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"Momentos que o tempo não apaga, gravados na alma de quem os viveu" Revive a história do Cubal através de fotografias e memórias partilhadas. Junta-te a nós nesta viagem ao passado! Chamada para ação: 📩 Envia as tuas recordações para: cubal.ruca@gmail.com Nota de Respeito: Preservar a história e a dignidade das memórias é o meu compromisso. Caso algum visado ou familiar prefira a remoção de uma imagem, por favor entre em contacto e o pedido será atendido de imediato. — Ruca

4.Sala de aulas 
5. Pormenor dos T.P.C.

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1. Rio Cubal
2.Rio Cubal
3.Rio Cubal
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Domingo, houve carnaval no Cubal. Depois de um fim de prova algo enigmático o Recreativo do Cubal viu o título de campeão distrital assegurado ao derrotar no seu reduto o Sporting do Lobito por 4-0. A turma vencedora que jogou como um verdadeiro campeão, viu no final do encontro a cidade em peso tributar-lhe estrondosa ovação. Estalaram foguetes. Houve serpentinas! Bandeiras e mais bandeiras! Uma volta de honra debaixo de delirante aclamação. Camisolas no ar e jogadores em ombros.
4.O Ex-Presidente do Recreativo, Matos Carrasqueiro, depõe.
5.Rodrigo Guerra opina.
6.O jogador "Porto" mostrou-se surpreendido com a sua irradiação.
7.O guarda-redes Bibesinho, espera apenas que seja feita justiça.
O número um e o número onze de uma equipa de futebol. O guarda-redes e o extremo esquerdo.
João Carlos Manuel (Bibesinho) começou por nos dizer que se iniciou nos juniores do Portugal. Em 1971, mudou de ares e veio para o Cubal, onde foi campeão distrital.
Perguntámos-lhe como estava a sua ficha na Associação. Respondeu--nos: «Completamente limpa, até este caso. Nunca fui castigado».
Sobre o jogo que deu origem aos castigos, disse-nos que no final dos noventa minutos regulamentares foi dos últimos jogadores a dirigir-se às cabines, por ser até o que estava mais distanciado, no seu posto, na baliza. Ao passar a vedação e ao dirigir-se para as cabines, viu público a discutir com o árbitro e talvez até a agredi-lo. Mas, cônscio das suas responsabilidades seguiu o seu caminho, ouvindo entretanto, o fiscal de linha chamar a atenção do árbitro indicando o número um (o número da sua camisola) como um possível agressor. Já nas cabines, e como teria de haver prolongamento, teve conhecimento pelo treinador do Recreativo que não podia continuar em campo, porque havia sido expulso. Admirado, acatou a decisão. Ficou admirado com a suspensão, e agora, absolutamente incrédulo ao ter conhecimento da pena de irradiação que lhe foi aplicada.
Insistimos: Mas a que atribui o motivo porque o árbitro do encontro indicou no Boletim, culpabilidade sua?
Cabisbaixo, respondeu -nos: «Questão de azar! O senhor árbitro não pode reafirmar com verdade qualquer falta da minha parte. A sua consciência não pode estar tranquila. Nada fiz para que me fosse aplicada tal pena ou qualquer outro castigo. Nunca lhe faltei ao respeito. É possível que tenha sido agredido por qualquer elemento da assistência, mas para isso lá estava a PSP para testemunhar, mas por mim ou por qualquer outro colega, não foi concerteza. Para condenar é preciso provas. Pergunto só: se ninguém pode testemunhar qualquer ofensa verbal ou corporal é possível que pessoas responsáveis me tenham castigado? Com o devido respeito, por isso continuo calmamente a confiar na consciência dos homens que nas altas esferas dirigem o desporto.
Porto, estava com pressa. A hora do treino aproximava-se, e ele confiante, lá está sempre. Confirmou as palavras do seu colega e disse: «A minha irradiação, foi uma decisão totalmente absurda. Durante todo o jogo acatei disciplinadamente todas as resoluções tomadas pelo Senhor árbitro. Até ajudei a que os meus colegas as acatassem também. Fiquei admiradíssimo quando soube que ia ser sujeito a um inquérito e mais ainda perplexo até, ao ter conhecimento da pena que me foi aplicada. Estou convencido que o próprio senhor árbitro não soube bem o que escreveu. Havia muitos nervos, o público muito «quente» e o senhor árbitro estava desorientado. E eu fui a vítima». Lamentando-se, e a terminar disse-nos:
« Espero e confio na justiça dos Homens.
Depois já quase noite, no Estádio Municipal, ouvimos o velho Zé Manel um nome que todo o Distrito de Benguela conhece e que actualmente é o responsável pelo team cubalense. A queima roupa, perguntámos-lhe: Que pensa das penas de irradiação aplicadas aos jogadores Porto e Bibesinho?
8. Zé Manel, o treinador confia
Respondeu-nos:
«Vi o jogo e apesar de depois deste terminado ter conhecimento das declarações feitas pelo árbitro no boletim, nunca me passou pela cabeça que pessoas responsáveis pudessem ter a leviandade de aplicar a duas penas de irradiação que estão em causa aos jogadores Porto e Bibesinho (Carlos Manuel).
«O senhor árbitro Duarte de Carvalho patenteou plenamente não possuir as mínimas condições para dirigir um encontro desportivo. Ele próprio levou os jogadores de ambas equipas a cometerem actos de indisciplina, quer admitindo entradas às margens das leis, quer em não acatar as suas decisões. Ele estragou o jogo e no final foi vítima do público exaltado. Os jogadores depois foram as vítimas. Estive sempre perto dos jogadores do Cubal, portanto também dos dois jogadores agora injustamente irradiados e posso afirmar que nenhum deles agrediu o árbitro. Considero este facto, as irradiações, PURA INJUSTIÇA.
Perguntámos depois: Que pensa das possibilidades da equipa cubalense na presente época?
«Lutaremos pela conquista de um lugar cimeiro que nos faculta a entrada na primeira divisão.

