16 janeiro 2026

O insólito endereço da Melancia: Uma memória de Santos Vilar, por Rodrigo (Bibito) Guerra

 

O insólito endereço da Melancia: Uma Memória de Santos Vilar


O nosso caríssimo amigo Rodrigo (Bibito) Guerra abre-nos novamente o baú das memórias para partilhar uma daquelas histórias deliciosas que só poderiam ter acontecido na nossa terra, num tempo em que a vida corria a um ritmo diferente e a ingenuidade andava de mãos dadas com a hospitalidade.

O encontro no antigo Hotel Central 
(imagem não real -foi criada pelo blogue do Cubal para a narrativa da história)

Esta é uma história verídica, muitas vezes contada pelo nosso bom amigo Santos Vilar, uma figura incontornável do Cubal.

Naqueles tempos áureos, o Santos Vilar explorava o Hotel Central (que viria mais tarde a ser o conhecido Hotel Rodrigues). Mas o seu espírito empreendedor não se ficava por ali; na rua de trás, mantinha também uma pequena lojinha, estratega e oportuna, que atendia os passageiros que desembarcavam do comboio, ali mesmo, a dois passos de distância.

Certo dia, entra na lojinha uma senhora. Vinha do Longonjo e trazia na bagagem a esperança de encontrar trabalho, afirmando ter muita experiência em serviço de hotelaria.

Com a humildade que o caracterizava, o Santos Vilar lamentou ter de informá-la que, naquele preciso momento, não tinha nenhuma vaga disponível no seu Hotel. Contudo, solícito, ofereceu-se logo para anotar o endereço dela. Se a sorte mudasse e surgisse uma oportunidade, ele avisaria.

A senhora agradeceu a gentileza e, antes de sair para continuar a sua procura de emprego pela vila, comprou uma bela melancia na loja.


O tempo passou e, como o destino gosta de pregar partidas, surgiu efectivamente uma vaga no Hotel. O Santos Vilar, homem de palavra, resolveu chamar a senhora do Longonjo. Escreveu a carta, preparou tudo e, só no momento de a colocar no envelope, é que se apercebeu da tragédia: tinha perdido o papel com o endereço!

E o que fez o Vilar? Desistir? Nem por sombras. Com a criatividade típica de quem desenrasca soluções, pegou na caneta e escreveu no envelope o seguinte endereço:

"Exma. Senhora que comprou uma melancia na minha Loja do Cubal
Longonjo"
(imagem não real -foi criada pelo blogue do Cubal para a narrativa da história) 

Poderia pensar-se que a carta ficaria perdida nos meandros dos correios, mas a magia das pequenas povoações operou o milagre. No Longonjo, o Chefe dos Correios era um jovem rapaz que costumava fazer as refeições numa pensão com amigos.

Entre garfadas e conversas, contou aos companheiros sobre aquela carta com o endereço mais estranho que alguma vez lhe passara pelas mãos. A história, caricata como era, espalhou-se como pólvora. Pouco tempo depois, já toda a pequena povoação conhecia o caso e, inevitavelmente, a destinatária foi identificada.

A senhora recebeu a carta "sem endereço" do Santos Vilar, provando que, em Angola, a boa vontade e o "passa-palavra" valiam mais que qualquer código postal.


Uma memória partilhada por:
Rodrigo (Bibito) Guerra

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15 janeiro 2026

O refúgio do Bar Karivera: quando o fato-macaco era a farda da amizade

 

Um momento de pausa no Bar Karivera.

O refúgio do Karivera: quando o fato-macaco era a farda da amizade

Há imagens que têm cheiro. Olhamos para elas e sentimos o aroma a tabaco, a óleo de motor e àquele perfume inconfundível da terra quente que entrava porta dentro. Esta fotografia, gentilmente partilhada pela Olívia Borges Lemos, é um desses bilhetes de ida e volta para um tempo em que o Cubal pulsava ao ritmo do trabalho e do convívio.

Estamos no Bar Karivera. Não há que enganar, nem a memória nos atraiçoa aqui. Era este o palco eleito, o verdadeiro refúgio dos homens no final da jornada.

A cena é de uma honestidade desarmante. Não há poses estudadas, apenas a vida como ela era. É provável que fosse uma pausa a meio da tarde ou aquele momento sagrado ao fim do dia, quando o sol já ia baixo e o corpo pedia descanso. Vê-se pelas garrafas de cerveja — a merecida recompensa fresca — e pelos maços de tabaco esquecidos sobre a mesa de fórmica.

À esquerda, com o fato-macaco azul tingido pelo ofício, reconhecemos o Sr. Borges. Julgo que, na altura, a sua casa era a oficina "Sérgio e Borges", uma das grandes referências da mecânica na nossa terra. Era um homem que conhecia os motores do Cubal como a palma da mão.

Esta imagem toca-me de forma particular, pois traz à memória esse tempo em que as oficinas eram o coração pulsante da vila/Cidade. Se o Borges representava uma dessas casas, a outra era a "A Reparadora Transmontana", do meu saudoso pai, Raúl. Eram tempos de muito trabalho, onde a concorrência no ofício convivia, como se vê aqui, com a amizade à mesa.

Ao lado do Borges, num contraste de autoridade descontraída, está o Viriato Borges — o pai da Olívia —, carcereiro de profissão, a esconder o olhar atrás dos óculos escuros. E, se a memória não falha, ali perto do Borges da oficina, temos o Toneco Lousa, o homem da recauchutagem e grande amigo, vizinho de ofício e de vida.

Mas fica a pergunta que só a memória coletiva dos cubalenses poderá responder: quem são os restantes companheiros de mesa?

Pela indumentária e pelo ambiente de descontração, atrevo-me a dizer que seriam os colaboradores destas casas. Seriam os colaboradores/mecânicos da oficina do Borges? A equipa da recauchutagem do Toneco? Ou até colegas do Viriato? Os rostos são familiares, gente de trabalho, gente nossa.

O convívio no Karivera era um ritual. Ali, limpava-se o suor do rosto, sacudia-se a poeira da roupa e, entre conversas sobre motores, pneus e a vida, fortaleciam-se os laços que o tempo não desata.

