13 janeiro 2026

O sabor da infância: A algazarra do lanche na Escola 40

O sabor da infância: A algazarra do lanche na Escola 40

Alunos no lanche escolar
Cedência: Prof. Bia Olívia Borges (Abreu) | Restauro digital: Blogue Cubal Angola

Se na imagem anterior a solenidade e o porte distinto dos nossos mestres imperavam, aqui a vida explode em toda a sua inocência e rebuliço. Damos continuidade à partilha do espólio gentilmente cedido pela professora Bia Olívia Borges (Abreu), mergulhando agora no coração pulsante da Escola Primária n.º 40: os seus alunos.

É a hora sagrada do lanche. As mesas compridas, dispostas em filas que parecem não ter fim, estão repletas de pão e de merendas. Ao olhar para estes rostos miúdos, quase conseguimos sentir o cheiro daquele pão fresco e ouvir o zumbido inconfundível das conversas cruzadas, das risadas tímidas e daquela energia irrequieta que só as crianças possuem.

É um retrato fascinante da diversidade e da união que se vivia naquele espaço. Meninos de gravata e camisa engomada ao lado de colegas de vestido simples, todos irmanados pelo mesmo ritual. Uns olham para a câmara com a curiosidade típica da idade, outros, mais gulosos ou distraídos, não perdem tempo e saboreiam o lanche, alheios à posteridade do momento.


O Natal de 1969: Um postal colorido pela saudade

Mas o baú de memórias da Prof. Bia reservava-nos mais uma surpresa, um tesouro que me toca de forma muito particular. Recuperámos e restaurámos duas versões (a original e a colorida) de um Lanche de Natal em 1969.



Restauro e Colorização: Blogue Cubal Angola

Neste registo festivo, o ambiente é de celebração. E é com imensa saudade que partilho convosco que eu próprio me encontro nesta imagem (ali no lado direito, de perfil), transportado de volta àquele momento mágico.

Lá ao fundo, como guardiãs atentas deste "rebanho", vislumbramos as senhoras professoras. A sua presença discreta na retaguarda lembra-nos que, para além de ensinarem o a-b-c, elas zelavam pelo bem-estar e pelo estômago dos seus pupilos.

Estes registos são cápsulas do tempo que nos perguntam: onde param estes meninos hoje? Quem mais se reconhece no meio desta multidão de palmos e meio, tal como eu me reconheci?

Ajudem-nos a dar nomes a estes rostos e a completar a história deste dia. Para reverem os mestres que olhavam por estas crianças (e que já identificámos no post anterior), cliquem abaixo:

Um agradecimento renovado à professora Bia Olívia Borges por nos permitir, através destas imagens, voltar a ser crianças no Cubal, nem que seja por breves instantes.

-Ruca

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