
"Momentos que o tempo não apaga, gravados na alma de quem os viveu" Revive a história do Cubal através de fotografias e memórias partilhadas. Junta-te a nós nesta viagem ao passado! Chamada para ação: 📩 Envia as tuas recordações para: cubal.ruca@gmail.com Nota de Respeito: Preservar a história e a dignidade das memórias é o meu compromisso. Caso algum visado ou familiar prefira a remoção de uma imagem, por favor entre em contacto e o pedido será atendido de imediato. — Ruca
17 maio 2008
Notícias dos Cubalenses e amigos do Cubal - Ivo Sérgio e Augusto Pessoa

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09 maio 2026
O Simão, uma banana e uma infância no Cubal
O Simão, uma banana e uma infância no Cubal
(Ruca )
Fotografia gentilmente captada pelo saudoso Augusto Pessoa, provavelmente em 1967/68, no Cubal.
Há fotografias que nos chegam como pequenas cápsulas do tempo. Esta é uma delas.
Foi gentilmente captada pelo saudoso Augusto Pessoa , marido da Maria Socorro e pai do meu amigo de infância Sergito (Ivo Sérgio), provavelmente em 1967 ou 1968, no quintal de uma casa que os meus pais arrendaram ao casal Augusto e Socorro, no Cubal.
Esta mesma casa e outras memórias do Cubal de ontem podem ser revisitadas numa publicação antiga do blogue: “Cubal de ontem, por Augusto Pessoa” .
Na imagem estou eu, ainda menino, diante de um desafio que, naquele tempo, me parecia enorme: dar “pessoalmente” uma banana ao Simão, o macaco que havia lá em casa.
Hoje, olhando para esta fotografia com os olhos de agora, é impossível não fazer uma ressalva. A nossa sensibilidade mudou, felizmente. Sabemos hoje que animais como este não devem viver como animais de estimação, presos a quintais ou afastados do seu ambiente natural.
O que então era visto com naturalidade, hoje causa-nos desconforto, e ainda bem. A evolução também se mede por essa capacidade de olharmos para trás com ternura, mas sem deixarmos de aprender.
Esta fotografia deve, por isso, ser vista como aquilo que é: um documento de época. Um retrato de um tempo, de uma infância e de uma forma de viver que já não existe.
Naquele Cubal dos anos 60, não havia smartphones, não havia televisão ao alcance de todos, não havia este mundo de estímulos, ecrãs e ofertas permanentes que hoje rodeiam os mais novos. Havia quintais, terra, árvores, pequenos perigos, grandes aventuras e uma liberdade que se vivia com o corpo inteiro.
E havia também desafios. Como este.
Recordo-me de que o Simão não estava propriamente interessado em cerimónias. Queria a banana, e queria-a depressa. Eu, cheio de coragem e alguma inconsciência própria da idade, lá me aproximei.
O resultado foi o esperado: arranhões, susto, risos e, provavelmente, mais uma generosa dose de mercurocromo e pensos rápidos. Naqueles tempos, éramos todos bons clientes desses pequenos socorros domésticos.
Imagino o Augusto Pessoa, com a sua máquina fotográfica, talvez uma Agfa, a tentar encontrar o melhor enquadramento enquanto tudo acontecia depressa demais. E ainda bem que o fez. Porque, sem ele, este pequeno episódio ter-se-ia talvez perdido na poeira da memória.
Hoje, ao olhar para esta imagem, não vejo apenas um menino e um macaco. Vejo uma infância vivida ao ar livre. Vejo o Cubal da minha meninice. Vejo a terra nos pés, os arranhões nos joelhos, a coragem ingénua, os amigos por perto, os adultos atentos e aquela felicidade simples que não precisava de grande explicação.
É verdade que nem tudo nesse tempo era perfeito. Nenhum tempo o é. Mas havia momentos em que quase todos parecíamos felizes. Ou, pelo menos, sabíamos ser felizes com muito pouco.