Quem consegue identificar os outros amigos nesta fotografia?
Ajudem-nos a completar a legenda desta história nos comentários.

-Ruca

💬 Comentários e Memórias

Junho de 1964: os livros na mão e o carreiro que todos pisámos


Junho de 1964: os livros na mão e o carreiro que todos pisámos

Cidália e Fernanda Valadas
 Junho de 1964. Foto captada por Canais.

Esta imagem de Junho de 1964 é um mapa vivo de uma juventude passada no Cubal, revelando um cenário que muitos, hoje, já não conseguem reconhecer. Através da lente do saudoso Canais, recuamos seis décadas para encontrar um tempo de simplicidade e de caminhos partilhados.

No centro da cena, vemos a Cidália e a Nanda regressando das aulas. Naqueles dias, não havia o conforto das mochilas ou das sacolas modernas; os livros eram transportados assim, com a firmeza de quem carrega o próprio futuro na mão. Vinham do Instituto Liceal, que se vislumbra lá ao fundo, marcando o horizonte da educação de tantos cubalenses.

"O olhar atento da Fernanda devolve-nos a vizinhança de então..."

O olhar atento da Fernanda devolve-nos a vizinhança de então: à esquerda, a casa da família Lousa; à direita, a morada da família Coelho, onde cresceram a Alexandrina e a Esmeralda. À nossa frente, no carreiro onde quase todos os cubalenses passaram, caminha de costas o rapazinho Henrique Faria, alheio ao clique que o tornaria eterno nesta memória.

Este terreno, que na foto parece apenas um espaço baldio, carrega uma importância histórica profunda para o Cubal. Era aqui que se ergueria, mais tarde, a nova igreja. À esquerda, ficava a igreja velhinha, que acabou por ser demolida, mas que permanece viva na lembrança de quem lá viveu os seus primeiros sacramentos.

Mais do que um simples registo de duas amigas num caminho de terra, esta fotografia é o testemunho de uma comunidade que se construía no dia a dia, entre as idas à escola e os encontros casuais na rua. É o Cubal na sua essência: feito de gente, de afetos e de memórias que, graças à generosidade da Nanda, continuam a iluminar o presente.

— Ruca

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13 janeiro 2026

O sabor da infância: A algazarra do lanche na Escola 40

O sabor da infância: A algazarra do lanche na Escola 40

Alunos no lanche escolar
Cedência: Prof. Bia Olívia Borges (Abreu) | Restauro digital: Blogue Cubal Angola

Se na imagem anterior a solenidade e o porte distinto dos nossos mestres imperavam, aqui a vida explode em toda a sua inocência e rebuliço. Damos continuidade à partilha do espólio gentilmente cedido pela professora Bia Olívia Borges (Abreu), mergulhando agora no coração pulsante da Escola Primária n.º 40: os seus alunos.

É a hora sagrada do lanche. As mesas compridas, dispostas em filas que parecem não ter fim, estão repletas de pão e de merendas. Ao olhar para estes rostos miúdos, quase conseguimos sentir o cheiro daquele pão fresco e ouvir o zumbido inconfundível das conversas cruzadas, das risadas tímidas e daquela energia irrequieta que só as crianças possuem.

É um retrato fascinante da diversidade e da união que se vivia naquele espaço. Meninos de gravata e camisa engomada ao lado de colegas de vestido simples, todos irmanados pelo mesmo ritual. Uns olham para a câmara com a curiosidade típica da idade, outros, mais gulosos ou distraídos, não perdem tempo e saboreiam o lanche, alheios à posteridade do momento.


O Natal de 1969: Um postal colorido pela saudade

Mas o baú de memórias da Prof. Bia reservava-nos mais uma surpresa, um tesouro que me toca de forma muito particular. Recuperámos e restaurámos duas versões (a original e a colorida) de um Lanche de Natal em 1969.



Restauro e Colorização: Blogue Cubal Angola

Neste registo festivo, o ambiente é de celebração. E é com imensa saudade que partilho convosco que eu próprio me encontro nesta imagem (ali no lado direito, de perfil), transportado de volta àquele momento mágico.

Lá ao fundo, como guardiãs atentas deste "rebanho", vislumbramos as senhoras professoras. A sua presença discreta na retaguarda lembra-nos que, para além de ensinarem o a-b-c, elas zelavam pelo bem-estar e pelo estômago dos seus pupilos.

Estes registos são cápsulas do tempo que nos perguntam: onde param estes meninos hoje? Quem mais se reconhece no meio desta multidão de palmos e meio, tal como eu me reconheci?

Ajudem-nos a dar nomes a estes rostos e a completar a história deste dia. Para reverem os mestres que olhavam por estas crianças (e que já identificámos no post anterior), cliquem abaixo:

Um agradecimento renovado à professora Bia Olívia Borges por nos permitir, através destas imagens, voltar a ser crianças no Cubal, nem que seja por breves instantes.

-Ruca

💬 Comentários e Memórias

O rosto de quem nos ensinou a ler o mundo: Os professores da Escola Primária 40 - ano finais anos 60 ?

O rosto de quem nos ensinou a ler o mundo: Os professores da Escola Primária  40 - c. anos 70

Cedência e identificação: Prof. Bia - Olívia Lemos Borges | Restauro digital: Blogue Cubal Angola Terra Amada!

Há tesouros que ficam adormecidos nos recantos dos nossos arquivos digitais, à espera do momento certo para verem novamente a luz do dia. Foi exatamente isso que aconteceu com esta fotografia, uma partilha preciosa que a professora Bia Olívia Borges (Abreu) fez, gentilmente, com a nossa comunidade há algum tempo.

Hoje, depois de um cuidado trabalho de restauro para devolver a nitidez aos rostos que tanto nos dizem, trago-vos esta imagem que é um verdadeiro documento histórico do nosso Cubal. Estamos, segundo a nossa leitura, no início da década de 1970, no pátio da emblemática Escola Primária n.º 40.

Olhar para esta fotografia é recuar a um tempo em que a profissão de professor se vestia de uma dignidade quase palpável. Não é apenas uma foto de grupo; é um desfile de elegância e brio. Observem os padrões dos vestidos, desde os geométricos audazes aos florais delicados, os penteados cuidados e aquela postura serena de quem sabia ter nas mãos a responsabilidade de moldar o futuro da terra.

