11 janeiro 2026

Professores e Mestres do Cubal: Do ensino técnico aos explicadores (Crónica IV)

Professores e Mestres do Cubal: Do ensino técnico aos explicadores (Crónica IV)


Nesta quarta e última crónica, subimos os degraus da nossa juventude. Se na primária aprendemos a ler o mundo, aqui começámos a desenhá-lo. Entre o som das limas nas oficinas e o silêncio respeitoso das aulas de letras, o Cubal preparava-nos para a vida adulta. Era o tempo em que o quadro de ardósia se enchia de fórmulas e sonhos, ritmado pela mesma sineta que nos acompanhava desde pequenos, ecoando nos corredores sob o olhar atento dos funcionários que eram a alma invisível destas casas.

🏫 Escola Industrial e Comercial D. João II

Aqui surgem memórias muito concretas ligadas ao ensino técnico e humano. Para quem deseja mergulhar nas imagens e registos já publicados sobre esta instituição, convidamos a rever estes momentos:

O corpo docente que forjou o futuro técnico da nossa terra, recordado com estima, inclui:

  • Professor Jorge Abreu – Nome incontornável e figura central do nosso ensino técnico e industrial.
  • Professores Largo, Franklin Ivens e Victor Martins – Mestres que impunham o rigor e o saber nesta instituição.
  • Mestre Augusto Mota – Pelos ensinamentos práticos e essenciais nos trabalhos oficinais.
  • Professor Carlos Falcão – A Matemática e o seu Ford Capri, uma imagem viva na memória coletiva.
  • Professor Maia – Figura icónica que atravessa gerações de alunos.
  • Padre José Ribeiro – Professor de Religião e Moral.
  • Professora de Educação Musical – Cujo nome aguarda identificação, mas cuja melodia permanece viva.

🏫 Escola Preparatória Trindade Coelho

Um pilar fundamental na transição escolar, onde os gestos humanos faziam toda a diferença:

  • Professora de Francês (1º Ano) – Recordada pelo exemplo de dedicação ao visitar a família de um aluno para incentivar o seu estudo.
  • Professor Barnabé – Responsável pela formação em Trabalhos Manuais.
  • Professora Lurdes Vilares – Recordada com carinho por Graça Queirós Osório.

🏫 Instituto Liceal do Cubal

O Instituto Liceal permanece como o símbolo da nossa formação académica superior na vila. Deixamos este espaço aberto para que novos nomes de mestres e funcionários possam ser aqui imortalizados pelos vossos contributos.

🧑‍🏫 Explicadores e o Saber Partilhado

Não podemos esquecer quem ensinava fora do sistema formal, em quintais e fazendas que eram autênticas extensões da escola:

  • Professora Lourdes Marta – Pelas lições dadas no quintal de sua casa.
  • Maria Laura – Na Fazenda Fernando Alberto.

Honramos a memória do avô e neto que partilharam a sede de aprender nas mesmas explicações — um símbolo do Cubal que nunca parava de crescer.

Nota Final: Estas fotografias que ilustram a nossa série são o espelho de quem fomos. Se detetar alguma incoerência ou quiser incluir novos nomes, por favor indique nos comentários do Facebook ou via e-mail.


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💬 Comentários e Memórias

Professores e Mestres do Cubal: O Quadro de Honra das nossas Escolas (Crónica III)

Professores e Mestres do Cubal: O Quadro de Honra das Nossas Escolas (Crónica III)


Nesta terceira crónica, abrimos o livro de honra das instituições que foram os verdadeiros alicerces do nosso saber. Mais do que nomes em pautas amareladas, estes mestres foram as figuras centrais que nos guiaram quando o mundo ainda era do tamanho da nossa vila. Graças à vossa generosa participação, estamos a reconstruir este puzzle de memórias onde os nomes se fundem com laços de sangue e percursos que cruzaram o coração do Cubal.

🏫 Escola Primária nº 40 – Cubal


A Escola Primária era o solo fértil onde a semente do conhecimento era lançada. Ali, entre o cheiro do giz, o som das batinas e o toque inconfundível da sineta do contínuo António, entre outros que serviram a nossa escola, não aprendíamos apenas a ler e a escrever; aprendíamos a ser. Era o primeiro degrau de uma escada que nos levaria ao futuro, e cada mestre era o guarda-faro que nos impedia de perder o rumo.


