27 dezembro 2008

ÁFRICA


ÁFRICA
Nas savanas poeirentas da infância,
correm os ventos agrestes da memória.
Cavalgando o seu dorso, chegam-me
cores, sons, neblinas, aromas.
E a minha pele agita-se, dilacera-se
em rasgos profundos. Vejo…
Povos negros, caminhando,
cruzando-se, em rumos incertos.
A vida e a morte espreitam,
em cada momento fugidio.
Mas África, minha mãe,
espera serena, paciente,
um tempo novo.

Henrique Faria

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