Graças à memória viva da nossa comunidade, e em especial à colaboração da Prof Olívia Lemos Borges, conseguimos hoje identificar todos estes rostos que marcaram gerações. É com emoção que completamos este quadro de honra:

Em pé, da esquerda para a direita:
Prof. Leonel Teixeira, Prof.ª Jacinta Ramos van der Kellen, Prof.ª Lurdes Vilares (esposa do Presidente da Câmara), Prof.ª Nazaré Miranda, Prof.ª M.ª Helena Sousa, Prof.ª Filó Carvalho, Prof.ª Antonieta Condesso e Prof.ª Esmeralda.

Sentadas, pela mesma ordem:
Prof.ª Olívia Borges Abreu (Bia), Prof.ª Ana Maria Paulista, Prof.ª Anizabel Cabral e Prof.ª Olga Santos (Olguinha).

Este registo vem dar continuidade à nossa viagem pela memória do ensino no Cubal, juntando-se aos testemunhos que temos vindo a publicar sobre o legado inestimável destes mestres. Eles foram os pilares da nossa educação, numa altura em que a escola era, muitas vezes, a nossa segunda casa.

Para reverem outros capítulos desta nossa história, convido-vos a visitar os seguintes apontamentos:



Fiquem atentos, pois a seguir a este momento solene dos mestres, traremos a alegria dos alunos num momento de lanche, continuando a escrever, página a página, o livro de memórias da nossa terra.

-Ruca

💬 Comentários e Memórias

11 janeiro 2026

Professores e Mestres do Cubal: Do ensino técnico aos explicadores (Crónica IV)

Professores e Mestres do Cubal: Do ensino técnico aos explicadores (Crónica IV)


Nesta quarta e última crónica, subimos os degraus da nossa juventude. Se na primária aprendemos a ler o mundo, aqui começámos a desenhá-lo. Entre o som das limas nas oficinas e o silêncio respeitoso das aulas de letras, o Cubal preparava-nos para a vida adulta. Era o tempo em que o quadro de ardósia se enchia de fórmulas e sonhos, ritmado pela mesma sineta que nos acompanhava desde pequenos, ecoando nos corredores sob o olhar atento dos funcionários que eram a alma invisível destas casas.

🏫 Escola Industrial e Comercial D. João II

Aqui surgem memórias muito concretas ligadas ao ensino técnico e humano. Para quem deseja mergulhar nas imagens e registos já publicados sobre esta instituição, convidamos a rever estes momentos:

O corpo docente que forjou o futuro técnico da nossa terra, recordado com estima, inclui:

  • Professor Jorge Abreu – Nome incontornável e figura central do nosso ensino técnico e industrial.
  • Professores Largo, Franklin Ivens e Victor Martins – Mestres que impunham o rigor e o saber nesta instituição.
  • Mestre Augusto Mota – Pelos ensinamentos práticos e essenciais nos trabalhos oficinais.
  • Professor Carlos Falcão – A Matemática e o seu Ford Capri, uma imagem viva na memória coletiva.
  • Professor Maia – Figura icónica que atravessa gerações de alunos.
  • Padre José Ribeiro – Professor de Religião e Moral.
  • Professora de Educação Musical – Cujo nome aguarda identificação, mas cuja melodia permanece viva.

🏫 Escola Preparatória Trindade Coelho

Um pilar fundamental na transição escolar, onde os gestos humanos faziam toda a diferença:

  • Professora de Francês (1º Ano) – Recordada pelo exemplo de dedicação ao visitar a família de um aluno para incentivar o seu estudo.
  • Professor Barnabé – Responsável pela formação em Trabalhos Manuais.
  • Professora Lurdes Vilares – Recordada com carinho por Graça Queirós Osório.

🏫 Instituto Liceal do Cubal

O Instituto Liceal permanece como o símbolo da nossa formação académica superior na vila. Deixamos este espaço aberto para que novos nomes de mestres e funcionários possam ser aqui imortalizados pelos vossos contributos.

🧑‍🏫 Explicadores e o Saber Partilhado

Não podemos esquecer quem ensinava fora do sistema formal, em quintais e fazendas que eram autênticas extensões da escola:

  • Professora Lourdes Marta – Pelas lições dadas no quintal de sua casa.
  • Maria Laura – Na Fazenda Fernando Alberto.

Honramos a memória do avô e neto que partilharam a sede de aprender nas mesmas explicações — um símbolo do Cubal que nunca parava de crescer.

Nota Final: Estas fotografias que ilustram a nossa série são o espelho de quem fomos. Se detetar alguma incoerência ou quiser incluir novos nomes, por favor indique nos comentários do Facebook ou via e-mail.


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Professores e Mestres do Cubal: O Quadro de Honra das nossas Escolas (Crónica III)

Professores e Mestres do Cubal: O Quadro de Honra das nossas Escolas (Crónica III)


Nesta terceira crónica, abrimos o livro de honra das instituições que foram os verdadeiros alicerces do nosso saber. Mais do que nomes em pautas amareladas, estes mestres foram as figuras centrais que nos guiaram quando o mundo ainda era do tamanho da nossa vila. Graças à vossa participação, estamos a reconstruir este puzzle de memórias onde os nomes se fundem com laços de sangue e percursos que cruzaram o coração do Cubal.

📍 Esclarecimentos sobre os Locais de Ensino: Professor Victor e D. Emília

Segundo o apurado, a história do ensino no Cubal começou em espaços que hoje guardamos na memória afetiva. O Professor Victor Ribeiro da Silva lecionou inicialmente numa sala da sua residência (em frente ao Clube Ferrovia), passando depois para as instalações do próprio Clube, onde também ensinaram o Doutor Santos e a D. Ermelinda.

A primeira sala da Dona Emília situou-se numa propriedade do Sr. Valente (rua acima, em direção ao cemitério), tendo mais tarde ensinado num espaço ao lado da padaria, atrás da antiga igreja.

Importa destacar que o Professor Victor foi o grande impulsionador da construção do Instituto. Após a sua conclusão e a mudança do Professor para Benguela, o Doutor Santos assumiu a direção, sendo o ano letivo de 1962/63 o primeiro a decorrer nas novas instalações, encerrando o ciclo heróico das aulas no Ferrovia e em casas particulares.