Dada a imensa riqueza fotográfica que fomos acumulando ao longo destes anos, convidamos todos a rever estas memórias visuais que são autênticos tesouros do nosso Cubal. São rostos que sorriem através do tempo, lembrando-nos de que a nossa história começou ali, naquele átrio, sob o olhar atento de quem acreditou em nós:

O quadro de honra da Escola 40, erguido com os vossos nomes e saudades, é composto por:

  • Prof.ª Anizabel Cabral – Referência fundamental recordada por Rui FG.
  • Prof.ª Marta Carmo – Presença marcante nas memórias de Rui FG e Mimi Fraga.
  • Prof.ª Olga Santos (Olguita) – Uma presença que evoca reencontros emocionados, citada por Constança Moniz e António Pinto.
  • Prof.ª Olívia Borges Abreu – Nome indissociável da memória coletiva da escola.
  • Prof. Leonel Teixeira – Um dos professores mais estimados, referido por Rui Menino, António Pinto e Rui FG.
  • Prof.ª D. Carmelina (Década de 1950) – Mãe da Linda, Ivone, Amílcar e Zeca, recordada por Fernando Matoso e São Prates.
  • Prof.ª Sofia – Recordada por Guilherme Oliveira como "uma grande professora e muito boa pessoa".
  • Prof.ª D. Custódia, Alice Sousa e Laidita Carrasqueiro – As primeiras mestras que marcaram o percurso de Jose Manuel Laranjeira.
  • Prof.ª Maria Amélia – Mencionada por António Pinto como figura de destaque no corpo docente.
  • Professor Silva (1975) – Referência marcante deixada por Carlos Pedro.

🏫 Colégio Eça de Queirós

Para muitos, foi neste colégio — situado em frente ao Clube Recreativo — que se fez a ponte entre a infância e o futuro. O corpo docente que perdura na vossa memória inclui:

  • D. Cecília (Denise dos Santos) – Figura marcante mencionada por inúmeros leitores como Zé Fraga, Rui Menino e Fernando Matoso.
  • Dr. Aurelino Faria / Dr. Faria – Nome de referência citado por Zé Fraga, Fernando Matoso e Palmira Carvalho.
  • Prof.ª Maria Augusta Queirós e Maria de Lourdes Marta – Recordadas com carinho por Carla Marta Neves e Graça Queirós Osório.
  • Prof.ª Alice Sousa – Também referida no Colégio por António Pinto e Palmira Carvalho.
  • Prof.ª Ivone – Lembrada por Palmira Carvalho, evocando os tempos em que o colégio funcionava na "Peixaria do Ramalho".
  • Prof.ª Laidinha (Laidita Carrasqueiro) – Referida como mãe da Miló e professora de 4.ª classe por Palmira Carvalho.

Vários testemunhos indicam percursos escolares completos ou parciais neste colégio, incluindo recordações de quem mais tarde seguiu estudos em Sá da Bandeira em meados dos anos 60, como Amélia Barbêdo.

Nota de colaboração: Esta reconstrução afetiva depende de todos. Para o caso de ser detetada alguma incoerência ou necessidade de inclusão de novos nomes, por favor indiquem via e-mail ou nos comentários do Facebook.

(Continua na Crónica IV)

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Professores e Mestres do Cubal: O valor do exemplo e do reconhecimento (Crónica II)

 

Professores e Mestres do Cubal: O Valor do Exemplo e do Reconhecimento (Crónica II)


Dando continuidade à nossa série de homenagem, passamos hoje das memórias coletivas dos anos 40 para vivências que demonstram como o papel do professor no Cubal ia muito além da transmissão de conhecimentos em sala de aula.

📚 O Prémio do Esforço na Escola 40

Muitos de nós guardam em casa pequenos tesouros: livros com dedicatórias que valem mais do que qualquer troféu. É o caso deste exemplar, um prémio ao "Melhor Aluno do 1.º Período" na 3.ª Classe da Escola Primária n.º 40, no ano letivo de 1971-72.


A assinatura é da Professora Marta do Carmo de Carvalho, uma mestre que sabia reconhecer e incentivar as qualidades de cada criança. Juntamente com a Professora Anizabel Cabral, a Professora Olga Santos  e a Professora Olívia Abreu, formavam um grupo de mulheres dedicadas que moldaram o início do nosso percurso escolar.

🛠️ Rigor e Proximidade no Ensino Técnico e Preparatório

Na Escola Industrial e Comercial D. João II e na Escola Preparatória Trindade Coelho, os nomes dos mestres ficaram gravados pelo rigor e pela humanidade. É impossível não recordar o Professor Jorge Abreu, uma referência na Escola Industrial, ou o Mestre Augusto Mota no ensino das artes oficinais. Recordamos ainda o Professor Maia, ícone do ensino cubalense, e o Padre José Ribeiro na formação moral.

Um exemplo vivo desta dedicação foi a Professora de Francês da Trindade Coelho. Ao notar as dificuldades de um aluno, foi pessoalmente a sua casa falar com a família. O resultado desse gesto de carinho está refletido no teste de 5 de maio de 1974, onde o "Bom" prova que um professor atento muda o destino de um estudante.

