Hoje, 23 de Janeiro de 2026, o calendário marca mais do que uma simples data. Marca o pulsar de uma memória que completa 58 anos. Foi numa terça-feira, a 23 de Janeiro de 1968, que o Boletim Oficial de Angola (I Série, Número 19) trouxe a notícia oficial que a terra já sentia na pele e no trabalho: o Cubal ascendia à categoria de Cidade.
Revisitar a Portaria n.º 15 371 é reler o reconhecimento oficial da pujança da nossa terra. O documento, assinado pelo então Governador-Geral Camilo Augusto de Miranda Rebocho Vaz, justificava a elevação "tendo em consideração o grande desenvolvimento atingido no concelho do Cubal". Não foi um título oferecido; foi uma distinção conquistada pelo suor de quem desbravou mato, plantou o sisal e fez do comércio e da agricultura o motor daquela região de Benguela.
Naquele tempo, o apito do comboio do CFB não trazia apenas mercadorias; trazia o progresso que justificava a criação de um "Julgado Municipal de 1.ª classe" e cimentava o futuro de uma comunidade vibrante.
Mais tarde, em Abril desse mesmo ano, a Portaria n.º 23 325 viria eternizar a nossa identidade heráldica, concedendo-nos as armas que hoje, com orgulho, recordamos nas imagens comemorativas: o verde dos nossos campos, o boi passante de prata (símbolo da riqueza pecuária) e, claro, as três plantas de sisal de ouro, o nosso "ouro verde" que alinhava o horizonte.
Celebrar estes 58 anos não é apenas olhar para trás com saudade; é honrar o legado de todos os cubalenses que construíram aquela cidade tijolo a tijolo, memória a memória. Das avenidas poeirentas ou asfaltadas, do cheiro da terra molhada e da vida que fervilhava no mercado e na estação.
Como recordámos já no passado, no 41.º aniversário, a história do Cubal é feita de continuidade e de afeto.
Que esta imagem comemorativa, onde o bronze da medalha se funde com a vivacidade das nossas memórias, sirva de abraço a todos os que trazem o Cubal no coração.
Parabéns, Cidade do Cubal!
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Ruca