Texto no verso da foto:Pena
"Momentos que o tempo não apaga, gravados na alma de quem os viveu. Revive a história do Cubal através de fotografias e memórias partilhadas. Junta-te a nós nesta viagem ao passado!" Remete para: cubal.ruca@gmail.com Nota: Respeito pelas memórias: Se alguém da foto, ou familiar, preferir a remoção, por favor, entre em contato. Preservar a história e o respeito pelas memórias é o meu compromisso. Ruca
12 janeiro 2011
Reportagem do Emissor Regional do Cubal
Texto no verso da foto:Pena
Professoras do Cubal
10 janeiro 2011
Notícias dos Cubalenses e amigos do Cubal - Nuno Valter
"Sou angolano,filho do já falecido Fernando Matos, irmão do Gelásio Matos meu tio,queria ser tb um amigo de todos os cubalenses.....abraços."
Nuno Valter Matos
***********************
Caro Nuno,
Bem-vindo,
Abraço
Ruca
05 janeiro 2011
"Vidas Reais - O seu culto", por Eduardo A. Flórido
Devido à insistência, que considero mesmo esmagadora, de pessoas por quem nutro e continuarei a nutrir grande simpatia, e pelos diversos pedidos que me foram feitos, senti a necessidade de partilhar um conjunto de histórias vividas no passado. Algumas delas testemunhei diretamente, outras observei, mas todas são reais e fidedignas, com o meu testemunho e o de muitos outros (que me desculpem por os expor).
Estas histórias retratam situações caricatas da nossa juventude rebelde, mas autêntica, numa época em que a liberdade era conquistada a qualquer custo, por vezes até com uns golpes de karaté, praticados por cintos já experientes e bem torneados, com os quais eu próprio era presenteado em casa, após algumas das minhas façanhas menos recomendáveis, que eram quase diárias.
Peço desde já desculpa àqueles que irei mencionar, dentro de certos limites, que não prejudicarão a dignidade de ninguém, mas servirão apenas como uma doce lembrança das nossas aventuras de um passado ainda recente, apenas 480 meses (40 anos, meu Deus!). Espero que estas histórias nos façam recordar os tempos passados e comparar com o presente.
Tentarei ser fiel à narração dos acontecimentos, salvaguardando sempre, se necessário, a identidade dos envolvidos, embora acredite que não será preciso. Estas histórias suculentas e agradáveis irão certamente surpreender muitos dos que aqui forem mencionados.
Este espaço será dedicado a: VIDAS REAIS - O SEU CULTO.
Quero dedicar esta primeira HISTÓRIA DE VIDAS REAIS à memória da minha querida e falecida mãe, e a todas as mães do Cubal e de África, especialmente às mulheres negras que, com histórias semelhantes, foram e são grandes mulheres, com uma capacidade de sofrimento pelos seus que me comove profundamente. Ao ver o tratamento que algumas pseudo-madames dão aos seus familiares, sinto ainda mais a falta da minha mãe, que partiu a 29 de dezembro de 2007. Agradeço a Deus por me ter dado uma mãe tão especial, que cumpriu a sua missão na Terra.
Pretendo partilhar mensalmente novas histórias, recordando momentos e lugares do passado. Espero que esta rubrica no blog do meu querido sobrinho Ruca seja do agrado de todos os Cubalenses, e que sirva para recordar momentos inesquecíveis.
P.S. Um cumprimento especial ao Canais e peço desculpa por corrigir uma informação: no jogo contra o Atlético Clube de Portugal, o resultado final foi 5-3 a favor do nosso Recreativo, e não 3-3. Tal como o Canais referiu, perdíamos 0-3 ao intervalo, mas na segunda parte marcámos 5 golos sem sofrer nenhum. Nessa altura, jogava o Baltazar (com quem falei recentemente no seu restaurante), que no ano seguinte ingressou no Sporting. Jogava também o Leitão (genro do Valentim) e a equipa do Atlético era treinada pelo inglês Ted Smith, que ficou impressionado com a exibição do nosso pequeno (na estatura) grande jogador, o negrinho Brinca na Areia (penso que se chamava Quim). A sua exibição foi tão notável que Ted Smith quis levá-lo para Portugal, mas desistiu ao saber que ele tinha 34 anos. Curiosamente, o Atlético venceu todos os jogos em Angola, exceto contra o Cubal, a única equipa africana a derrotar o clube da Tapadinha.
