmente, a transição de Angola para Portugal trouxe consigo uma perda incalculável. Muitas das imagens capturadas por António Valadas foram destruídas pela chuva, privando-nos de um património cultural que seria inestimável. No entanto, as fotografias que sobreviveram, partilhadas generosamente pela filha Fernanda Valadas, continuam a servir como janelas preciosas para um passado culturalmente rico e diversificado.
Estas imagens não são apenas registros visuais; são narrativas silenciosas que falam de um mundo de tradições, de histórias não contadas e de uma identidade coletiva que resistiu ao tempo e às adversidades. Cada fotografia é uma homenagem à resiliência e à beleza da tribo Muhanha, e ao olhar atento de António Valadas, cujo legado fotográfico continua a inspirar e a educar.
Nota do autor: caso seja verificado alguma incoerência histórica ou outra, no texto que publico, queiram por favor dar-me nota. Obrigado Ruca
Fotos: família Valadas
Pesquisa em várias fontes online e livros/ Texto: Ruca
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Tudo isso é um colírio para os meus olhos, emborabnão me lembre muito bem da ocasião e local das fotos.De qq modo mexe bastante com meu coração sabendo da nossa procedência! Obg prá vcs.
ResponderEliminarChico valadas.
ResponderEliminarObrigado, querido amigo Chico Valadas! A vossa generosidade em partilhar documentos como estas fotos, e a da tua mana Fernanda, tem sido de uma riqueza inestimável. A vossa disponibilidade, juntamente com a de outros cubalenses que compreenderam a importância de reunir as nossas memórias num só lugar, permite-nos perpetuar estes momentos tão especiais.
ResponderEliminarEmbora a memória da ocasião e do local exato das fotos possa estar um pouco vaga, a emoção que elas despertam é inegável. Saber da nossa procedência, das nossas raízes, é algo que toca profundamente o coração.
Agradeço imensamente a todos vocês por este presente, por nos permitirem reviver um pouco da nossa história e fortalecer os laços que nos unem.