8.O Presidente do Conselho Fiscal, Jorge Paulista, usando da palavra em resposta a centenas de cubalenses presentes na manifestação.
Mas na cidade cheirava a esturro! Uma enorme manifestação estava preparada. E efectivamente, no domingo pela manhã, muitas centenas de pessoas, muitas delas empunhando dísticos alusivos ao assunto tais como
CUBAL CAMPEÃO DISTRITAL PEDE JUSTIÇA — REPUDIAMOS A DECISÃO DA ASSOCIAÇÃO PROVINCIAL DE FUTEBOL — PORTO E BIBESINHO VITIMAS DE INJUSTIÇA etc., se agruparam em frente da varanda do Clube Beneficente e Recreativo do Cubal, manifestando o seu desagrado pela injustiça feita aos dois atletas e pedindo à Direcção do Clube que não se conforme e que insista até onde for necessário até que consiga que a decisão seja alterada e que justiça seja feita.
Nós vimos isto tudo! E sinceramente, raciocinando que onde há culpa não há força, somos cultos a pensar que as centenas de pessoas ali presentes das quais muitas dezenas assistiram ao jogo do Lobito, têm a razão por «seu lado. E esta gente, onde o suor e o sol queima as faces, não se conforma com injustiças.
1.Eu (Isilda) e a Guilhermina ( Hina - filha do Prata CFB ) - 1959
2.São Múrias
3.Eu (Isilda) e o Nelo( Lago Bom)
RENATO JÁ COM A CAMISOLA DO CUBAL

DIAS UMA BOA AQUISIÇÃO DO RECREATIVO
O «porteiro» DIAS, até aqui também radicado em Benguela. Elemento de valor e que veio preencher uma lacuna em aberto na equipa do Recreativo cubalense. Disse-nos da sua satisfação por vir para o Cubal e augura à equipa um positivo «brilharete» na época que se avizinha.
E nós acrescentaremos mais um: Um craque vindo de um Clube da primeira Divisão metropolitana será mais um magnífico reforço para os campeões Distritais. Oportunamente, dele falaremos.
JUGIBA - Júlio Gil Barros
in "Semanário Sul" - Março de 1972