🏫 Escola Primária nº 40 – Cubal

A Escola Primária era o solo fértil onde a semente do conhecimento era lançada. Ali, entre o cheiro do giz, o som das batinas e o toque inconfundível da sineta do contínuo António, entre outros, aprendíamos a ser. Convidamos todos a rever estas memórias visuais que são autênticos tesouros:

O quadro de honra da Escola 40, enriquecido pelos vossos comentários e testemunhos — e com a recente e preciosa identificação — é composto por:

  • Dr. Victor e D. Emília – Pioneiros cujos retratos de dedicação nos anos 50 são o alicerce deste blogue.
  • Prof. Leonel Teixeira – Um dos professores mais estimados.
  • Prof.ª Olívia Borges Abreu (Bia) – Nome indissociável da memória coletiva da escola.
  • Prof.ª Olga Santos (Olguinha) – Uma presença que evoca reencontros emocionados.
  • Prof.ª Anizabel Cabral – Referência fundamental.
  • Prof.ª Ana Maria Paulista – Parte integrante do corpo docente dos anos 70.
  • Prof.ª Jacinta Ramos van der Kellen – Recordada com carinho.
  • Prof.ª Lurdes Vilares – Esposa do Presidente da Câmara, figura marcante na sociedade cubalense.
  • Prof.ª Nazaré Miranda
  • Prof.ª M.ª Helena Sousa
  • Prof.ª Filó Carvalho
  • Prof.ª Antonieta Condesso
  • Prof.ª Esmeralda
  • Prof.ª Marta Carmo – Presença marcante nas memórias de Rui FG e Mimi Fraga.
  • Prof.ª D. Carmelina (Década de 1950) – Recordada por Fernando Matoso e São Prates.
  • Prof.ª Sofia – Recordada por Guilherme Oliveira como "uma grande professora e muito boa pessoa".
  • Prof.ª D. Custódia, Alice Sousa e Laidita Carrasqueiro – As primeiras mestras.
  • Prof.ª Maria Amélia – Figura de destaque no corpo docente.
  • Professor Silva (1975) – Referência marcante deixada por Carlos Pedro.

🏫 Colégio Eça de Queirós

Situado em frente ao Clube Recreativo, foi aqui que muitos fizeram a ponte para o futuro:

  • D. Cecília (Denise dos Santos) – Recordada por Zé Fraga, Rui Menino e Fernando Matoso.
  • Dr. Aurelino Faria – Nome de referência citado por inúmeros leitores.
  • Prof.ª Maria Augusta Queirós e Maria de Lourdes Marta – Recordadas com imenso carinho.
  • Prof.ª Alice Sousa – Também referida nesta instituição.
  • Prof.ª Ivone – Lembrada pelos tempos na "Peixaria do Ramalho".
  • Prof.ª Laidinha (Laidita Carrasqueiro) – Professora de 4.ª classe lembrada por Palmira Carvalho.

Nota de colaboração: Esta reconstrução afetiva depende de todos. Para o caso de ser detetada alguma incoerência ou necessidade de inclusão de novos nomes, por favor indiquem via e-mail ou nos comentários do Facebook.

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Professores e Mestres do Cubal: O valor do exemplo e do reconhecimento (Crónica II)

 

Professores e Mestres do Cubal: O Valor do Exemplo e do Reconhecimento (Crónica II)


Dando continuidade à nossa série de homenagem, passamos hoje das memórias coletivas dos anos 40 para vivências que demonstram como o papel do professor no Cubal ia muito além da transmissão de conhecimentos em sala de aula.

📚 O Prémio do Esforço na Escola 40

Muitos de nós guardam em casa pequenos tesouros: livros com dedicatórias que valem mais do que qualquer troféu. É o caso deste exemplar, um prémio ao "Melhor Aluno do 1.º Período" na 3.ª Classe da Escola Primária n.º 40, no ano letivo de 1971-72.


A assinatura é da Professora Marta do Carmo de Carvalho, uma mestre que sabia reconhecer e incentivar as qualidades de cada criança. Juntamente com a Professora Anizabel Cabral, a Professora Olga Santos  e a Professora Olívia Abreu, formavam um grupo de mulheres dedicadas que moldaram o início do nosso percurso escolar.

🛠️ Rigor e Proximidade no Ensino Técnico e Preparatório

Na Escola Industrial e Comercial D. João II e na Escola Preparatória Trindade Coelho, os nomes dos mestres ficaram gravados pelo rigor e pela humanidade. É impossível não recordar o Professor Jorge Abreu, uma referência na Escola Industrial, ou o Mestre Augusto Mota no ensino das artes oficinais. Recordamos ainda o Professor Maia, ícone do ensino cubalense, e o Padre José Ribeiro na formação moral.

Um exemplo vivo desta dedicação foi a Professora de Francês da Trindade Coelho. Ao notar as dificuldades de um aluno, foi pessoalmente a sua casa falar com a família. O resultado desse gesto de carinho está refletido no teste de 5 de maio de 1974, onde o "Bom" prova que um professor atento muda o destino de um estudante.

(Continua na Crónica III)

Nota de colaboração: Estas crónicas são construídas com base na memória viva da nossa comunidade. Para o caso de ser detetada alguma incoerência, necessidade de alteração ou inclusão de outros nomes, por favor indiquem através de e-mail ou comentário no post do Facebook. A vossa ajuda é essencial para a precisão desta homenagem.

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Professores e Mestres do Cubal: O legado da Professora Maria Joaquina (Crónica I)

 

Professores e Mestres do Cubal – Cubal, Anos 40: 

O legado da Professora Maria Joaquina


Dando seguimento à nossa homenagem aos mestres da nossa terra, recuamos hoje mais de oitenta anos para resgatar uma memória preciosa. Graças ao contributo de António Pedro Almeida, trazemos uma fotografia que é uma autêntica relíquia: uma turma da escola primária na década de 1940.

Alunos da Escola Primária do Cubal com a Professora Maria Joaquina de Melo Martins.