(Continua na Crónica III)

Nota de colaboração: Estas crónicas são construídas com base na memória viva da nossa comunidade. Para o caso de ser detetada alguma incoerência, necessidade de alteração ou inclusão de outros nomes, por favor indiquem através de e-mail ou comentário no post do Facebook. A vossa ajuda é essencial para a precisão desta homenagem.

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💬 Comentários e Memórias

Professores e Mestres do Cubal: O legado da Professora Maria Joaquina (Crónica I)

 

Professores e Mestres do Cubal – Cubal, Anos 40: 

O legado da Professora Maria Joaquina


Dando seguimento à nossa homenagem aos mestres da nossa terra, recuamos hoje mais de oitenta anos para resgatar uma memória preciosa. Graças ao contributo de António Pedro Almeida, trazemos uma fotografia que é uma autêntica relíquia: uma turma da escola primária na década de 1940.

Alunos da Escola Primária do Cubal com a Professora Maria Joaquina de Melo Martins.

Ao centro da imagem, vemos a Professora Maria Joaquina de Melo Martins, uma figura que hoje teria 125 anos e que dedicou a sua vida a ensinar os primeiros passos do saber na nossa vila. Ao seu redor, as anotações na fotografia revelam nomes que fazem parte da linhagem e da história das famílias do Cubal:

  • Tetinha Querido
  • João Abel
  • Irmã da Edite
  • Toneca Pereira de Lemos
  • Ratinho
  • Zéca P. Lemos
  • Maria Helena e Maria Adelaide
  • Hortência, Edite e Maria Adelaide Querido
  • Maria José e Natália

🧩 Um Mistério por Resolver

Esta imagem levanta uma questão fascinante para a nossa Precisão Histórica: nesta época, a escola já seria a nossa conhecida Escola 40, junto ao quartel militar, ou o ensino primário funcionava noutro local da vila?

Apelamos aos nossos leitores mais antigos e aos historiadores da família que nos ajudem a situar geograficamente esta sala de aula.

O Cubal de ontem continua vivo através destes rostos e do vosso auxílio na reconstrução deste puzzle de memórias.

(Continua na Crónica II)

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💬 Comentários e Memórias

Dia Internacional do Obrigado: Honrar as raízes, agradecer o caminho -11 janeiro 2026

 

Dia Internacional do Obrigado:
Honrar as Raízes, Agradecer o Caminho 

11 janeiro 2026

"A gratidão é a memória do coração."


Hoje é um dia simples no nome, mas profundo no significado. É o Dia Internacional do Obrigado. E dizer obrigado não é pouco: é reconhecer, é lembrar e, acima de tudo, é honrar. No nosso CUBAL ANGOLA TERRA AMADA, esta palavra ganha um eco ainda mais forte, pois atravessa oceanos e décadas de história partilhada.

Aos que nos deram o Norte

Obrigado aos nossos pais. Aos que nos deram a vida e aos que, com esforço e amor incomensuráveis, nos ensinaram a caminhar nela. Seja sob o sol do Cubal de antes de 1975, na adaptação em Portugal ou na dispersão pela diáspora, foram eles que — muitas vezes sem o saberem — nos deram as bases para enfrentar o mundo, mesmo quando esse mundo mudou de forma brusca e irreversível. Sem a sua resiliência, esta nossa "aventura de vida" teria sido um caminho sem mapa.

Aos Mestres da nossa Infância

Obrigado aos educadores e professores. Aos que nos ensinaram as primeiras letras e os primeiros números, mas também os valores que não vêm nos livros: o respeito, a responsabilidade e a dignidade. Nas salas de aula do Cubal ou noutros cantos do mundo onde a vida nos empurrou, estes mestres deixaram marcas que o tempo não apagou. Nada do que somos hoje teria sido possível sem essas mãos estendidas e sem esses exemplos silenciosos que nos moldaram o caráter.

À nossa Comunidade de Saudade

Um obrigado sentido aos amigos, às companheiras e companheiros de caminho. A todos vós que partilham memórias, fotografias ganhas ao tempo, histórias e palavras de incentivo. Aos que ajudam a manter vivo este nosso cantinho de saudade Cubalense.

Este blogue não é apenas um espaço digital; é um lugar de encontro. É um baú aberto onde cabem vidas, afetos e lembranças — umas boas, outras duras — mas todas elas partes vitais da mesma história. A vossa participação garante que estas memórias não se percam, ficando construídas com respeito e verdade para o presente e para o futuro.

Aos que nos criaram, aos que nos ensinaram e aos que caminham connosco: hoje, mais do que nunca, fica o meu obrigado. Simples, direto e profundo.


-Ruca

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