A todos os Cubalenses, votos de um ano de 2011 cheio de coisas boas (ótimas).
Eduardo A. Flórido
Malangatana, o ''imbondeiro da cultura''
Pensar alto
Pensar alto
Sim
às marrabentas
às danças rituais
que nas madrugadas
criam o frenesi
quando os tambores e as flautas entram a fanfarrar
fanfarrando até o vermelho da madrugada fazer o solo sangrar
em contraste com o verdurar das canções dos pássaros
sobre o já verduzido manto das mangueiras
dos cajueiros prenhes
para em Dezembro seus rebentos
dançarem como mulheres sensualíssimas
em cada ramo do cajual da minha terra
mas, sim ao orgasmo
das mafurreiras
repletas de chiricos
das rolas ciosas pela simbiose que só a natureza sabe oferecer
mas sim
ao som estridente do kulunguana
das donzelas no zig-zague dos ritos
quando as gazelas tão belas
não suportam mais quarenta graus à sombra dos canhueiros em flor
enquanto as oleiras da aldeia, desta grande aldeia Moçambique
amassam o barro dos rios
para o pote feito ser o depositário
de todo o íntimo desse Povo que se não cala disputando
ecoosamente com os tambores do meu ontem antigo.
(Valente Malangatana)
01 janeiro 2011
31 dezembro 2010
30 dezembro 2010
Resposta ao Eduardo Flórido - Noções reais
Obrigado ao Carlos Canais e ao Eduardo Flórido, por nos darem este prazer de revivermos "momentos cubalenses"
Podem continuar caros amigos e a esperança é que mais amigos se juntem a nós nestas histórias...
Abraço e Boas Festas.
Rui Gonçalves (Ruca)
Notícias dos Cubalenses e amigos do Cubal - Luís Monteiro
Forte abraço
Luís Monteiro
30/12 às 16:27
27 dezembro 2010
Recreativo do Cubal- Uma Equipa de Estrelas
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Para a equipa de Estrelas - Recreativo Cubal,alguns nomes que me lembro:
G.R. Carrasqueira senão me engano,Tito,Telmo,será o Pompilio,?,Mendes,Tr.Jacinto Marques.
Será José Maria,Canais,Eusébio,Mandinho,será Cristina,?
A minha pequena colaboração.
Saudações Cubalenses.
Rui Bordalo de Carvalho
O Primeiro de pé á esquerda é o Enfº Duarte que era do CFB.
E o primeiro em baixo da esquerda é o Quim, não é o Zé Maria. O Zé Maria que me lembro era o falecido Pumumu (creio que é assim que se escreve)
Abraço a todos
Tomané
Notícias dos Cubalenses e amigos do Cubal - Magda Barbêdo Pinto (filha do "Mandinho")
Feliz Natal para si e sua família.
Procurava algo sobre o meu Idolo (o meu Pai) e acabei por descobrir o seu blog (aqui neste link). E graças a si, certamente quando o meu paizinho tiver conhecimento vai adorar rever certas fotos daqui.Um muito obrigado
Magda Barbêdo Pinto
(filha do "Mandinho")
Recreativo do Cubal - 1 * Mambroa - 1
Artigo extraído do semanário "A Palavra" de 15 de Junho de 1973
23 dezembro 2010
NOÇÕES REAIS - NATAL DE 2010 , por Eduardo A. Flórido
14 dezembro 2010
Notícias dos Cubalenses e amigos do Cubal - Rui Machado Correia
13 dezembro 2010
12 dezembro 2010
Missão Católica do Cubal

Missão Católica do Cubal
09 dezembro 2010
Comentários da Lourdes Morais
08 dezembro 2010
Momento de reflexão - 2010, por Eduardo Flórido
*Eduardo@ugusto.
(Reservados Direitos de Autor)
Tradição de Natal, família de Isa Valadas (Greatbatch)
Ponto de encontro - Dinis Chaves - Luísa Chaves
Assunto: contacto de um primo
Caros amigos,
Hoje confirmei, atraves do vosso blog e ao mostrar aos meus pais uma foto do eduardo dinis chaves, que ele é meu primo. aliás, foi uma emoção enorme porque, ao fim de 35 anos, a minha mae diz que ele tem a cara da prima Idalina - mãe do eduardo.
se fosse possível, gostava muito de ter o contacto dele.
por favor, digam-lhe que sou a filha mais velha do luis e da rosita da baía-farta.
o meu contacto, por esta via: luisa.chaves@gmail.com
muito obrigada
Luisa Chaves
*************
Olá Luisa,
Vou articular o V. encontro. Vai à tua cx de email.