Ao centro da imagem, vemos a Professora Maria Joaquina de Melo Martins, uma figura que hoje teria 125 anos e que dedicou a sua vida a ensinar os primeiros passos do saber na nossa vila. Ao seu redor, as anotações na fotografia revelam nomes que fazem parte da linhagem e da história das famílias do Cubal:

  • Tetinha Querido
  • João Abel
  • Irmã da Edite
  • Toneca Pereira de Lemos
  • Ratinho
  • Zéca P. Lemos
  • Maria Helena e Maria Adelaide
  • Hortência, Edite e Maria Adelaide Querido
  • Maria José e Natália

🧩 Um Mistério por Resolver

Esta imagem levanta uma questão fascinante para a nossa Precisão Histórica: nesta época, a escola já seria a nossa conhecida Escola 40, junto ao quartel militar, ou o ensino primário funcionava noutro local da vila?

Apelamos aos nossos leitores mais antigos e aos historiadores da família que nos ajudem a situar geograficamente esta sala de aula.

O Cubal de ontem continua vivo através destes rostos e do vosso auxílio na reconstrução deste puzzle de memórias.

(Continua na Crónica II)

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Dia Internacional do Obrigado: Honrar as raízes, agradecer o caminho -11 janeiro 2026

 

Dia Internacional do Obrigado:
Honrar as Raízes, Agradecer o Caminho 

11 janeiro 2026

"A gratidão é a memória do coração."


Hoje é um dia simples no nome, mas profundo no significado. É o Dia Internacional do Obrigado. E dizer obrigado não é pouco: é reconhecer, é lembrar e, acima de tudo, é honrar. No nosso CUBAL ANGOLA TERRA AMADA, esta palavra ganha um eco ainda mais forte, pois atravessa oceanos e décadas de história partilhada.

Aos que nos deram o Norte

Obrigado aos nossos pais. Aos que nos deram a vida e aos que, com esforço e amor incomensuráveis, nos ensinaram a caminhar nela. Seja sob o sol do Cubal de antes de 1975, na adaptação em Portugal ou na dispersão pela diáspora, foram eles que — muitas vezes sem o saberem — nos deram as bases para enfrentar o mundo, mesmo quando esse mundo mudou de forma brusca e irreversível. Sem a sua resiliência, esta nossa "aventura de vida" teria sido um caminho sem mapa.

Aos Mestres da nossa Infância

Obrigado aos educadores e professores. Aos que nos ensinaram as primeiras letras e os primeiros números, mas também os valores que não vêm nos livros: o respeito, a responsabilidade e a dignidade. Nas salas de aula do Cubal ou noutros cantos do mundo onde a vida nos empurrou, estes mestres deixaram marcas que o tempo não apagou. Nada do que somos hoje teria sido possível sem essas mãos estendidas e sem esses exemplos silenciosos que nos moldaram o caráter.

À nossa Comunidade de Saudade

Um obrigado sentido aos amigos, às companheiras e companheiros de caminho. A todos vós que partilham memórias, fotografias ganhas ao tempo, histórias e palavras de incentivo. Aos que ajudam a manter vivo este nosso cantinho de saudade Cubalense.

Este blogue não é apenas um espaço digital; é um lugar de encontro. É um baú aberto onde cabem vidas, afetos e lembranças — umas boas, outras duras — mas todas elas partes vitais da mesma história. A vossa participação garante que estas memórias não se percam, ficando construídas com respeito e verdade para o presente e para o futuro.

Aos que nos criaram, aos que nos ensinaram e aos que caminham connosco: hoje, mais do que nunca, fica o meu obrigado. Simples, direto e profundo.


-Ruca

💬 Comentários e Memórias

10 janeiro 2026

1965. Três amigas. Três cubalenses. Um tempo suspenso.

 

1965: Um tempo suspenso no Cubal


Marília Moreira, Fernanda Silva e Fernanda Valadas. 

Cubal, 1965

Há fotografias que não envelhecem; apenas aguardam, pacientemente, que alguém as volte a olhar com a devida atenção. Esta é, sem dúvida, uma delas.

Em 1965, no nosso Cubal, três jovens mulheres posam juntas, envolvidas pela simplicidade de um cenário natural e pela cumplicidade silenciosa que só a amizade verdadeira sabe tecer. São Marília Moreira, Fernanda Silva e Fernanda Valadas, capturadas no pleno vigor da idade, num tempo em que a vida parecia larga, aberta e quase infinita.

"O olhar de cada uma segreda algo distinto. Há serenidade, há confiança e há aquela expectativa doce de quem tem o futuro pela frente."

Naquele instante, não podiam prever o que o tempo lhes traria, nem os caminhos que a história reservava a cada uma. Sabiam apenas que estavam ali, juntas, num momento que lhes parecia comum, mas que hoje se revela um tesouro precioso da nossa memória coletiva.

A imagem dispensa gestos grandiosos. Basta a proximidade, a naturalidade das expressões e a forma como a juventude se manifesta sem poses ensaiadas. É o Cubal vivido por dentro — um Cubal feito de relações humanas, de afetos genuínos e de dias partilhados sem pressa, sob o céu de Angola.

A Nanda Valadas, ao partilhar connosco esta memória, oferece muito mais do que uma imagem: devolve-nos um pedaço da alma cubalense. São estes fragmentos de vida, que raramente aparecem nos livros de história, que constroem a verdadeira identidade de uma terra.

Que este retrato fique aqui guardado, neste nosso cantinho de saudade, como prova de que o Cubal também se fez assim: de amizades sólidas, de juventude vibrante e de momentos breves que o tempo, por mais que passe, nunca conseguirá apagar.

Obrigado, Nanda, por nos lembrares que a memória, quando é partilhada, permanece sempre viva.

— Ruca

💬 Comentários e Memórias

08 janeiro 2026

🌍 O Cubal vive das memórias que guardamos. E das que partilhamos.

 

🌍 O Cubal vive das memórias que guardamos. E das que partilhamos.

Todos nós temos um baú invisível onde guardamos pedaços do Cubal. Uma fotografia antiga já amarelada pelo tempo. Um recorte de jornal ou revista esquecidos numa gaveta. Uma história contada vezes sem conta à mesa, que nunca se perde. Um poema simples, escrito talvez sem intenção de ficar para a História… mas que ficou.