E talvez seja isso que esta fotografia me trouxe hoje: a lembrança de um Cubal onde se vivia mais devagar, onde cada pequeno acontecimento podia transformar-se numa história, e onde até uma banana dada ao Simão ficava guardada para sempre no coração de um miúdo.
Hoje deu-me para isto: mais uma nostalgia cubalense.
Com saudade, respeito pela memória e também com a consciência do que aprendemos entretanto.
Ruca
Nota para os leitores: estas memórias são partilhadas com o carinho próprio de quem recorda uma infância vivida no Cubal. Se algum leitor reconhecer pessoas, lugares ou detalhes que possam ajudar a completar esta história, terei muito gosto em receber o seu contributo.
https://cubal-angola.blogspot.com
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13 abril 2008
Notícias dos Cubalenses e amigos do Cubal - Augusto Pessoa
Através dos meus pais, que têm mantido contactos com o Augusto e a Socorro, tive o prazer em obter notícias dos mesmos e do seu filho e meu querido amigo de infância Ivo Sérgio.💬 Comentários e Memórias
15 novembro 2010
"Por Brincadeira" de Augusto Pessoa
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23 outubro 2010
Exposição de Artes de AUGUSTO PESSOA na junta de Freguesia do Feijó, Almada, em Setº/ 2010.
O nosso amigo cubalense Augusto Pessoa vem novamente até nós, partilhando algo que lhe é muito querido. A sua arte foi, desta vez, exposta na Junta de Freguesia do Feijó.
Aqui ficam alguns testemunhos deste belo momento.
Parabéns Augusto Pessoa!
Saudações
Ruca
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A. Pessoa
Augusto de Jesus Pessoa, nasceu em Angola, antiga Nova Lisboa, a 31 de Julho de 1941. Começou por desenvolver a sua actividade profissional como desenhador-projectista de construção civil no Cubal-Angola.
...em Portugal
Assistido e acompanhado pela professora Otília Costa (Lita Lisboa) desde 2005, inicialmente na Universidade Sénior de Almada e posteriormente, no seu atelier particular, em pintura a óleo.
Aluno da professora Teresa Oliveira desde 2007 na Universidade Sénior de Almada em expressão de artes.
Associando conhecimentos do desenho profissional, adquiridos enquanto desenhador-projectista de construção civil,com aqueles obtidos através das suas professoras, leituras, visitas a exposições de arte e museus, e outros adquiridos através da sua alargada experiência profissional, tenta passá-los, continuamente, à sua maneira de se exprimir em pintura.
A procura de caminhos, novas técnicas e saberes é uma constante em si.
África tem sido tema abordado, bem como outros...

De mim...um pouquinho.
Pouco, muito pouco.
Não que mais não tenha...
Já que de vida longa
Meu corpo e mente contenha.
Pouco, para, ainda menino,
Já curioso, buscava e rabiscava
Um qualquer canhenho, algum tino...
Daquilo que tanto gostava.
O desenho!
Mas, de que servira o gosto,
Se o importante faltava?
Luta desigual fui travando...
Vencidos obstáculos, barreiras surgidas.
Barreiras vencidas, novos rumos, novos
rugidos.
Ora navegando, ora surfando...
Até que... A pintura!
Finalmente, nova aventura.
Desafios postos, logo vencidos
Com paixão, amor e ternura.
Também com olhos humedecidos.
Sentimentos, por vezes contraditórios,
Entre o prosseguir e o desistir.
Desistir, quando acreditas?
Desistir, quando és capaz?
Não! Nunca!
Isso não se faz!
A.Pessoa
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28 junho 2008
Amigos de infância que se reencontram - IVO SÉRGIO PESSOA e RUCA (Rui Gonçalves)
1.Amigos : Ivo Sérgio (à esqª da foto) e Ruca
3. Ivo Sérgio e Ruca (à boleia)
3.Ruca e Ivo Sérgio (à boleia) "Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso."