Abraços
Ruca
Uma carta do Eduardo
Ali, nesse teu interior, onde um dia acordei para a vida, passei a liberdade da despreocupação, sem nunca me ter cuidado com pensamentos que anos volvidos, continuo a ser assaltado, mas não com dúvidas, apenas e atenção, sem recalcamentos o que diga-se não deixa de ser importante, do que seria o futuro… A incógnita do hoje, na pergunta surpreendente, o que será o amanhã? Apenas divagações que valem o que valem, sem serem importantes acabam por serem sujeitas de uma qualquer cena, em que o predicado forçosamente será a acção de um qualquer complemento em que eu sou o directo, (ah! Português, o que fizeram de ti língua de Camões, acordos ortográficos? bah!!!) e onde por indirecto figurará forçosamente, alguém presente, passado ou futuro (?), de um qualquer advérbio de tempo, que ousará certamente aparecer, para dar continuidade a uma silhueta evidencialista , nunca proclamada, mas sempre torneada, lei da metafísica, como se duma metáfora se tratasse, coisas… Ali fui criado, crescendo em liberdade, numa família de 4 manos, irmã (JÚLIA) a menos nova, outro irmão (JOAQUIM MANUEL) um pouco mais velho do que eu, e o benjamim do reinado FLÓRIDO (ANTÓNIO), o mais novo, logo eu considerado o do meio, (e como no meio é que está a virtude, ai a felicidade do meu ego)… Lembro-me das minhas primeiras brincadeiras, das minhas primeiras asneiras, das minhas corridas de arco, das corridas de bicicletas, onde ganhava e perdia tudo que havia para vencer, dos meus primeiros namoros (ahahahaha, ao seis, sete anos),a minha primeira professora (Dª CARMELINDA) e assim andando não esquecendo o futebol, e tudo mais que havia para vencer, estava instalada a febre da competição, mas atenção essa dita teria tb., de chegar aos estudos caso contrário fechar-se-ia a torneira a tudo que era considerado diversão e as baterias seriam apenas apontadas à escolinha. Sei que vou parecer por aquilo que seguidamente irá para o ar, um fascista de eleição, não nada disso apenas me move um sentido de justiça que jamais abnegarei, frequento com orgulho a antiga Mocidade Portuguesa, em Angola, e sabia lá eu com 12/13 anos, o que seria o fascismo, socialismo, ou capitalismo, apenas definições de escola, (adulto depois fiz a diferenciação com conhecimentos pessoais e grandes leituras a que fui sujeito) já que de todo seria impensável falar-se em política, (muito menos precisávamos) numa ditadura que tb., atingia aquela antiga colónia portuguesa… Digo sem medos e receios apenas com verdade, senti-me importante, porque, e possivelmente pela diferença, mas que me senti importante lá isso foi verdade… E vencendo barreiras, criando situações, vivendo, acontece a dor… O EXÉRCITO. Aqui o inimaginável aparece e o menino Eduardo de repente transforma-se em homem: Amor e guerra, EM TODO O SENTIDO DA PALAVRA, palavra essa que essencialmente serve tb., e ainda, para ter encontrado soluções a muitos problemas que foram acontecendo, mas que felizmente nunca foi necessário recorrer ao extremo para salvar situações: o diálogo é a fonte mais bendita que DEUS nos prestou ao conceder-nos a Fala… Mas a noite está linda e eu não quero tocar-te com nada, apenas adoraria que ouvisses o que agora começa a tocar e que eu sem saber, ou talvez saiba (?) te dedico carinhosamente "I'm qualifield to satisfy you". És uma experiência que nunca me tinha acontecido, tu és uma história que eu não quero que fique por inventar (Vítor Espadinha), apenas pressinto em ti, a complementaridade com que tenho muito gosto de falar, e com quem me apetece estar, e pouco me recordo de ti, embora muito já se tenha