Unidos pelo mesmo gesto: recordar.

As imagens que acompanham este texto mostram famílias diferentes, de idades e origens diversas, unidas pelo mesmo propósito: recordar. Avós, pais, filhos e netos reunidos em torno de memórias que não são apenas familiares. São memórias do nosso Cubal.

Este blogue nasceu com esse propósito:

  • 👉 Não deixar desaparecer o que fomos;
  • 👉 Honrar quem viveu, trabalhou e construiu o Cubal;
  • 👉 Guardar num só lugar aquilo que muitos guardam em silêncio.

Apelo, de forma muito simples e sincera, sobretudo às gerações que hoje têm 50 anos ou mais, e que viveram o Cubal antes de 1975: partilhem connosco o que têm. Tudo serve. Tudo conta.

📦 O que procurar no seu baú?

  • 📸 Fotografias antigas: Rostos, ruas, o trabalho e o lazer.
  • 📰 Recortes de jornais: Notícias que o tempo não apagou.
  • ✍️ Histórias vividas ou ouvidas: Relatos que merecem ser lidos.
  • 📖 Textos e Poesia: A alma do Cubal em palavras.
  • 📂 Pequenos detalhes que fazem a grande História.

🚀 Como participar agora mesmo?

Facilitámos o processo. No canto superior direito do blogue, clique no botão "Enviar Testemunho". Irá abrir-se um e-mail com texto automático pronto para preencher:

Olá Ruca,

Envio em anexo recordações/fotos para o arquivo do Cubal.

🖼️Pessoas na foto:
📅 Ano/época aproximada:
📍 Local:
📖 História relacionada:

Um abraço e viva o Cubal!

Este não é apenas um exercício de nostalgia. É um ato de responsabilidade histórica. O que hoje partilhamos será amanhã memória visível para que os nossos descendentes saibam de onde vieram e porque o nome Cubal continua a ser pronunciado com tanto orgulho.

Este é o nosso cantinho. Feito por todos. Para todos.



Um abraço ! 
Ruca

💬 Comentários e Memórias

01 janeiro 2026

📚 Homenagem aos Professores do Cubal (até 1975)

 

📚 Homenagem aos Professores do Cubal (até 1975)

Escola Primária 40, Colégio Eça de Queiróz, Escola Industrial e Comercial D. João II e Instituto Liceal do Cubal

Começamos o ano com o coração virado ao passado. Ao Cubal que fomos. À infância que nos construiu. À escola que nos ensinou a ser gente.

Nos últimos dias vivi algo bonito, que merece ficar escrito — reencontrei duas professoras que marcaram a minha vida: Anizabel Cabral, que me ensinou aos 6 anos, e Marta Carmo, minha professora mais tarde. Palavras trocadas após tantos anos reacenderam memórias guardadas. O tempo passou, mas o afecto ficou.

E porque a memória não é só minha, mas de todos nós, nasce este espaço.


🏫 As nossas escolas — onde muitos deram os primeiros passos

📍 Escola Primária nº 40
Lugar das primeiras letras, tabuada e Hino Nacional.
Onde começavam histórias que ainda hoje nos acompanham.

📍 Colégio Eça de Queiróz
Caminho entre a infância e o futuro.

📍 Escola Industrial e Comercial D. João II
Porta de entrada para o ofício. Formação técnica e comercial.

📍 Instituto Liceal do Cubal
O salto para o mundo. Estudos liceais que moldaram gerações.

📍 Explicadoras/es
Também eles tiveram um papel essencial, ajudando-nos quando as dificuldades cresciam e a matéria pedia reforço. Quantos de nós devem notas, confiança e disciplina a essas tardes extra?

Foram centenas de alunos. Foram dezenas de professores, educadores e explicadores.


👩‍🏫 Professores que guardamos na memória

(lista viva e em construção — acrescentaremos com a vossa ajuda)

  • Anizabel Cabral
  • Marta Carmo
  • Olga Santos
  • Olívia Abreu
  • Leonel Neves
  • Maria Joaquina Melo Martins (anos 40 – foto e memória cedida por António Pedro)
  • Acrescentaremos todos os que forem lembrados

📸 Memória já partilhada

Nesta imagem antiga aparecem alunos da Escola Primária do Cubal nos anos 40 (c. 1940), orientados pela professora Maria Joaquina de Melo Martins. São rostos que carregam história — crianças que cresceram, partiram, criaram famílias e que hoje revivem nesta fotografia manuscrita.

Turma antiga do Cubal (anos 40). Foto cedida por António Pedro.



Se reconheceres alguém — um colega, um professor(a) ou souber o ano exacto — deixe nos comentários.

Cada informação ajuda a reconstruir o passado.

📝 Nomes identificados até agora

Professora:
• Maria Joaquina de Melo Martins

Alunos identificados (zona superior da foto):
• Tetinha Querido
• João Abel
• Irmã da Edite
• Tóneca P. Lemos
• Ratinho
• Zeca P. Lemos

Alunos identificados (zona inferior):
• Mª (Maria) Adelaide
• Mª (Maria) Helena
• Hortência
• Natália
• Maria José
• Edite
• Mª Adelaide Querido

Lista em atualização contínua com a ajuda dos leitores.

🔗 Memória relacionada:
➡ Memórias de Família — Linhagem do Cubal (post anterior)


🤝 Contribuição dos Leitores

Queremos reunir neste espaço o máximo de memórias possível.
Se tiver fotografias, histórias, nomes de professores, datas ou simples recordações — partilhe connosco.

📩 Enviar memória / fotografia para o arquivo

📬 Tens recordações, fotos ou nomes para acrescentar?
👉 Partilha — este arquivo vive das vossas memórias!

Há memórias que não envelhecem. Envelhecemos nós — elas não.
Um professor é para sempre o primeiro farol.

