10 janeiro 2026

1965. Três amigas. Três cubalenses. Um tempo suspenso.

 

1965: Um tempo suspenso no Cubal


Marília Moreira, Fernanda Silva e Fernanda Valadas. 

Cubal, 1965

Há fotografias que não envelhecem; apenas aguardam, pacientemente, que alguém as volte a olhar com a devida atenção. Esta é, sem dúvida, uma delas.

Em 1965, no nosso Cubal, três jovens mulheres posam juntas, envolvidas pela simplicidade de um cenário natural e pela cumplicidade silenciosa que só a amizade verdadeira sabe tecer. São Marília Moreira, Fernanda Silva e Fernanda Valadas, capturadas no pleno vigor da idade, num tempo em que a vida parecia larga, aberta e quase infinita.

"O olhar de cada uma segreda algo distinto. Há serenidade, há confiança e há aquela expectativa doce de quem tem o futuro pela frente."

Naquele instante, não podiam prever o que o tempo lhes traria, nem os caminhos que a história reservava a cada uma. Sabiam apenas que estavam ali, juntas, num momento que lhes parecia comum, mas que hoje se revela um tesouro precioso da nossa memória coletiva.

A imagem dispensa gestos grandiosos. Basta a proximidade, a naturalidade das expressões e a forma como a juventude se manifesta sem poses ensaiadas. É o Cubal vivido por dentro — um Cubal feito de relações humanas, de afetos genuínos e de dias partilhados sem pressa, sob o céu de Angola.

A Nanda Valadas, ao partilhar connosco esta memória, oferece muito mais do que uma imagem: devolve-nos um pedaço da alma cubalense. São estes fragmentos de vida, que raramente aparecem nos livros de história, que constroem a verdadeira identidade de uma terra.

Que este retrato fique aqui guardado, neste nosso cantinho de saudade, como prova de que o Cubal também se fez assim: de amizades sólidas, de juventude vibrante e de momentos breves que o tempo, por mais que passe, nunca conseguirá apagar.

Obrigado, Nanda, por nos lembrares que a memória, quando é partilhada, permanece sempre viva.

— Ruca

💬 Comentários e Memórias

1 comentário:

  1. O nosso Cubal aonde todos nos conhecíamos e todos se respeitavam por aquilo que cada um era sem preconceitos pelos outros

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Ruca