adiantado, mas nas ausências sinto a permanência, o bafo o cheiro dessa terra molhada (saudades), o riso, fazes parte da minha integridade o que não deixa de ser fascinante, porque nem me dou ao cuidado de te imaginar agora, apenas te sinto nestas frias brisas que me sopram e me falam dos teus ricos e espontâneos perfumes terrestres, e essencialmente me trazem o teu pensamento ao encontro do meu "EU"… Interessante mas acredita, nada me tinha acontecido de algo parecido, desta, direi mesmo emocionalidade, há envolvências, mistérios, doces, cheiros e sabores, que me transportam à tua silhueta, e eu calo-me, porque quando chegas, em pensamento, com o teu manto, através do virtual, é como se algo que espero me tivesse invadido de repente, e dou-me ao luxo de devorar, numa primeira apreciação, tudo o quanto me dizes, mas depois calma, terna e sossegadamente diluo-me, no prazer da tua lembrança, deleitando-me na sublimidade da tua forma de expressão… És bálsamo docemente ardente, que quero, ainda a voltar sentir… Hoje, ao ler um livro, captei diversas intencionalidades, dum poema Japonês, extraí: HÁ DUAS COISAS QUE NÃO SE ALTERAM DESDE QUE O TEMPO É TEMPO: O CORRER DA ÁGUA E A MANEIRA DOCE E ESTRANHA DO AMOR. Duma antiga canção egípcia transcrevo: O MEU PENSAMENTO EM TI, ESTÁ MISTURADO COM O MEU PRÓPRIO SENTIDO DE SER… E para finalizar WILLIAM SHAKESPEARE: O AMOR NÃO VÊ COM OS OLHOS, MAS COM O ESPÍRITO… Continuo a minha viagem de lembranças, mas agora com os olhos marejados, lágrimas que teimam em não deixar de correr, pela maravilhosidade destes despertares adormecidos… Obrigado e até um dia destes, minha querida e doce terra amada…
04 dezembro 2010
E porque o Natal vem aí.... (por Isabela Valadas)
02 dezembro 2010
Cubalenses e eventos, por Luisa Espinola.
28 novembro 2010
Jovens cubalenses de 1962 numa corrida de bicicletas, por Helena Carvalho
27 novembro 2010
Estudantes do Ano Lectivo 1964 - 65
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Nesta foto: Manuel Araujo, Esmeralda Coelho, Anabela Simões (fotos), Luis Lino, Fernanda Valadas, Joao Camilo, Alexandrina Coelho, Cidalia, Celeste Almeida, prima da Celeste (Luisa) |
Cubalenses amigos, por Augusto Pessoa
1 Fernando da Silva Vilares, presidente da C.M.C ; José Maria de Oliveira (?) Abílio da Silva, maquinista do C.F.B. e a minha querida Amélita |
*I) à pergunta "QUEM SÃO?: Três miúdos bem identificados e que viviam felizes partilhando uma verdadeira amizade. Abraço Ruca
3 D.Lurdes Vilares, e professoras da Escola, no aniversário de m/filho, o mais alto na foto ;-) |
Cubal de Ontem, por Augusto Pessoa
1 Foto da minha casa, bi-familiar, que seria a 4ª/5ª, onde morei com a família, tendo como inquilino o meu amigo Ramos que trabalhava na C.M.C. na outra parte bi-familiar. |
2 A minha 1ª casa, onde moramos, e vocês*, mais tarde (*Júlia, Raúl e Ruca) |
3 Estacas para marcação da minha 2ª casa, vendo-se ao fundo, a 1ª casa |
4 A minha 3ª casa, onde morou o Sr. Enfermeiro do Hospital do Cubal, mais tarde alugada aos Senhores BOAVIDA, do C.F.B |
B.t. Amigo RUCA.
Mais uma vez, cá estou a relembrar a nossa terra. Tentarei identificar (nas legendas).
Assim que tiver mais recordações, vou enviando.
Cumprimentos a teus pais e um abração para ti e Cubalenses.
Belos testemunhos que nos envia. Obrigado pela partilha. Um agradecimento especial pela imagem 2. Aquela casa que me lembro tão bem (com a imagem na parede) e que a tenho tão presente na memória, apesar dos meus 4-5-6 anos. Ali passei, juntamente com o V. filho Ivo Sérgio, talvez os momentos mais felizes da infância. OBRIGADO!
Abraços a todos vós.
Ruca