Ruca
CUBAL Angola – Terra Amada


🧩 Memórias dos leitores (atualização contínua)

Contributos recolhidos através dos comentários do Facebook:

📍 Escola Primária Nº 40
• Professora Olga / Olguita — recordada com carinho (Constança Moniz)
• Professor Leonel Teixeira — referido por Rui Menino
• Professora D. Carmelina — década de 1950 (Fernando Matoso)
• Professora Sofia — “uma grande professora, muito boa pessoa” (Guilherme Oliveira)
• Professora D. Custódia (José Manuel Laranjeira)
• Professora Alice Sousa (José Manuel Laranjeira)
• Professora Laidita Carrasqueiro (José Manuel Laranjeira)

📍 Colégio Eça de Queiroz
• Professora Olga / Olguita (Constança Moniz)
• D. Cecília (Zé Fraga / Rui Menino / Fernando Matoso)
• Dr. Faria / Dr. Aurelino Faria (Zé Fraga / Fernando Matoso)
• Professora Maria Augusta Queirós (Carla Marta Neves)
• Professora Maria de Lourdes Marta (Carla Marta Neves)
• Rui Menino estudou aqui o início do percurso escolar
• Amélia Barbêdo estudou até 1965 antes de ir para Sá da Bandeira

📍 Outros professores recordados / explicadores
• Prof. Maia (Mimi Fraga)
• Prof. Marta — já presente no texto (Rui e Mimi Fraga)
• D. Cecília — muito marcada na memória colectiva
• Olga (Olguita) — presença que gerou emoção e reencontros

Se tiveres mais nomes, conta nos comentários ou envia por email. A lista continuará a crescer.

💬 Comentários e Memórias

31 dezembro 2025

Passagem de Ano no Cubal – 31/12/1959

 

Dora Vilar, Lisete, Sebastiana, Chico e Olga Valadas.

Chegamos ao último capítulo desta série de memórias partilhadas pela nossa querida Fernanda Valadas. Após os registos de 1956, 1957 e 1958, fechamos a década com esta imagem de 1959, ainda no ambiente festivo do Antigo Recreativo do Cubal, quando o Ferrovia ainda não existia e as passagens de ano se viviam com simplicidade e encanto.

Nesta fotografia identificam-se, conforme indicação da Fernanda:
Dora Vilar, Lisete, Sebastiana, Chico e Olga Valadas.

Os vestidos claros, o sorriso tímido, o ar descontraído do Chico — são detalhes que nos transportam para um Cubal de música, de família e de festa. As fotografias desta série não são apenas registos; são fragmentos vivos da nossa memória colectiva.

Com esta publicação, concluímos a sequência oferecida pela Fernanda Valadas (1956-1959), que tão generosamente partilhou estas imagens preciosas. Que fiquem guardadas aqui como testemunho de um tempo que marcou vidas e deixou saudade.

Que o brinde de 1959 ecoe hoje também em nós. 🥂✨

Feliz Ano Novo!!!

Ruca


#CubalAngolaTerraAmada #PassagemDeAno1959 #MemóriasDoCubal #ArquivoHistórico

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Passagem de Ano no Cubal – 31/12/1958

Damos mais um passo nesta viagem pelas memórias familiares enviadas pela nossa amiga Nanda, que tem sido uma ponte preciosa entre o Cubal que foi e o que preservamos hoje. Depois dos registos de 1956 e 1957, chegamos ao Réveillon de 1958, ainda no Antigo Recreativo do Cubal, numa época em que o Clube Ferrovia ainda não existia.

A cada fotografia sentimos que o tempo regressa. Os vestidos a condizer, as flores ao peito, a alegria discreta e elegante das festas de fim de ano. A infância, a juventude, a família – tudo respira vida.


📷 Imagem 1


Olga, Lisete, ??, António Valadas e ??
Hernâni Cabral, disse: 
Olga, Lisete, Albano (irmão do barbeiro Moura), António Valadas e António Querido (pai da falecida Ondina Querido).

Posada e serena, destaca-se a elegância simples do vestir e o ar orgulhoso de quem marca presença na grande festa de fim de ano. 

📷 Imagem 2


Ilda, Matos, Olga, Garruço (encoberto), Nanda e Chico Valadas

Cenário festivo, copos erguidos e cumplicidade à volta da mesa. As expressões vivas e espontâneas fazem desta imagem um fragmento rico em emoções.

📷 Imagem 3


Olga, Augusta Mota e Lisete

Um retrato feminino que espelha moda, juventude e alegria. As flores nos vestidos e o olhar confiante reforçam o espírito da época.

De seguida, partilharemos o registo de 1959, encerrando este ciclo de memória oferecido pela Fernanda. Que estas imagens continuem a unir quem viveu, quem recorda e quem deseja conhecer a história afectiva do Cubal.

Ao Cubal, ao passado e a quem o mantém vivo. 🥂✨

Ruca


#CubalAngolaTerraAmada #PassagemDeAno1958 #MemóriasDoCubal #ArquivoHistórico

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30 dezembro 2025

📜 Mensagem de Ano Novo - Para todos os Cubalenses espalhados pelo mundo

 


📜 Mensagem de Ano Novo

Para todos os Cubalenses espalhados pelo mundo

Chega o fim do ano e, como sempre, o coração volta ao Cubal. Basta uma fotografia antiga, o cheiro da terra depois da primeira chuva, o som da desfibra do sisal ou o brilho dourado das tardes quentes para que tudo regresse – como se nunca tivéssemos partido.

Depois de 1975, muitos seguiram caminhos diferentes. Uns ficaram em Angola, outros partiram para Portugal, Brasil, Estados Unidos, Holanda, Canadá, Alemanha, França e muitos mais destinos. Espalhámo-nos pelo mundo, mas continuamos unidos pela saudade e pela memória.

Hoje o blogue recebe visitas dos quatro cantos do planeta. Onde há um cubalense, há um pedaço da nossa história.

Este espaço existe para que o Cubal não desapareça nos baús do tempo. Para que fotografias, cartas, bilhetes e histórias não permaneçam escondidas, mas regressem à luz através de quem as viveu.

Se tens memórias do Cubal, ajuda-nos a preservá-las:

  • 📌 Procura fotografias antigas guardadas em casa;
  • 📌 Fala com familiares mais velhos enquanto podemos ouvi-los;
  • 📌 Envia-nos fotos, datas, relatos e nomes — tudo importa.
Envia as tuas memórias para o nosso arquivo histórico do Cubal!
Com um simples clique podes partilhar fotografias, documentos ou histórias.