Charles Chaplin
um abraço extensivo aos teus pais e demais família
Ruca
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27 dezembro 2025
Passagem de ano cubalense
À medida que outro ano se despede, o coração leva-nos de regresso às noites de gala que moldaram a nossa juventude no Cubal. Eram tempos de brilho simples, de música bem escolhida e de sonhos que cabiam num salão cheio de luz. Hoje, recuperamos mais um fragmento desse passado dourado — uma fotografia cedida com amizade e generosidade por Ivo Sérgio, companheiro de infância e memória viva da nossa terra.
O registo, feito durante uma Passagem de Ano no C. D. Ferrovia, mostra-nos uma mesa onde reinavam a boa disposição e o charme de uma época que soubemos viver com intensidade. Ali reconhecemos os pais do Ivo, Maria do Socorro e Augusto Pessoa, ladeados por Alexandre Fonseca (ao fundo) e pelo Enf.º Matos, num ambiente de festa e distinção que só o Ferrovia sabia oferecer.
Repare-se nos pormenores — a toalha de renda imaculada, as garrafas prontas para o brinde, o olhar confiante de quem recebe o futuro com serenidade. O Ferrovia era mais do que clube; era ponto de encontro, palco de amizades que atravessaram oceanos e décadas, e que continuam, como esta fotografia prova, a resistir ao tempo.
Republicar esta imagem não é apenas olhar para trás. É prestar homenagem a uma geração que edificou identidade, comunidade e afeto. Que este brinde captado no passado nos inspire a receber o novo ano com igual esperança, elegância e gratidão.
Um abraço fraterno para todos os que guardam o Cubal no coração. 🤍
Ruca
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22 julho 2008
07 setembro 2008
Arte do Cubalense Augusto Pessoa
3.Título: Vidas CruzadasTécnica: Óleo sobre tela 100 X 60
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Autor : A. Pessoa
Contactos: ajpessoa@gmail.com
tm – 939344052
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27 novembro 2010
Cubalenses amigos, por Augusto Pessoa
| 1 Fernando da Silva Vilares, presidente da C.M.C ; José Maria de Oliveira (?) Abílio da Silva, maquinista do C.F.B. e a minha querida Amélita |
*I) à pergunta "QUEM SÃO?: Três miúdos bem identificados e que viviam felizes partilhando uma verdadeira amizade. Abraço Ruca
| 3 D.Lurdes Vilares, e professoras da Escola, no aniversário de m/filho, o mais alto na foto ;-) |
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Cubal de Ontem, por Augusto Pessoa
| 1 Foto da minha casa, bi-familiar, que seria a 4ª/5ª, onde morei com a família, tendo como inquilino o meu amigo Ramos que trabalhava na C.M.C. na outra parte bi-familiar. |
| 2 A minha 1ª casa, onde moramos, e vocês*, mais tarde (*Júlia, Raúl e Ruca) |
| 3 Estacas para marcação da minha 2ª casa, vendo-se ao fundo, a 1ª casa |
| 4 A minha 3ª casa, onde morou o Sr. Enfermeiro do Hospital do Cubal, mais tarde alugada aos Senhores BOAVIDA, do C.F.B |
B.t. Amigo RUCA.
Mais uma vez, cá estou a relembrar a nossa terra. Tentarei identificar (nas legendas).
Assim que tiver mais recordações, vou enviando.
Cumprimentos a teus pais e um abração para ti e Cubalenses.
Belos testemunhos que nos envia. Obrigado pela partilha. Um agradecimento especial pela imagem 2. Aquela casa que me lembro tão bem (com a imagem na parede) e que a tenho tão presente na memória, apesar dos meus 4-5-6 anos. Ali passei, juntamente com o V. filho Ivo Sérgio, talvez os momentos mais felizes da infância. OBRIGADO!
Abraços a todos vós.
Ruca
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02 setembro 2015
26º Encontro dos Antigos Estudantes e Amigos do Cubal
Endereço do
e-mail
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Telemóvel
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Tel.Fixo
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Sérgio Gonçalves
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968579775
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233428340
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Amílcar Múrias
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964003593
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Mª Conceição Múrias
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910100901
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Mª Olímpia Lemos
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969626508
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232400790
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2.Título: Abunda