📩 Enviar Memória / Fotografia

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Passagem de Ano no Cubal – 31/12/1957

Caros amigos cubalenses e amigos do Cubal,

Prosseguindo esta viagem pela década de memórias enviada pela nossa sempre presente Fernanda Valadas, chegamos ao ano de 1957, onde a passagem de ano surge em ambiente de festa, sorrisos e brilho juvenil. Depois do registo publicado referente a 1956, hoje partilhamos duas fotografias que nos aproximam ainda mais da vida familiar cubalense daquela época.

É reconfortante observar como o tempo permanece guardado em pequenos gestos: os vestidos engomados, os laços cuidadosamente colocados, o olhar curioso das crianças e o brinde levantado com esperança num novo ciclo. As imagens falam, e o Cubal volta a viver nelas.

No Antigo Recreativo do Cubal, numa época anterior à existência do Clube Ferrovia.

📷 Foto 1 – O Brinde

Na primeira imagem, segundo indicação da Fernanda, reconhecemos:
António Valadas, Idalina Mendes, Lisete Valadas e Maria Sampaio.
Os copos erguem-se, os sorrisos surgem e o ambiente de festa é evidente. Cada olhar é um testemunho silencioso de um tempo em que celebrar significava reunir família e amigos, partilhar mesa, música e alegria simples.

📷 Foto 2 – Em Família


Na segunda imagem identificam-se:

António Valadas, Vitorino, Olga, Anita e o primo Vítor, ainda menino, com o olhar atento de quem absorvia tudo à sua volta. As garrafas e copos distribuídos pela mesa remetem-nos para o ritual festivo tão típico da época — onde os adultos brindavam e as crianças espreitavam o futuro com olhos grandes.

Estas imagens representam mais do que um registo fotográfico. São parte da nossa história coletiva — afetos preservados no tempo pela Fernanda, agora partilhados com todos nós. Assim seguimos, ano após ano, reconstruindo memórias do Cubal.

Em breve partilharemos as fotografias de 1958 — três registos que mostram novos momentos desta mesma família e deste mesmo Cubal que não se apaga.

Que estas memórias continuem a unir quem viveu, quem recorda e quem hoje deseja conhecer a história afetiva desta terra que tanto amamos. 🥂✨


#CubalAngolaTerraAmada #MemóriasDoCubal #PassagemDeAno1957 #ArquivoHistórico

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Passagem de Ano no Cubal – 31/12/1956

Passagem de Ano no Cubal – 31 de Dezembro de 1956

Caros amigos cubalenses e amigos do Cubal,

Ontem foi dia de tristeza, com a partida do nosso corredor e amigo João Carona. Não é simples escrever sobre festas quando o coração ainda está apertado, mas a memória tem esta forma de consolar – recordando-nos que também houve alegria, música, família e encontros que nos continuam a definir. Honrar quem parte é continuar a cuidar do que permanece.

Hoje iniciamos uma nova viagem ao passado, graças à generosidade da Fernanda Valadas, que, mesmo vivendo longe, nas terras escocesas que agora chama casa, tem sido presença próxima. O seu carinho pelo Cubal e o empenho em preservar recordações fazem dela um apoio essencial para mantermos este blogue vivo e atualizado. Os documentos e fotografias que nos envia não são apenas imagens – são pontes, afetos e tempo recuperado. Por isso, o meu sincero obrigado.

A fotografia que hoje partilhamos é da Passagem de Ano de 1956, e, como refere a Fernanda, realizada no Antigo Recreativo do Cubal, numa época anterior à existência do Clube Ferrovia. Identificam-se na imagem:

António Valadas (pai), Ilda lá atrás,  Mendes, D. Olinda, Olga Valadas, Nanda e Anita.

Um registo que nos devolve um Cubal familiar e sereno: vestidos engomados, laços cuidadosamente colocados, expressões sérias para a câmara e a elegância discreta de quem celebrava com simplicidade e união. Um retrato que atravessou quase sete décadas para chegar até nós intacto na emoção.

Este será o primeiro de quatro anos que iremos partilhar em série, com mais imagens enviadas pela Fernanda:

  • 📌 1956 – 1 fotografia
  • 📌 1957 – 2 fotografias
  • 📌 1958 – 3 fotografias
  • 📌 1959 – 1 fotografia

Cada imagem, uma memória.
Cada memória, uma história.
Cada história, um pedaço do Cubal que não deixamos morrer.

Que este brinde de 1956 seja o início de uma bela viagem através da década que se seguiu.
💛 Ao Cubal que fomos, ao Cubal que guardamos.


#CubalAngolaTerraAmada #PassagemDeAno #MemóriasDoCubal #ArquivoFotográfico

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28 dezembro 2025

Passagem de Ano no Cubal — Memórias de Amizade e Juventude, por Vanda Alves

 

Passagem de Ano no Cubal — Memórias de Amizade e Juventude
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Fotografia gentilmente cedida por Vanda Alves

Na continuidade desta série dedicada às memórias de Réveillon no Cubal, revisitamos hoje um registo especial — uma fotografia carregada de espírito, amizade e boa disposição. Partilhada em 2017 por Vanda Alves, mostra-nos o seu pai, Alves, rodeado de amigos numa noite de Passagem de Ano em ambiente descontraído e festivo.

Na imagem identificam-se ainda Luís Lousa, Toneco Lousa, Raimundo e dois rodesianos, técnicos ligados à fazenda do Sr. Laranjeira — figuras que muitos recordarão da vida social cubalense.

Os fatos bem alinhados, os gestos soltos e os sorrisos abertos revelam muito do que eram estas celebrações: encontros de amizade sincera, música, alegria e o entusiasmo típico de quem brindava a um novo ano com esperança e confiança.

Se algum leitor reconhecer mais rostos, histórias ou episódios relacionados com esta noite, convidamos a partilhar nos comentários — cada contributo ajuda a enriquecer o património de memória viva do nosso Cubal.

Que estas imagens continuem a unir quem viveu, quem recorda e quem quer conhecer a história afetiva desta terra que tanto amamos. 🥂✨


#CubalAngolaTerraAmada #MemóriasDoCubal #PassagemDeAno #HistóriaDoCubal

💬 Comentários e Memórias